Portal dos Dragões
·26 Juni 2026
Vítor Bruno: “Sete meses no FC Porto equivalem a dois ou três anos de experiência noutro lugar”

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Na sua primeira conferência de imprensa como novo treinador do Anderlecht, Vítor Bruno apresentou-se sereno e ambicioso, sublinhando que a decisão de aceitar o convite do clube belga foi «fácil», atendendo à dimensão da equipa e ao projeto que lhe foi apresentado. Embora tenha pedido desculpa por o seu inglês «não ser perfeito», o ex-treinador do FC Porto expressou-se com clareza e mostrou conhecer algumas palavras em francês, fruto da passagem como adjunto de Sérgio Conceição no Nantes.
Vítor Bruno admitiu que as expectativas são elevadas, mas garantiu não se sentir pressionado. «Sei que a grandeza do Anderlecht diminuiu um pouco nos últimos anos. Quero trazer o clube de volta ao lugar a que pertence», afirmou, acrescentando: «Será um grande desafio, mas eu gosto de desafios.»
O técnico português relativizou a noção de pressão no futebol: «Pressão? Pressão é quando se chega a casa e não há comida ou quando se tem de trabalhar em más condições. Aqui temos boas condições. Queremos levar todos a serem a melhor versão de si mesmos, e assim aproximamo-nos dos nossos objetivos. Isso é uma boa pressão. A pressão deve ser um desafio.»
Ciente do longo período sem títulos do clube, que não conquista o campeonato desde 2017, Vítor Bruno defendeu uma evolução faseada. «Sei que já passou muito tempo desde que o Anderlecht conquistou um título. O caminho ainda é longo, mas não podemos saltar etapas. Acredito no passo a passo. O primeiro passo é o Hammarby, a 23 de julho», afirmou, salientando a importância de dar liberdade aos jogadores.
«Não sou um Waze que guia os jogadores do ponto A ao ponto B, mas quero dar-lhes as ferramentas para chegarem ao seu destino. Isso inclui cometerem erros. Não há problema, desde que retirem as lições certas desses erros», explicou.
Quanto ao mercado de transferências, o diretor desportivo Antoine Sibierski reconheceu que o processo está a avançar lentamente por causa do Campeonato do Mundo, mas reforçou a necessidade de reforçar a equipa em várias posições. «A presença do Vítor também irá acelerar esse processo», garantiu, lembrando a passagem do treinador luso pelo comando da equipa A do FC Porto.
«Sete meses à frente do FC Porto equivalem a dois ou três anos de experiência noutro lugar para mim. Não conhecia Vítor Bruno pessoalmente, mas recolhi informações através de pessoas da minha rede que tinham trabalhado com ele», referiu o dirigente.
Vítor Bruno transmitiu confiança no grupo atual e mostrou vontade de manter a jovem promessa Nathan De Cat. «Estamos a fazer o nosso melhor para o manter. Contamos com ele», disse. Quando lhe perguntaram sobre um eventual regresso de Romelu Lukaku, o treinador português reagiu com humor. «Lukaku? Estás a pressionar o Antoine, não a mim», sorriu, dirigindo-se ao diretor desportivo. «Estamos contentes com o Cvetkovic, o Sikan e o Bertaccini. Mas se tiveres o número do Lukaku, talvez lhe possa ligar», acrescentou em tom de brincadeira. «Alguém com as estatísticas dele… é difícil para nós. Mas se ele vier, terá de trabalhar arduamente como todos os outros», completou.







































