Portal dos Dragões
·21 Februari 2026
Vítor Pinto aponta “ato provocatório” de Fernando Madureira e defende posição do FC Porto

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O subdiretor do Record, Vítor Pinto, comentou a decisão do FC Porto de comunicar às autoridades a presença de Fernando Madureira nas imediações do Estádio do Dragão, considerando que o clube tomou “a única atitude possível” perante a situação.
Segundo o comentador, o objetivo do clube não foi pedir qualquer agravamento de medidas, mas sim esclarecer junto da Justiça se este tipo de comportamento poderá configurar cumprimento ou incumprimento das medidas de coação atualmente em vigor.
“O FC Porto não pede a prisão de Fernando Madureira. O que faz é questionar as autoridades sobre se este esticar de corda significa cumprimento ou incumprimento das medidas”, sublinhou.
Durante a análise, Vítor Pinto classificou o episódio como uma forma clara de provocar e testar limites, quer da administração portista, quer do próprio sistema judicial.
O jornalista utilizou um exemplo extremo para ilustrar o seu argumento:
“Vamos imaginar, por um limite do ridículo, que Fernando Madureira se lembrava de passear todos os dias no Dragão… o que poderia o FC Porto fazer?”
Na sua perspetiva, a presença nas imediações do estádio não pode ser vista como um ato inocente, sobretudo no atual contexto, sendo antes uma tentativa de “esticar a corda” e perceber até onde vai a tolerância das autoridades.
Vítor Pinto recordou ainda que a libertação do antigo líder dos Super Dragões foi seguida por episódios polémicos, nomeadamente a interrupção de um clássico no Estádio do Dragão devido a incidentes com pirotecnia.
Segundo o comentador, esse momento foi interpretado por muitos adeptos como uma atitude desafiante, numa fase em que já existia tensão entre a claque e a atual administração do clube.
“Isto foi tido como uma atitude desafiante (…) e agora, passados poucos dias, acontece este episódio”, referiu.
Para Vítor Pinto, o clube limitou-se a cumprir o seu dever institucional, alertando as autoridades para uma situação potencialmente sensível e deixando a decisão nas mãos da Justiça.
Na sua leitura, ignorar o caso poderia abrir precedentes:
“Se ninguém fizer nada, a partir daqui Fernando Madureira tem carta branca para aparecer no Dragão, no Olival, onde quiser.”
O comentador concluiu defendendo que o espírito das medidas de coação não deverá permitir ambiguidades e que caberá agora às autoridades clarificar os limites legais aplicáveis.









































