Portal dos Dragões
·24 Maret 2026
William Gomes lembra Jorge Costa e revela ponto de viragem no FC Porto: “O Mundial de Clubes foi onde tudo mudou”

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William Gomes está a marcar há três jogos seguidos pelo FC Porto e já soma 12 golos nesta época, que considera ser «a melhor da carreira». Em entrevista ao Globoesporte, o extremo brasileiro dos dragões falou sobre a adaptação difícil à mudança para o lado direito do ataque e recordou também as conversas que mantinha com Jorge Costa.
«A temporada tem sido muito boa, a melhor da minha carreira. Estão a acontecer várias coisas positivas, muitas delas eu já tinha planeado no início da temporada. Acredito que estou a viver uma grande fase, um grande momento, e é algo que quero sempre procurar: fazer os meus golos e ajudar a equipa. Fui feliz nas últimas partidas e o apoio dos adeptos é gratificante, porque vês que o teu trabalho está a ser valorizado e reconhecido. É um prazer enorme», começou por dizer o camisola 7 dos azuis e brancos.
«Toda a gente passa por um período de adaptação e não é fácil. Para alguns é mais tranquilo, para outros é mais turbulento. O meu início no FC Porto não foi como esperava. Imaginava jogar mais, a equipa também não estava tão bem no campeonato, então as coisas foram complicadas. Mas continuei a treinar forte e a conversar bastante com as pessoas do clube. Falava muito com o Jorge Costa, que faleceu, e ele dizia-me sempre que era normal passar por esse período de adaptação, que devia continuar a trabalhar como trabalhava, porque as coisas aconteceriam aos pouco. Fui trabalhando cada vez mais, e, no Mundial de Clubes, tive minha primeira oportunidade como titular. Foi ali o ponto de viragem, porque percebi que estava preparado. No início desta temporada, consegui manter o que fiz naquele momento», vincou William, explicando ainda por que motivo se sente «mais à vontade a jogar pela direita».
«É uma posição em que sempre tive vontade de jogar. Fiz praticamente toda a formação pelo lado esquerdo, com alguns jogos pela direita, mas a maior parte do tempo a atuar pela esquerda. Mesmo assim, sempre quis jogar pelo lado direito. Com a chegada do técnico Farioli e depois da lesão do Pepê [em agosto], fui para a direita e adaptei-me bem. Conversei com ele [Farioli] e disse que me sentia mais confortável ali. É uma posição em que me sinto bem, a atuar pelo lado direito do campo. Claro que também consigo jogar pela esquerda, sinto-me bem ali, mas a minha preferência é pela direita, porque acredito que tenho mais criatividade nesse lado», explicou o internacional jovem pelo Brasil.
Trabalhar com Thiago Silva no FC Porto: «É um ídolo para todos nós. Converso muito com o Pepê também, que é um dos meus amigos aqui no clube, e ficamos sempre um pouco nervosos e ansiosos quando estamos ao lado do Thiago, porque não é algo normal, não acontece sempre. Ele tem-nos ajudado bastante e a mim em especial. No último jogo, por exemplo, ajudou-me muito, sempre a transmitir a experiência dele, a orientar-me sobre o que fazer e no que precisamos de melhorar. Conseguimos ter essa troca de ideias, essa ligação, e ele tem acrescentado de forma muito positiva desde a chegada ao FC Porto.»
Parte mental e preparação: «A parte mental é a mais importante no futebol. Se não estiveres bem mentalmente, as coisas não acontecem. Por isso, é algo que procuro trabalhar muito no meu dia a dia, para que tudo flua da melhor forma. Em Portugal, a minha rotina é basicamente esta: de manhã, vou para o clube e passo entre quatro a seis horas por lá, todos os dias. Depois volto para casa, sigo a minha rotina, às vezes faço algo com os meus pais ou com o meu irmão. De seguida, faço o trabalho de recuperação, que é algo que realizo diariamente, porque acredito que ajuda imenso. O futebol vai muito além das quatro linhas. Acho que todos os jogadores precisam de se preparar cada vez mais, porque não é só no campo que se treina. Até digo aos meus pais que vivo o futebol intensamente. É isto que faço todos os dias: o meu trabalho de preparação e o trabalho mental. É algo que me ajuda bastante.»
Festejo contra o Estugarda: «Jogo muito com os meus amigos. FIFA, Free Fire e outros jogos… Na noite anterior, já na concentração, no dia do jogo, estávamos a jogar à tarde, eu, o meu irmão e mais dois amigos. Aí eles deram a ideia: ‘Se marcares golo, pega a bandeirinha e coloca no chão’, que é uma animação que há no Free Fire. Quando marquei, foi a primeira coisa que me veio à cabeça. Foi algo planeado. As minhas comemorações vêm muito dos meus amigos e eu até brinco com eles: ‘A minha função é fazer golo, o resto vocês arranjam. Quando virem uma comemoração boa, enviem-me que eu faço no jogo’.»









































