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·15 Januari 2026

Xerém neles: molecada estreia bem e enche o coração tricolor de orgulho e esperança

Gambar artikel:Xerém neles: molecada estreia bem e enche o coração tricolor de orgulho e esperança

A bola voltou a rolar, e com ela, um sentimento que só o torcedor do Fluminense compreende. A espera para rever nossa armadura em campo terminou, mas o jogo de ontem foi muito mais do que matar a saudade do nosso colossal Fluminense. Foi a chance de testemunhar, muitos em primeira mão, a joia da coroa tricolor: a molecada de Xerém.

Desde o apito inicial, já tínhamos nossos garotos sob os holofotes. Na lateral-direita, um valente Júlio Fidelis mostrou ter casca. No segundo tempo, quando o Madureira tentou cozinhar o jogo pelo seu setor, ele não refugou da dividida, fechou o corredor e deu o bote certo. Foi um leão na marcação. Antes, já havia mostrado suas habilidades no apoio.


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No coração do campo, Wallace Davi era o pêndulo, o maestro da contenção. Com uma leitura de jogo invejável, ditou o balanço defensivo, sempre de cabeça erguida, distribuindo e protegendo a zaga. Mais uma vez, provou que a estar  no “profissional” não pesa. Mostrou personalidade para ser o “dono da meiuca” e tem bola para brigar de igual para igual pela titularidade ao longo da temporada. Ou ao menos para brigar para ser a primeira opção no banco.

Pela ponta-direita, a nossa joia Riquelme Felipe começou o jogo um pouco mais discreto, talvez ofuscado pela estreia segura de Guilherme Arana e a reestreia participativa de Santi Moreno na canhota. No entanto, na segunda etapa, o garoto “pediu jogo”. Chamou a responsabilidade, partiu para o um contra um, buscou a linha de fundo e começou a servir passes venenosos na área, procurando a referência.

E que referência! John Kennedy, nosso Menino Rei, voltou a bailar com a pelota nos pés. A alegria de moleque, que tanto nos encanta, estava estampada em seu rosto. Mas que ninguém se engane: por trás do sorriso, há um comprometimento de veterano. A decisão de antecipar o fim de suas férias e a dedicação nos treinos não foram palavras ao vento. Vimos isso em cada pique, em cada disputa. No primeiro tempo, foi um falso 9 de manual, arrastando a marcação, criando latifúndios para os pontas e, coroando sua atuação, fez um trabalho de pivô digno de aplausos para servir Lezcano, que parece mais à vontade e promete muito para 2026.

Se o primeiro tempo já foi uma bela representação de Xerém, a etapa final foi uma apoteose. As entradas de Matheus Reis e Agner foram a fagulha que incendiou a partida. Numa tabela de primeira, com a ousadia dos predestinados, eles construíram a pintura que terminou com John Kennedy estufando as redes. Futebol-arte com o DNA tricolor.

Depois, mais lenha na fogueira da juventude: Luiz Fernando e Léo Jance entraram com fome de bola. No apagar das luzes, Davi Schuint entrou para trancar a porteira e garantir os três pontos.

Xerém, mais uma vez, mostrou sua força inesgotável contra um organizado e aguerrido Madureira. Isso quer dizer que todos já estão prontos para serem titulares absolutos? Longe disso. Mas, certamente, mostraram ter a faca e o queijo na mão: talento, personalidade e, acima de tudo, uma vontade imensa de evoluir. Cada um com sua história, cada um em seu tempo de maturação, mas todos remando na mesma direção: por uma temporada vitoriosa do nosso Fluminense. A primeira página deste livro foi escrita, e ela nos encheu de esperança.

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