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·3 Agustus 2026
Zubeldía projeta integração com Fred na base do Fluminense e brinca com o ídolo tricolor: “É ídolo até que perca três partidas”

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Técnico argentino detalhou o planejamento para aproveitar as promessas de Xerém, comentou a chegada do ídolo tricolor para comandar o sub-20 e explicou os desafios na gestão do elenco profissional
O técnico Luis Zubeldía, em entrevista ao ge, detalhou o plano de integração entre a equipe profissional e as categorias de base do Fluminense para a sequência da temporada. Com a recente chegada do ídolo Fred para assumir o comando da base tricolor, o treinador argentino destacou a importância de alinhar a metodologia de trabalho e controlar com cautela a transição dos jovens promessas para o time de cima.
Ídolo da torcida e dando os primeiros passos na carreira à beira do gramado após passagem de oito meses pela base do Fortaleza, Fred assume um setor que busca recuperação após desempenhos decepcionantes no Brasileirão da categoria e na Copa São Paulo. Para Zubeldía, o trabalho do novo treinador do sub-20 será fundamental para formar atletas e pavimentar o próprio futuro do clube.
— No caso do Fred, a lógica é a mesma. Ele está lá, nós aqui. Que ele experimente, forme jogadores, seja uma ponte e no futuro não muito distante possa ter a chance de dirigir o time profissional. Imagino que seja o projeto institucional. Assim aconteceu comigo no Lanús. Falei com Fred na parte de metodologia. Com Mário falei que tinha que ter gente lá que possa dirigir aqui e conheça a história. Tem que falar com ele que é ídolo até que perca três partidas. Depois vai sofrer como todos (risos) — brincou o comandante tricolor.

Foto: Fluminense / Divulgação
A comunicação permanente entre a comissão técnica do time principal e os treinadores das categorias de base foi apontada por Zubeldía como o pilar para evitar erros na formação. O treinador citou exemplos do elenco atual para ilustrar como pretende conduzir o aproveitamento das pratas da casa.
— Todo nosso estafe tem comunicação com treinadores e os coordenadores do sub-17 e sub-20. Não invadimos lá, nem eles aqui, mas mantemos contato. Trouxemos jogadores para colaborar. E aí vou observando as promessas que tem o Fluminense. Por isso, temos que ter comunicação permanente com o time de baixo. Por exemplo o Wesley. Ele está aqui e baixa para jogar todo final de semana. Coisa que não fizeram com Riquelme. Chegou ao time principal e ficou, perdendo a competição. Isso acontece por falta de comunicação com o time de baixo — explicou.

Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC
O argentino reforçou que o momento crítico da formação ocorre entre os 17 e 18 anos, fase em que os atletas costumam oscilar no rendimento e necessitam do suporte de jogadores mais experientes do grupo.
— O ponto mais difícil é quando chegam com 17 ou 18 anos. E aí precisa controlar a promoção do jogador. Há o exemplo do Riquelme, que hoje está muito bem. Hoje agora. Porque esses garotos têm um rendimento que oscila. É normal nessa idade. Quando chega no primeiro time do Fluminense hoje, há jogadores com mais experiência que dão segurança. Frear um pouco a promoção desses jogadores é o lógico pelas obrigações que o clube tem. Em algum momento, tem o espaço que se quer dar e controlar isso é o mais difícil — completou.
Além do alinhamento com a base, Zubeldía abordou a complexidade de gerenciar um grupo numeroso e com grande variação de idade. Encontrar o equilíbrio entre jovens promessas e veteranos com duas décadas de diferença exige, segundo o técnico, atenção individualizada e liderança para alinhar os objetivos coletivos.
— Gerenciar as vontades diferentes é um tema a parte para o treinador. Dos momentos de cada treinador, o emocional. E essa diferença de idade influencia na gestão. Precisa de um bom grupo de treinadores e estafe, de gente que gerencia o clube, para poder administrar essas diferenças de idade. O primeiro livro que li de futebol foi de Valdano. Na primeira parte falava que “um líder deve gerenciar vontades”. São diferentes e aí que tem que dar atenção para cada um. Não é fácil. Há coisas que escapam porque são muitos jogadores. Tentamos fazer o melhor possível porque no final temos as mesmas ideias e objetivos — concluiu.







































