Calciopédia
·3 marzo 2026
27ª rodada: empate entre Roma e Juventus acirrou briga por vagas na Champions League

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·3 marzo 2026

Duas superstições atemporais: a famigerada romada e o mote fino alla fine. Mesmo com um trabalho mais consistente e desempenho superior durante boa parte do confronto, a Roma não conseguiu sustentar a vantagem de dois gols sobre a Juventus e viu a rival bianconera empatar nos acréscimos da segunda etapa. Um gol pesadíssimo para o desenrolar do campeonato, pois impediu a Loba de abrir vantagem de sete pontos para a Velha Senhora e aproxima o Como de maneira muito mais concreta do cobiçado G4.
Os lariani venceram com tranquilidade o Lecce, apesar do susto inicial com o gol dos visitantes. O time de Cesc Fàbregas assumiu a quinta colocação e agora está a apenas três pontos da Roma. Logo à frente da equipe da capital, o Napoli voltou a vencer após duas rodadas e precisou suar. Lukaku, no apagar das luzes, marcou contra o Verona e se emocionou – foi seu primeiro gol desde a partida decisiva do scudetto na temporada passada e também o primeiro desde o falecimento de seu pai.
Na disputa pelo título, enquanto a Inter voltou a vencer com autoridade – desta vez às custas do Genoa –, o Milan precisou da bola parada para furar o bloqueio da Cremonese a cinco minutos do fim. A comemoração enfática de Modric traduziu o peso do resultado para os rossoneri, que encaram na próxima semana justamente a rival em um dérbi que pode redefinir a corrida pelo scudetto, ainda que a vantagem dos nerazzurri seja grande.
Já a Atalanta se distanciou d0 pelotão de cima após tropeçar pela primeira vez em nove rodadas. Mesmo com um jogador a mais durante praticamente toda a partida contra o Sassuolo, não conseguiu superar a estratégia bem montada pelos neroverdi. Neutralizando os principais pontos fortes da Dea, os mandantes foram cirúrgicos e venceram com mérito um adversário de peso, apesar da inferioridade numérica. Confira essas e outras histórias no resumo da jornada.
Gols e assistências: Wesley (Pisilli), Ndicka (Pellegrini) e Malen (Koné); Conceição (Bremer), Boga e Gatti (McKennie) Tops: Pisilli (Roma) e Gatti (Juventus) Flops: El Aynaoui (Roma) e Cambiaso (Juventus)
Tão espetacular quanto importante. Roma e Juventus entregaram exatamente o que se esperava do confronto mais aguardado da rodada. Apesar de desfalques relevantes – Dybala no banco giallorosso por questões físicas e Locatelli suspenso, no lado visitante –, nenhuma das equipes deixou intensidade ou ambição de lado. Para os bianconeri, o empate no fim teve sabor mais doce; para os homens de Gian Piero Gasperini, ficou a sensação amarga de uma oportunidade desperdiçada de abrir vantagem significativa no G4.
Com a bola rolando, a Roma foi superior durante a maior parte do duelo. Malen causou inúmeros problemas à defesa adversária, o meio-campo funcionou com uma espécie de quarteto central e Wesley apareceu bem pelo lado esquerdo. Foi do brasileiro o gol que abriu o placar: uma pintura de fora da área, trazendo para o pé dominante e finalizando no alto, sem chances para Perin.
Na volta do intervalo, a Juventus reagiu com outro golaço. Conceição, finalizando de primeira após passe mascado de Bremer, acertou o ângulo de Svilar. A igualdade durou apenas seis minutos: Ndicka apareceu livre na área e recolocou a Roma em vantagem. Pouco depois, Malen, servido por um passe espetacular de Koné, encobriu Perin e marcou o terceiro. São seis gols em sete partidas para o holandês, igualando Ferguson e Dovbyk com muito menos jogos – prova de contratação extremamente acertada.
Sem nada a perder, Luciano Spalletti soltou a equipe: Zhegrova e Miretti entraram nos lugares de Conceição e Thuram, enquanto Boga substituiu David para aumentar a velocidade ofensiva. A resposta foi imediata. O marfinense diminuiu após cruzamento do kosovar, desviado pela defesa romanista. Já no desespero final, Gatti entrou na vaga de Bremer com função praticamente ofensiva – e funcionou outra vez. Assim como contra o Galatasaray, o zagueiro marcou e levou os torcedores visitantes à loucura. Um resultado que carrega duas narrativas: fino alla fine, o lema bianconero, e a inglória repetição de romadas para os capitolinos.
Gols e assistências: Akpa Akpro; Højlund (Vergara) e Lukaku (Giovane) Tops: Lukaku e Vergara (Napoli) Flops: Montipò e Bradaric (Verona)
Apesar de praticamente rebaixado, o Verona deu trabalho ao Napoli e transformou aquilo que poderia ser uma rara vitória tranquila dos partenopei em um dia heroico para Lukaku. O atacante belga não marcava pelo clube desde o jogo do título na última temporada, contra o Cagliari. Voltando aos poucos após grave lesão, foi crucial para o triunfo fora de casa, com um gol no último lance. Com o resultado, os azzurri mantiveram a terceira posição e aumentaram a vantagem para a Roma, que agora é de dois pontos.
No começo do confronto, Højlund aproveitou um desvio de cabeça de Vergara e deixou os visitantes em vantagem com bela cabeçada na bochecha da rede. Ainda no primeiro tempo, Elmas e o próprio dinamarquês tiveram oportunidades de ampliar, mas não conseguiram.
No segundo tempo, o Verona cresceu e Akpa Akpro, aproveitando sobra de escanteio, encheu o pé e deixou tudo igual no Marcantonio Bentegodi – um desvio em Højlund acabou sendo fundamental para a bola morrer na rede. No último lance da partida, Lukaku, recebendo de Giovane, ex-Hellas, balançou as redes da maneira que deu e levou os napolitanos à loucura. Na entrevista pós-jogo, o belga relembrou o momento difícil da lesão e também a perda do pai, em setembro, em depoimento emocionante.
No apagar das luzes, Lukaku deu a vitória ao Napoli com seu primeiro gol na temporada 2025-25 (Getty)
Gols e assistências: Dimarco (Mkhitaryan) e Çalhanoglu (pênalti) Tops: Dimarco e Mkhitaryan (Inter) Flops: Malinovskyi e Alexsandro Amorim (Genoa)
O sábado teve mais uma vitória da Inter contra um adversário da parte de baixo da tabela. Em confrontos em que é amplamente favorita, os nerazzurri não deixam os pontos escaparem – e foi assim novamente contra o Genoa. Além disso, entre todas as equipes das principais ligas da Europa, nenhuma tem mais vitórias (22) e clean sheets (15) do que a Beneamata na atual temporada. E, nesse time que passa por cima de mais da metade das rivais italianas, Dimarco surge como grande protagonista, acumulando números impressionantes.
Sem comparações: o ala canhoto chegou a 20 participações em gols na Serie A, segundo o critério da Opta. São 14 assistências e agora seis gols. Com o brilhante tento marcado contra o Genoa, num lindo sem pulo cruzado após passe por elevação de Mkhitaryan, Dimarco alcançou a sexta rodada consecutiva com participação direta em gol. Já é difícil para um atacante, para um meia… para um ala, então, ainda mais.
Desde que a Serie A passou a ter 20 equipes, apenas Oddo, na temporada 2005-06, alcançou 20 participações em gols entre defensores – se é que podemos considerar Dimarco um defensor. Além do tento repleto de significados do camisa 32 numa partida dominada pela Inter, Çalhanoglu também marcou contra o Genoa, ampliando seu excelente aproveitamento em pênaltis, chegando a oito bolas nas redes neste campeonato e voltando a anotar após a sua mais recente lesão. Vitória tranquila do time de Cristian Chivu, que pouco sofreu no San Siro e chega tranquilo para dois duelos decisivos nesta semana: a ida da semifinal da Coppa Italia, contra o Como, e o Derby della Madonnina contra o Milan.
Gols e assistências: Pavlovic (De Winter) e Rafael Leão (Nkunku) Tops: Pavlovic e Modric (Milan) Flops: Terracciano e Pezzella (Cremonese)
O Milan é o segundo time com mais gols nos últimos 15 minutos de jogo na Serie A – e, contra a Cremonese, foram mais dois. Apesar de dominar o adversário, mais uma vez a ineficiência ofensiva marcou uma equipe que já deixou alguns pontos “fáceis” pelo caminho. Os donos da casa fizeram jogo duro, mas não se mostrou intransponível para os rossoneri desbloquearem o placar mais mais cedo.
Massimiliano Allegri colocou uma dupla de ataque móvel para encarar o bloqueio de Davide Nicola e viu boas chances desperdiçadas. Primeiro Rafael Leão, cara a cara com Audero, mandou direto para fora ainda antes do intervalo. Depois foi a vez de Pulisic parar no goleiro ítalo-indonésio em outro lance de um contra um.
Na segunda etapa, a já tradicional entrada de um centroavante nno Milan aconteceu, e mais bolas passaram a ser alçadas na área. Füllkrug não marcou, mas foi importante pela presença numérica no ataque. Nos minutos finais, Modric – que ditou o ritmo do jogo – cruzou na confusão da área, e Pavlovic conseguiu, enfim, balançar as redes grigiorossi. Rafael Leão, já sem defensores à frente, recebeu de Nkunku e liquidou o confronto com placar justo, ainda que não tenha refletido a tensão do duelo. A propósito, ambiente conturbado também em Cremona, visto que a equipe grigiorossa já soma 13 rodadas sem triunfos.
Em noite de brilho de Dimarco e Çalhanoglu, a Inter não teve problemas contra o Genoa e manteve larga vantagem na liderança (Getty)
Gols e assistências: Douvikas (Rodríguez), Rodríguez (Perrone) e Kempf (Da Cunha); Coulibaly (Banda) Tops: Rodríguez e Da Cunha (Como) Flops: Veiga e Ndaba (Lecce)
Depois de um triunfo categórico contra a Juventus na última rodada, o Como deu sequência à boa fase e somou sua segunda vitória consecutiva na liga. Apesar do susto inicial, dominou o Lecce do começo ao fim do confronto, empilhando gols com tranquilidade na primeira metade e apenas administrando o duelo no segundo tempo. Sem Paz, que começou no banco de reservas devido à disputa da semifinal da Coppa Italia com a Inter, nesta terça, outros talentos do meio-campo brilharam.
Costumeira válvula de escape do Lecce pelas pontas, Banda deu assistência para o gol de Coulibaly no momento em que os visitantes saíram na frente, aproveitando o início morno dos lariani. O ritmo subiu e, como se elevasse o nível de seriedade, o Como acelerou de uma forma que os adversários não conseguiam acompanhar.
Perrone, um dos homens do meio-campo, encontrou um passe fantástico para Rodríguez nas costas da defesa. O espanhol foi até a linha de fundo e tocou para Douvikas, que apenas completou. O grego chegou a nove gols na Serie A – um número muito acima de seu concorrente de posição, Morata, que não parece encaixar no time pelo qual fechou na janela de verão europeu. Mais tarde, a dobradinha se repetiu: novamente o argentino serviu Rodríguez, que driblou o goleiro e virou o jogo. Na bola parada, Da Cunha cruzou para Kempf marcar de cabeça, aproveitando o fato de o jogo aéreo ser uma das muitas fragilidades do Lecce na temporada. Com o resultado, os lombardos assumiram a quinta posição, enquanto os apulianos seguem na zona de rebaixamento.
Gols e assistências: Koné (Laurienté) e Thorstvedt (Laurienté); Musah (Zappacosta) Tops: Laurienté e Muric (Sassuolo) Flops: Kolasinac e Samardzic (Atalanta)
Chegando à terceira vitória consecutiva, o Sassuolo relembra seus melhores tempos sob o comando de Fabio Grosso. Se havia dúvida sobre a capacidade do jovem treinador de repetir o sucesso na Serie B, ela já não existe. E os dois triunfos contra a Atalanta, em turno e returno, são provas do ótimo trabalho feito na Emília-Romanha. Em campo, a estratégia aplicada, mesmo com dez homens, foi perfeita para o time sair com a vitória em confronto complicadíssimo. E também as atuações individuais.
Pinamonti foi expulso por entrada grotesca nos primeiros 15 minutos. Isso condicionou os neroverdi a executarem um jogo mais reativo, e os atletas se aplicaram com primor. Atuando praticamente em um 4-4-1, com Laurienté isolado e Berardi assumindo maiores responsabilidades defensivas, o Sassuolo segurou o potente ataque da Dea.
Os homens de Raffaele Palladino chegaram a criar perigo, mas Muric teve grande atuação, com pelo menos três defesas difíceis. Do outro lado, Koné, com exibição consistente, foi oportunista em escanteio, e Thorstvedt anotou um golaço de longa distância, abrindo dois gols de vantagem – Laurienté, preciso, participou dos dois gols. Em pressão final, Musah diminuiu, mas ficou nisso: sétima colocada, a Atalanta perdeu após nove rodadas invicta e viu o Como abrir vantagem, na quinta posição. O Sassuolo é o oitavo.
CREMONA, ITALY – MARCH 01: Strahinja Pavlovic of AC Milan celebrates after scoring his team’s first goal during the Serie A match between US Cremonese and AC Milan at Stadio Giovanni Zini on March 01, 2026 in Cremona, Italy. (Photo by Francesco Scaccianoce/Getty Images)
Gols e assistências: Kabasele (Zaniolo), Davis (pênalti) e Buksa (Miller) Tops: Davis e Kabasele (Udinese) Flops: Rugani e Parisi (Fiorentina)
Estreante da noite, Rugani acabou protagonista – e negativamente. Afinal, o novo zagueiro da Fiorentina participou diretamente dos três gols da Udinese: falhou na marcação de Kabasele no primeiro, cometeu o pênalti convertido por Davis no segundo e não conseguiu conter Buksa no lance do terceiro. Uma atuação individual que simboliza a noite desastrosa da equipe de Paolo Vanoli. O treinador afirmou que a exibição precisa ser apagada rapidamente, para virar a página.
A Udinese, tranquila na tabela e distante da zona de rebaixamento, voltou a vencer após três rodadas sem pontuar. Com o resultado, inclusive, ultrapassou uma Lazio em crise e assumiu a 10ª posição. Já a Fiorentina permanece empatada em pontos com Cremonese e Lecce, o primeiro time dentro da zona de descenso. O cenário é delicado, especialmente com dois confrontos diretos à frente: a Viola encara o Parma e os próprios grigiorossi. Por outro lado, pode ser uma sequência de alívio. A página precisa mesmo ser virada, como afirmou Vanoli.
Gols e assistências: Simeone e Zapata (Obrador) Tops: Simeone e Zapata (Torino) Flops: Provstgaard e Pellegrini (Lazio)
Fazendo a dupla de ataque funcionar, o Torino reencontrou o caminho dos triunfos e afundou uma Lazio apática na segunda metade da classificação. O confronto marcou a estreia de Roberto D’Aversa no comando dos granata; o técnico assumiu após o trabalho pobre de Marco Baroni. Havia pouco de positivo no que vinha sendo apresentado – inclusive, algo nada incomum no clube de Turim nos últimos anos.
Abrindo o placar, Simeone aproveitou a sobra de uma finalização de Zapata somada a uma desatenção de Pellegrini para superar a defesa laziale e marcar pela segunda vez em 2026. Carrasco biancoceleste, Cholito chegou a incríveis 12 gols na carreira contra a equipe capitolina. Mais tarde, foi a vez de o colombiano estufar as redes. E em sua especialidade, vencendo a marcação pelo alto e anotando com uma cabeçada exemplar, sem qualquer chance para Provedel. Às vésperas da ida da semifinal da Coppa Italia, contra a Atalanta, uma atuação pouco chamativa da equipe de Maurizio Sarri.
Gol e assistência: Odgaard (Freuler) Tops: Odgaard e Skorupski (Bologna) Flops: Piccinini e Stojilkovic (Pisa)
No jogo tecnicamente mais pobre da rodada, o Pisa até exigiu intervenções de Skorupski, mas continuou incapaz de marcar. São 15 partidas consecutivas sem vitória para os nerazzurri, que permanecem na vice-lanterna com 15 pontos. Virtualmente rebaixados, ainda assistiram ao Bologna sair da Toscana com os três pontos graças a um lance isolado de rara felicidade, já no final do jogo. Mais uma vez, o caçula deixou pontinhos valiosos escaparem.
Mesmo com o triunfo, o conjunto de Vincenzo Italiano produziu pouco e esteve longe de controlar o confronto. O gol saiu apenas nos acréscimos: Odgaard, que havia entrado na vaga de Sohm, acertou um belíssimo chute de fora da área para selar uma vitória difícil e pouco convincente. São nove pontos nos últimos nove possíveis, mas a distância para a zona europeia ainda é grande demais para alimentar sonhos concretos. O Bologna deve continuar focado na Liga Europa, onde enfrenta a Roma nas oitavas de final.
Gols e assistências: Oristanio; Folorunsho (Esposito) Tops: Oristanio (Parma) e Folorunsho (Cagliari) Flops: Ordóñez (Parma) e Rodríguez (Cagliari)
No encontro entre dois dos trabalhos mais sólidos da parte inferior da tabela, Parma e Cagliari dividiram pontos e seguem a uma distância considerável da zona de rebaixamento. Para os crociati, trata-se do fim de uma sequência impressionante de três vitórias consecutivas, mas o resultado passa longe de ser frustração diante da excelente campanha sob o comando de Carlos Cuesta – o time conquistou apenas três pontinhos a menos do que na temporada passada, ainda com 11 rodadas a disputar. Também estreante, Fabio Pisacane conduz os sardos a números similares, pois faltam só quatro para atingir a marca de 2024-25.
Em duelo equilibrado, os gols saíram de atletas provenientes do banco de reservas, já no segundo tempo. Assim que entrou em campo, Folorunsho acertou um dos chutes mais impressionantes da temporada europeia: de uma zona em que normalmente se espera um cruzamento, arriscou uma pancada cruzada e venceu Corvi com um foguete de rara felicidade. Do outro lado, Oristanio aproveitou a tabela atrapalhada de Bernabé com a defesa rossoblù e finalizou com precisão para superar o ótimo Caprile, acionar a lei do ex e deixar tudo igual.
Muric (Sassuolo); Coulibaly (Sassuolo), Pavlovic (Milan), Kabasele (Udinese), Dimarco (Inter); Thorstvedt (Sassuolo), Koné (Sassuolo), Mkhitaryan (Inter); Rodríguez (Como), Davis (Udinese), Laurienté (Sassuolo). Técnico: Fabio Grosso (Sassuolo).









































