Gazeta Esportiva.com
·2 marzo 2026
Análise: Crespo erra em decisões, e São Paulo cai com sensação de que poderia fazer mais

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O São Paulo foi eliminado do Campeonato Paulista na noite do último domingo ao perder por 2 a 1 para o Palmeiras, na Arena Barueri, na semifinal do Estadual. O Tricolor, que viu cair uma invencibilidade de oito jogos, fez uma partida bem abaixo do que apresentou no recorte recente e acabou prejudicado pelas decisões questionáveis do técnico Hernán Crespo.
O treinador começou mudando a escalação que vinha dando certo: a trinca no meio-campo com Marcos Antônio, Danielzinho e Bobadilla se tornou um dos pontos fortes do São Paulo neste início de ano. Para o clássico, porém, Crespo decidiu colocar Luan, que tinha apenas três jogos no ano, como titular na vaga de Danielzinho, que não estava 100% fisicamente, segundo ele. O argentino ainda demorou muito a mexer, mesmo precisando buscar o resultado. Cauly, por exemplo, só foi entrar aos 30 minutos da etapa final.
A eliminação, é claro, não está apenas na conta de Crespo. Alguns jogadores estiveram muito abaixo tecnicamente, como Luciano, Lucas e até mesmo Marcos Antônio, que costuma ser a engrenagem deste time do São Paulo. Ainda assim, as decisões do treinador podem — e devem — ser questionadas pela torcida, pois não é a primeira vez que o técnico aposta em mudanças táticas em jogos decisivos.
Crespo descansou grande parte de seus titulares no meio de semana e mandou a campo o que tinha de melhor à disposição. Ainda assim, o argentino surpreendeu ao fazer uma mudança inesperada no meio-campo. Esperava-se que Danielzinho começaria como titular, mas o treinador apostou em Luan para proteger mais o setor, o que se provou como um erro posteriormente. Lucas, que era dúvida devido ao sintético, saiu jogando normalmente.
O São Paulo não fazia um início ruim de jogo, mas deixou a posse muito concentrada nos pés do Palmeiras e teve muitas dificuldades na saída de bola sem Danielzinho. O pior cenário se concretizou logo nos primeiros minutos. O Tricolor cedeu à pressão inicial do rival e sofreu o gol em uma desorganização generalizada do sistema defensivo. Arboleda não foi bem, Lucas Ramon afastou mal e Mauricio, na sobra, empurrou para as redes.
Depois de sofrer o gol, o São Paulo não conseguiu se reorganizar e seguiu sucumbindo à pressão do Palmeiras, trocando poucos passes e parando na marcação alviverde. A equipe tricolor teve pouquíssimo controle do jogo. Cada chegada do rival parecia um ‘Deus nos acuda’, com sensação iminente de perigo na defesa, e o time não foi capaz de fechar os espaços, sobretudo pelo lado direito defensivo.
Na reta final do primeiro tempo, o São Paulo pareceu, enfim, se encontrar em campo com a queda de ritmo do Palmeiras, que baixou um pouco a pressão na saída de bola. Os jogadores conseguiram pisar mais no campo de ataque e até chegaram na área do rival em algumas oportunidades, mas não criaram chances efetivas de gol, forçando muito o jogo pelo meio e esquecendo das laterais. Apesar do crescimento nos minutos finais, foi uma etapa inicial bem abaixo do time de Crespo.
Crespo voltou sem modificações para o segundo tempo, o que foi claramente um erro. A aposta por Luan na vaga de Danielzinho, que vinha dando muitos frutos, não deu certo. Por volta dos nove minutos, o São Paulo poderia ter tido um pênalti marcado a seu favor após a bola bater na mão de Gustavo Gómez dentro da área, mas a árbitra Daiane Muniz deixou seguir.
Com 10 minutos, Crespo enfim fez a mudança que os torcedores do São Paulo esperavam, com Danielzinho entrando na vaga de Luan. A alteração, porém, foi rapidamente ofuscada pelo segundo gol do Palmeiras. O Tricolor caiu na jogada ensaiada do rival e, em uma falha de marcação, Flaco López teve tempo de dominar sozinho e estufar as redes de Rafael. A vida são-paulina, assim, ficou ainda mais complicada em Barueri.
Ainda assim, o São Paulo não se entregou e, em um lance imprudente da defesa do Palmeiras, teve um pênalti marcado a seu favor. Marlon Freitas acertou o rosto de Bobadilla e o Tricolor, mesmo sem merecer, voltou para o jogo. Mesmo em situação difícil, o time tricolor seguiu tentando encontrar espaços ou soluções, mas Crespo também não ajudou a equipe, demorando muito a mexer. Cauly, por exemplo, só foi entrar aos 30 minutos.
Já na reta final do clássico, o São Paulo foi para o tudo ou nada com o importante retorno de André Silva, que voltou após se recuperar de grave lesão no joelho direito. No entanto, o time continuou bastante desorganizado. O tradicional lema de Crespo “onde as pernas não chegarem, vai chegar o coração” não foi suficiente. O Tricolor não fez o suficiente para chegar à final do Paulistão.
No fim das contas, o São Paulo caiu na semifinal do Paulista com um gosto amargo e a sensação de que poderia ter feito mais para alcançar a grande decisão. A atuação ruim no primeiro tempo custou caro, assim como as decisões de Crespo no clássico.
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