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·31 maggio 2026

André Villas-Boas afasta investidores na SAD: “Não vejo uma situação como a do Benfica acontecer com o FC Porto”

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André Villas-Boas, presidente do FC Porto, afastou este sábado a hipótese de capitais estrangeiros entrarem no futuro no capital dos dragões.

Em declarações ao jornal ECO, que assinalou esta semana o seu 10.º aniversário, Villas-Boas rejeitou esse cenário numa fase em que o Benfica pondera travar a entrada do investidor norte-americano Tim Leiweke no capital da SAD, através do fundo Entrepreneur Equity Partners.


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Em causa estão as participações do empresário noutros clubes europeus, sobretudo em Itália, onde investiu cerca de 100 milhões de euros no Veneza, tendo ainda uma participação nos espanhóis do Bétis. Os representantes de Leiweke, que têm acordo para adquirir a participação acionista de José António dos Santos, o Rei dos Frangos, já foram informados pelos encarnados de que o artigo 13.º dos estatutos do clube lhes permite bloquear aquisições de participações superiores a 2% por parte de investidores considerados concorrentes.

“Se fundos norte-americanos podem comprar capital do FC Porto no futuro? Não, porque o meu objetivo, enquanto presidente da direção do FC Porto, é manter o FC Porto enquanto clube de associados. Temos muito pouca parte do nosso capital que flutua na bolsa. O FC Porto é detentor de maior parte do seu capital e o resto está espalhado em portistas, e não vejo uma situação como aquela que aconteceu com o Benfica acontecer. Para isso, teria que haver um descalabro financeiro da sustentabilidade económica financeira do FC Porto, que nós conseguimos resolver no imediato”, afirmou Villas-Boas.

Noutro tema, questionado sobre como conseguiu levar o FC Porto ao título nacional apenas dois anos depois de ter chegado à presidência, num contexto económico “alarmante” e com apenas oito mil euros disponíveis, o dirigente deu a sua explicação.

“[Os oito mil euros] Não é que se dizia, não! Foi o que eu constatei. Infelizmente não é o que se dizia! O FC Porto, sobretudo numa primeira fase, apoiou-se em sócios, que emprestaram capital imediato para resolvermos dívida a curto prazo. Nós tínhamos 15 milhões de euros para pagar até ao final de maio, quando eu tomei posse, e a situação era alarmante. Fomos suportados por sócios do FFC Porto, que foram muito generosos, e depois fizemos a reestruturação da dívida do FC Porto sustentada num projeto a longo prazo, relacionado com o ticketing, os revenues comerciais do FC Porto, que nos permitiram levantar cerca de 180 milhões em dívida americana e permitiram ao FC Porto sobreviver, no fundo, e mandar os seus problemas mais prementes a 25 anos, permitindo a sua sustentabilidade financeira”, detalhou.

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