André Villas-Boas dá ao FC Porto um título e iguala feito raro no futebol. Como ele só… Franz Beckenbauer | OneFootball

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·5 maggio 2026

André Villas-Boas dá ao FC Porto um título e iguala feito raro no futebol. Como ele só… Franz Beckenbauer

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A segunda temporada de André Villas-Boas no comando do FC Porto trouxe-lhe o primeiro campeonato enquanto presidente, aos 48 anos, um registo pouco comum no futebol: um título nacional no currículo como treinador e outro como dirigente máximo.

A campanha de 2010/11, curiosamente também a segunda como treinador principal depois da estreia na Académica, ficou marcada a ouro na história dos dragões, que, então orientados por um técnico de 33 anos, conquistaram Supertaça, I Liga, Taça de Portugal e Liga Europa. Villas-Boas também foi campeão russo ao leme do Zenit, mas cumpriu o que tinha anunciado publicamente nos primeiros tempos como “míster”: a carreira começou cedo, mas não seria longa. Desta vez, a 2 de maio de 2026, o gesto de punhos cerrados foi repetido na cadeira de presidente, igualando o feito de Franz Beckenbauer.


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Na década de 80, o Kaiser tornou-se treinador quase por acaso, até porque nem tinha curso e surgia como “team manager”. Ainda assim, assumiu a seleção alemã e levou-a ao título mundial em 1990 – depois de já o ter conseguido como jogador. Quatro anos mais tarde, já vice-presidente do Bayern, foi a solução interina encontrada em 1994 e venceu a Bundesliga por um ponto; regressou do gabinete ao banco na época seguinte, triunfando na Taça UEFA. Por fim, assumiu a presidência do clube e somou todos os troféus possíveis.

Exemplos de campeões como jogador-treinador, ou até como jogador-presidente, como Rui Costa no Benfica, são bem mais fáceis de encontrar do que este percurso, primeiro trilhado por uma das figuras mais emblemáticas do futebol alemão e agora por André Villas-Boas no FC Porto, com 15 anos de diferença entre o banco e o gabinete.

Preservar a base perante o interesse dos tubarões

A grande meta da temporada foi alcançada ainda com duas jornadas por jogar: o 31.º título, que eleva para 87 o total de troféus no palmarés dos azuis e brancos. Naturalmente, a SAD do FC Porto já olha para a próxima época. De forma geral, a intenção da Direção é clara: manter a espinha dorsal de uma equipa vencedora e lançar alicerces para o futuro, ainda que no Dragão toda a gente antecipe forte assédio a alguns jogadores no mercado de verão que se aproxima. Ao mesmo tempo, o clube sabe que terá de fazer algum encaixe financeiro, numa recuperação ainda em curso.

Em fevereiro, numa entrevista ao “Zerozero”, José Pereira da Costa, administrador financeiro da sociedade, admitiu que “sem uma participação muito positiva na Liga Europa e sem venda de jogadores até 30 de junho, dificilmente este exercício vai ter resultados positivos”, garantindo também que, mesmo que isso aconteça, a SAD vai “cumprir as regras da UEFA”.

O “contrapeso” do FC Porto face ao interesse externo passa, entretanto, por algo que tem duas orelhas muito grandes e que todos querem disputar: a Liga dos Campeões. A prova milionária, em que o clube é presença habitual, vai voltar a contar com os dragões, embora o plantel, no seu conjunto, não tenha tanta experiência. É certo que quase todos os clubes ricos também estarão na Champions, mas o objetivo passa por convencer este grupo, unido e totalmente alinhado com as ideias de Francesco Farioli, a aceitar mais uma época num patamar ainda mais exigente. Victor Froholdt, por quem certamente surgirão propostas, já deixou a mensagem no sábado, ainda no relvado: “Adoraria continuar aqui na próxima época, jogar a Champions pelo FC Porto”.

Champions: do hábito à estreia

Depois de duas épocas de ausência, o FC Porto regressa à Liga dos Campeões para a 28.ª participação. Um número apenas superado por três gigantes: Real Madrid (30), Barcelona (30) e Bayern Munique (29). Para além deste trio e dos dragões, mais oito equipas já têm presença assegurada na prova milionária, cujo novo formato será experimentado pelo FC Porto pela primeira vez, apesar de o clube ter duas “orelhudas” no museu. Por outro lado, tomando como referência o onze do último jogo, que assegurou o título, Alberto Costa, Bednarek, Gabri Veiga, Deniz Gul e Pietuszewski seriam estreantes na Champions, tal como Farioli e os suplentes utilizados Martim Fernandes, Mora, Fofana e Borja Sainz.

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