Portal dos Dragões
·28 febbraio 2026
André Villas-Boas: “O FC Porto continua a ter de travar um combate contra uma sucessão de insinuações e narrativas fabricadas”

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·28 febbraio 2026

André Villas-Boas assumiu uma postura agressiva nas críticas e, simultaneamente, defendeu o FC Porto no fecho de fevereiro, sublinhando que a identidade azul e branca «teve de falar mais alto do que o ruído com que tentam condicionar o FC Porto na luta pelos seus objetivos.»
Na sua crónica da última edição da revista Dragões, o presidente criticou comentadores e opiniões que, na sua opinião, carecem do «rigor e da deontologia que devem orientar quem informa, interpreta e comenta o fenómeno desportivo».
«Fora do campo, o FC Porto continua a ter de travar, diariamente, um combate contra uma sucessão de insinuações e narrativas fabricadas, que tantas vezes se afastam da isenção, do rigor e da deontologia que devem orientar quem informa, interpreta e comenta o fenómeno desportivo. Frases como: ‘Aquela reação do Francisco Moura quando viu que era pénalti vale…’; ‘Se calhar Francisco Moura também quer ser apanha-bolas’; ‘O FC Porto parece, para aí, uma equipa da 4.ª Divisão que está a jogar no terreno do Real Madrid e que está a queimar tempo’; são sintomas de uma cultura que normaliza o desrespeito, que promove o escárnio e que tenta desumanizar quem representa o FC Porto. Tudo isto dito com uma leviandade que não é inocente, nem é acidental. É parte de um padrão: um padrão que procura criar um ambiente disruptivo, condicionar perceções, fabricar suspeitas e reduzir o FC Porto à caricatura que lhes parece conveniente», atira Villas-Boas, apontando para casos recentes ligados aos rivais Sporting e Benfica.
«E é precisamente por termos consciência desta dimensão que o FC Porto não se cala, preferindo apontar o dedo e expor os oportunistas, os falsos moralistas, os hipócritas e as suas agendas mediaticamente sponsorizadas», acrescenta, antes de lançar um olhar sobre a vertente desportiva e a resposta dos dragões à derrota com o Casa Pia.
«Nesta caminhada, que desejamos gloriosa, haverá sempre obstáculos e haverá sempre momentos em que a margem de erro é mínima. O deslize com o Casa Pia foi um desses momentos. No entanto, a lição mais importante a retirar desse deslize foi a resposta e essa foi imediata: união, trabalho e sentido de responsabilidade. A equipa reagiu como reagem as equipas que querem ser campeãs: sem dramatismos, sem desculpas, sem histeria, mas com a determinação fria de quem sabe que a época se ganha a corrigir, a crescer e a responder em campo, ignorando o ruído e focando-se no essencial», sublinha AVB, tocando, ainda no empate (1-1) com o Sporting, no Estádio do Dragão, para o campeonato.
«No clássico com o Sporting, num jogo tenso e de detalhes, o empate acabou por surgir por mera infelicidade no lance que ditou o penálti já no último minuto. O futebol é feito de episódios que mudam jogos, mas nunca o espírito que abraça esta equipa, algo que se veio a confirmar com a vitória na Madeira, dedicada ao Samu, a quem desejamos uma pronta recuperação. As vitórias frente ao Rio Ave e ao Arouca foram mais uma expressão dessa resposta competitiva, dessa capacidade de voltar a somar, com mérito e convicção, os pontos necessários para manter a distância pontual para os nossos rivais, reconhecendo a importância do nosso público em nos empurrar para a frente até à vitória», remata.
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