As idas e vindas do Guido com o Grêmio, a saída que começa a encaminhar e a conversa da direção com Arthur
O Grêmio atravessa um momento de definições importantes no mercado, tanto na tentativa de reforçar o elenco quanto na reorganização financeira do grupo. Três situações concentram as atenções da direção: o impasse envolvendo Guido Rodríguez, a negociação para a saída do goleiro Volpi e as conversas iniciais sobre o futuro de Artur, atualmente emprestado ao clube.
A principal novela segue sendo Guido Rodríguez. Apesar de circular a informação de que o Grêmio poderia dar um ultimato ao volante e ao seu empresário, a leitura interna é mais cautelosa. Dirigentes evitam o termo “ultimato”, mas admitem incômodo com a indefinição e desejam uma resposta concreta até o fim da semana.
O entendimento do clube é de que existe um acerto tanto com o West Ham quanto com o estafe do jogador, mas o empresário aguarda possíveis propostas do futebol europeu, como Juventus ou Ajax. Enquanto isso, o Grêmio precisa seguir seu planejamento esportivo e não pretende estender indefinidamente a espera. A mensagem transmitida é clara: ou a negociação avança nos próximos dias, ou o clube partirá para outras opções no mercado.
O cenário ficou ainda mais delicado após o West Ham realizar outra movimentação no elenco. A venda de um meio-campista para o Sparta Praga levou o clube inglês a reavaliar a saída de jogadores do setor, o que reduziu as chances de liberação imediata de Guido Rodríguez. Segundo apuração com jornalistas que cobrem o clube inglês, uma transferência neste momento passou a ser tratada como improvável, embora não impossível.
Internamente, o Grêmio entende que o West Ham enfrenta um contexto financeiro delicado, com risco de rebaixamento, o que aumenta a preocupação com receitas futuras. Ainda assim, a postura do empresário de Guido, que segue priorizando o mercado europeu, somada às mudanças no elenco inglês, complica a equação para os gaúchos.
Apesar disso, dirigentes gremistas acreditam que uma definição pode ocorrer caso o próprio jogador pressione o clube inglês por liberação, especialmente considerando que Guido tem contrato apenas até o meio do ano e não vem sendo utilizado com frequência. A economia salarial também é vista como um fator que pode pesar na decisão do West Ham.
Enquanto busca reforços, o Grêmio também trabalha para aliviar a folha salarial. Nesse contexto, o clube negocia a saída do goleiro Volpi. Com a chegada de Everton e a entrega da camisa número 1 ao novo titular, Volpi já compreendeu que não faz mais parte dos planos e procura um novo destino.
O goleiro, no entanto, deixou claro à direção que deseja resolver pendências financeiras antes de sair. Volpi recebe cerca de R$ 700 mil mensais e reivindica o pagamento de valores em atraso, além de uma compensação financeira na rescisão, tratando este vínculo como um dos últimos grandes contratos de sua carreira.
Atualmente, Volpi possui duas propostas: uma do exterior, possivelmente do futebol mexicano, e outra do mercado nacional. O Red Bull Bragantino aparece como interessado e já iniciou conversas. A tendência é que o goleiro aceite uma redução salarial no novo clube, mas busque no Grêmio uma compensação financeira para fechar o acordo de saída, o que exigirá negociação entre as partes.
Além das questões de mercado, o futuro de Arthur também entrou em pauta após entrevista concedida ao jornalista Duda Garbi. O meio-campista demonstrou forte identificação com o clube e revelou que sua decisão de retornar ao Grêmio não foi motivada por dinheiro, apesar de propostas financeiramente superiores, inclusive do futebol árabe.
Arthur explicou detalhes do histórico recente de lesões, revelando que enfrentava um problema ósseo que provocava lesões musculares recorrentes e exigiu uma cirurgia delicada. Segundo o jogador, após a correção do problema, conseguiu retomar o desempenho físico, o que ajuda a explicar sua boa fase atual no Grêmio e o rendimento abaixo apresentado anteriormente na Juventus.
Ele também confirmou que dirigentes gremistas o procuraram ainda antes da virada do ano para discutir sua permanência, demonstrando interesse mútuo. No entanto, deixou claro que não há acordo fechado. O principal entrave está na Juventus, que optou por não fixar cláusula de compra no empréstimo, exigindo uma negociação futura caso o Grêmio deseje adquirir o jogador em definitivo.
Nos bastidores, existe a expectativa de que Arthur possa dialogar diretamente com a Juventus para buscar uma rescisão ou condições mais favoráveis, considerando a economia salarial que o clube italiano teria com sua saída definitiva. Ainda assim, o próprio jogador admite que o assunto está em estágio inicial e distante de uma definição.