Jornal do Fla
·1 giugno 2026
Bap revela como ‘pacto’ com coach mudou futuro do Flamengo

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·1 giugno 2026

O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Batista, o Bap, revelou que vive o clube com a mesma intensidade de qualquer torcedor arquibancada. Em entrevista, o mandatário abriu os bastidores de sua vida pessoal e afirmou que os resultados de campo mexem diretamente com a sua rotina.
“Eu sinto ódio, eu sinto indignação, eu fico revoltado… Eu quebro as coisas por causa do Flamengo, dos resultados do Flamengo. O Flamengo afeta muito a minha vida”, disse Bap ao podcast ‘Expresso‘, da ‘FSB Holding’.
A intensidade da relação com o clube atingiu o ápice anos atrás, gerando uma crise que exigiu intervenção profissional. Preocupado com o impacto do “destempero” em sua rotina, Bap passou por um processo de mentoria com um renomado coach norte-americano, Marty Seldman, em Los Angeles.
O objetivo do profissional era desenhar uma estratégia para extirpar o clube da vida do executivo. Contudo, a reação de Bap o fez entender a importância do clube para o atual presidente e mudou os planos.
A começar com um embate ríspido entre os dois. “Vamos traçar um plano, vamos eliminar o Flamengo da sua vida. E foi um barraco horroroso. E depois de uns 15 minutos de eu ofender ele, dizer que ele não entendia merda nenhuma, que ele era gringo… ele falou: ‘então não é uma possibilidade, você não vai racionalmente tirar o Flamengo da sua vida. Então vamos abraçar'”, relatou Bap.
Foi a partir desse pacto forçado com o terapeuta que nasceu o mantra que guia a atual gestão política do clube. Diante da impossibilidade de se afastar, o coach instigou o executivo a projetar o pior cenário caso o Flamengo continuasse no rumo institucional que trilhava na virada da década passada.
“Se nada for feito no Flamengo, o que mais te incomoda? Eu falei, acho que meus filhos não vão ser Flamengo. Ele falou, e os netos? Os netos talvez não gostem nem de futebol… [Aí ele escreveu] Flamengo, campeão da porra toda. Que é uma frase que eu falo até hoje”, revelou o presidente.
Segundo Bap, o medo do apagão geracional e a vergonha interna de seus próprios sentimentos irascíveis serviram de combustível para procurar outros grandes empresários do mercado e iniciar a articulação que culminaria na criação da histórica Chapa Azul, em 2012.
Essa transformação institucional e financeira, iniciada no processo de reconstrução do clube, é o que hoje garante ao Flamengo uma posição de soberania no mercado de transferências internacionais. Como exemplo prático do tamanho da reputação global que a marca atingiu, o presidente citou a engenharia financeira recente envolvendo o retorno de Lucas Paquetá.
“Você contrata um jogador como o Lucas Paquetá por 42 milhões de euros e ninguém te pede garantia nenhuma que não seja a sua credibilidade. Isso é um reconhecimento absolutamente fundamental”, destacou Bap.
De acordo com o mandatário, o Flamengo hoje possui “palavra e credibilidade em qualquer lugar do planeta”, o que permite ao clube transitar entre gigantes europeus e fechar transações multimilionárias sem a necessidade de travas bancárias ou garantias adicionais que engessem o caixa do futebol.
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