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·29 giugno 2026
Brasil encara primeiro desafio do mata-mata diante do Japão

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·29 giugno 2026

A Seleção Brasileira está pronta para iniciar a fase eliminatória da Copa do Mundo de 2026. Neste domingo (28), a equipe comandada por Carlo Ancelotti realizou o último treinamento antes do confronto diante do Japão, válido pelos 16-avos de final da competição. A atividade aconteceu em Houston, cidade que receberá a partida desta segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), no NRG Stadium.
O trabalho foi realizado no estádio do Houston Dynamo e marcou os ajustes finais da comissão técnica para o primeiro compromisso de mata-mata do Brasil no torneio. Como ocorre tradicionalmente em vésperas de jogos da Copa do Mundo, apenas os primeiros 15 minutos do treinamento foram liberados para a imprensa. Durante esse período, os jogadores participaram apenas de atividades leves de aquecimento, enquanto a parte tática foi realizada posteriormente, com acesso restrito.
A expectativa em torno do duelo também foi percebida fora das quatro linhas. O número de jornalistas credenciados aumentou significativamente em relação aos dias anteriores, reunindo profissionais brasileiros, japoneses, italianos e argentinos, que acompanharam os momentos iniciais da preparação da Seleção.
Com exceção de Raphinha, que segue em recuperação de uma lesão muscular na coxa, Carlo Ancelotti tem praticamente todo o elenco à disposição para a partida. O atacante permanece fora das atividades com o grupo e dificilmente terá condições de atuar diante dos japoneses.
A tendência é que o treinador italiano mantenha a base da equipe que venceu a Escócia com autoridade na última rodada da fase de grupos. A provável formação brasileira conta com Alisson no gol; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos formando a linha defensiva; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá no meio-campo; enquanto Vinícius Júnior, Matheus Cunha e o jovem Rayan compõem o setor ofensivo.
Ainda neste domingo, Ancelotti participou da entrevista oficial organizada pela Fifa ao lado do capitão Marquinhos, encerrando os compromissos protocolares antes da partida decisiva.
CAMPANHA CONSISTENTE COLOCA BRASIL ENTRE OS FAVORITOS
O Brasil chega ao mata-mata depois de terminar a primeira fase na liderança do Grupo C. A equipe encerrou sua participação com sete pontos conquistados em três partidas, mantendo a invencibilidade e apresentando evolução ao longo da competição.
Na estreia, a Seleção encontrou dificuldades diante do Marrocos e precisou buscar o empate por 1 a 1 após sair atrás no marcador. Apesar da atuação abaixo do esperado, o resultado serviu como ponto de partida para uma mudança de desempenho nas rodadas seguintes.
Contra o Haiti, o time mostrou maior intensidade ofensiva e construiu uma vitória por 3 a 0 ainda na etapa inicial. Na sequência, repetiu o placar diante da Escócia, confirmando a classificação com autoridade e consolidando a confiança para a fase eliminatória.
O crescimento coletivo também refletiu nos números. Depois de sofrer um gol na primeira rodada, a defesa brasileira não foi mais vazada na fase de grupos, encerrando os três compromissos com média inferior a um gol sofrido por partida.
Individualmente, Vinícius Júnior vive excelente momento. O camisa 7 marcou em todos os jogos disputados até aqui e já soma quatro gols na Copa do Mundo. Com esse desempenho, tornou-se apenas o quinto jogador brasileiro a balançar as redes em todas as partidas da fase de grupos de uma edição do Mundial, repetindo um feito alcançado anteriormente por Jairzinho, Romário, Ronaldo e Rivaldo.
JAPÃO CHEGA INVICTO E PROMETE DIFICULTAR A VIDA BRASILEIRA
Se o Brasil aparece entre os principais candidatos ao título, o Japão também chega fortalecido após uma campanha sólida na primeira fase. Os comandados de Hajime Moriyasu avançaram na vice-liderança do Grupo F, permanecendo invictos e demonstrando organização coletiva durante toda a competição.
A caminhada japonesa começou com um empate por 2 a 2 diante da Holanda. Mesmo ficando atrás do placar em duas oportunidades, a equipe mostrou poder de reação para buscar a igualdade.
Na rodada seguinte, veio a atuação mais convincente do torneio: vitória por 4 a 0 sobre a Tunísia, resultado que colocou os asiáticos muito próximos da classificação.
A vaga foi confirmada após o empate por 1 a 1 contra a Suécia, suficiente para garantir o segundo lugar da chave com cinco pontos.
Além da boa campanha no Mundial, o Japão chega respaldado pelo desempenho apresentado nos últimos meses. A seleção atravessou as Eliminatórias Asiáticas sem sofrer derrotas e consolidou uma defesa bastante consistente, tendo sofrido apenas três gols nos últimos 540 minutos disputados antes do duelo contra o Brasil.
Mesmo convivendo com baixas importantes, como Kaoru Mitoma, Takumi Minamino e Wataru Endo, a equipe manteve seu padrão de jogo e mostrou competitividade diante de diferentes estilos de adversários.
BRASIL BUSCA EVITAR REPETIÇÃO DO ÚLTIMO ENCONTRO
Embora o histórico do confronto seja amplamente favorável à Seleção Brasileira, o duelo desta segunda-feira também carrega um importante alerta.
Ao longo da história, Brasil e Japão já se enfrentaram 14 vezes. Os brasileiros venceram 11 partidas, houve dois empates e apenas um triunfo japonês.
O único confronto entre as seleções em Copas do Mundo aconteceu em 2006, na Alemanha, quando o Brasil venceu por 4 a 1 ainda na fase de grupos.
Entretanto, a lembrança mais recente pertence aos japoneses. Em outubro de 2025, durante a Kirin Challenge Cup, o Japão conquistou sua primeira vitória sobre a Seleção ao vencer por 3 a 2, em Tóquio.
Naquela ocasião, o Brasil chegou a abrir vantagem de dois gols no primeiro tempo com Paulo Henrique e Gabriel Martinelli, mas sofreu a virada na etapa final. Minamino, Nakamura e Ueda marcaram para os donos da casa, aproveitando também uma defesa brasileira desfalcada, sem Marquinhos e Gabriel Magalhães.
O resultado ficou marcado como a única ocasião em que a Seleção Brasileira perdeu uma partida depois de construir uma vantagem de 2 a 0 no placar.
DESFALQUES PREOCUPAM OS DOIS LADOS
A principal baixa brasileira continua sendo Raphinha. O atacante lesionou a coxa durante a vitória sobre o Haiti e ainda não conseguiu retornar aos treinamentos com o restante do elenco. Assim, a tendência é que Rayan siga entre os titulares pelo lado direito do ataque.
Outra expectativa gira em torno de Neymar. O camisa 10 voltou a atuar contra a Escócia, entrando nos minutos finais da partida, e pode ganhar mais tempo em campo caso o cenário do confronto seja favorável. Apesar disso, a tendência é que permaneça como opção no banco de reservas.
Pelo lado japonês, as preocupações são ainda maiores. O zagueiro Kō Itakura deixou o último compromisso sentindo um problema muscular e segue como dúvida para enfrentar o Brasil.
Takefusa Kubo também dificilmente estará à disposição. O meia-atacante continua em tratamento de uma lesão no joelho e sequer participou normalmente das atividades da equipe nos últimos dias.
Outro nome que gera atenção é Shūto Machino. Recuperado de um quadro de doença, o atacante voltou a ser relacionado diante da Suécia, mas permaneceu no banco durante toda a partida.
Caso Itakura seja vetado, Moriyasu deve recorrer a Tsuyoshi Watanabe para formar a linha de três defensores ao lado de Hiroki Itō e Takehiro Tomiyasu.
Na próxima parte, a matéria aborda o perfil dos dois treinadores, a análise tática completa do confronto, os pontos fortes e fracos de cada seleção e a expectativa para o duelo decisivo em Houston.







































