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·3 luglio 2026

Campeões pela Seleção aprovam pausa para hidratação: “Correríamos muito mais”

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Inovação da Fifa para a Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá, a pausa para a hidratação gerou debates acalorados nas redes sociais e nas resenhas entre os torcedores. Pelo lado das lendas da Seleção Brasileira, no entanto, a medida chegou em boa hora. Afinal, eles, aliás, até lamentam não ter usufruído da mesma chance de parar o jogo para beber uma água e receber as orientações do treinador.

Lateral-direito campeão mundial pela Seleção Brasileira em 1994 (Estados Unidos) e 2002 (Coreia do Sul e Japão), Cafú iniciou, em entrevista ao site da Fifa, a exposição a favor da pausa para a hidratação.


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“Esses três minutos que você tem para a hidratação são fundamentais. Se nós, na nossa época, tivéssemos essa tecnologia do VAR, o tempo para a hidratação, ao invés de correr 20 quilômetros por jogo, correria 25. Eu teria mais gás, estaria mais descansado. O corpo estaria melhor. Todas as mudanças que têm no futebol são ótimas. Desde que, claro, tragam, assim, benefícios para os atletas e para todo mundo que está vendo o jogo”, afirmou.

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Cafú vê com bons olhos a inovação da Fifa – Foto: Acervo-CBF

“A gente arrumaria o jogo”

Do outro lado do campo, Roberto Carlos, campeão em 2002 e ídolo do Real Madrid, corroborou, portanto, a tese do ex-companheiro.

“Na minha época, não tinha! Se tivesse a pausa de hidratação na minha época, a gente arrumava durante o jogo muitas situações que, de repente, mudariam ou a intensidade do jogo, ou o treinador poder conversar com os jogadores, posicionar o time. Essa parada de três minutos tem que ser vista como um exemplo, e é bom para o jogador poder dar aquela respirada e voltar a acelerar o jogo. Para mim, está sendo perfeita essa parada”, colocou o ex-lateral-esquerdo.

Por fim, Bebeto, titular no tetra, em 1994, lembrou, então, que os jogadores não podem enfrentar o calor inclemente dos Estados Unidos sem as duas pausas dos cotejos,

“Não tenho dúvida de que, com certeza, foi muito importante. Porque o jogador descansa mais, principalmente nessa época, aqui nos Estados Unidos, que é um calor insuportável… Nós fomos campeões mundiais aqui, e eu sei que é muito calor. E agora não, você tem essa pausa para você hidratar os jogadores, dar aquela descansada. Isso para o atleta é muito importante”, encerrou o ex-atacante.

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