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·23 luglio 2026
Carrera fecha nove anos de Benfica com uma promessa: voltar

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Há despedidas que sabem mais a até já do que a adeus. A de Diogo Carrera é dessas. O guarda-redes fecha nove épocas ligado ao Benfica, das camadas jovens ao balneário principal, e sai pela porta grande, com o bicampeonato de futsal ainda quente nas mãos. Dezoito anos depois do anterior, o clube voltou a levantar o troféu. E ele lá esteve, entre os postes, a dar a cara pelo momento.
Deixem-me lembrar-vos um instante desta época. Frente ao Sporting, no calor do dérbi, Carrera defendeu penáltis. Não é pouco. É daqueles apontamentos que ficam na memória de quem lá esteve e que valem por si só uma temporada. Um guarda-redes que se agiganta contra o rival é sempre carne de história.
Agora vem a parte que interessa perceber, e não apenas contar. Carrera não sai porque quis virar as costas. Sai para jogar. Um guarda-redes precisa de minutos, de ritmo, de sentir o jogo semana após semana, e nem sempre isso se consegue quando se está numa equipa habituada a ganhar tudo. A saída é, no fundo, um investimento no próprio. Vai ganhar experiência lá fora, calos, quilómetros.
E deixou o mais importante para o fim. Disse que espera um dia poder voltar. Que cresceu como homem e como pessoa neste percurso. Não é conversa de circunstância. É de quem sabe o que aqui deixa.
Boa sorte, Diogo. A casa fica à espera.







































