Jogada10
·5 febbraio 2026
CBF dá início à implementação do Fair Play Financeiro no Brasil

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A CBF deu um passo relevante para reorganizar as finanças do futebol brasileiro ao realizar, nesta quinta-feira (5/2), a primeira reunião da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol, a ANRESF. O novo órgão atua de forma autônoma e será responsável por aplicar e fiscalizar o Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF), conjunto de regras criado para evitar gastos acima da capacidade real dos clubes. Na prática, a proposta busca reduzir dívidas, aumentar a transparência e dar mais previsibilidade às competições.
Durante a abertura do encontro, o diretor executivo da CBF, Helder Melillo, destacou o peso simbólico da iniciativa. Segundo ele, a criação da agência marca uma mudança profunda na forma de gerir o esporte e inaugura um ciclo de maior responsabilidade.

CBF, do presidente Samir Xaud, inicia implementação do Fair Play Financeiro – Foto: Staff Images / CBF
“Este é, sem dúvida, um momento histórico para o futebol brasileiro. A instalação da ANRESF representa um divisor de águas na forma como encaramos a gestão esportiva. Estamos entregando ao ecossistema do futebol um mecanismo robusto de integridade financeira que trará mais segurança jurídica, credibilidade e capacidade de investimento aos nossos clubes. É o início de uma nova era de responsabilidade e profissionalismo”, afirmou Helder em seu discurso.
Em seguida, os dirigentes empossaram Caio Cordeiro de Resende como primeiro presidente da ANRESF, com mandato de quatro anos. Dessa forma, a CBF tenta garantir continuidade ao projeto. Além de Caio, a diretoria conta com: Cesar Grafietti, Marcelo Doval Mendes, Pedro Henrique Martins de Araújo Filho, Vantuil Gonçalves Júnior, Igor Mauler Santiago e José Fausto Moreira Filho.
Além disso, a reunião avançou em decisões práticas para a temporada de 2026. A agência já desenvolve um site e um sistema digital que concentrará dados financeiros dos clubes. Assim, prazos para envio de informações como balanços, orçamentos e declarações de solvência já ficaram definidos ao longo do ano. Ao mesmo tempo, a ANRESF prepara um Manual de Práticas Contábeis, que vai padronizar os números apresentados e facilitar comparações.
Outro ponto central envolve o controle de pagamentos. Por isso, a agência anunciou a criação de um Canal de Denúncias, que permitirá a atletas, funcionários e clubes comunicarem atrasos. Caso ocorram irregularidades, o regulamento prevê sanções que vão de advertências até o bloqueio de registros de jogadores. No entanto, dívidas antigas terão um período de adaptação até o fim de 2026.
Enquanto isso, a integração com os sistemas de registro e transferência já está em funcionamento. Todas as negociações e contratos passaram a exigir o detalhamento completo dos valores. Por fim, a ANRESF definiu que educação e comunicação serão prioridades, com workshops e orientação técnica. Assim, a agência pretende não apenas punir, mas mudar a cultura financeira do futebol brasileiro.








































