MundoBola
·3 febbraio 2026
Clubes da Libra recebem proposta para antecipar receitas; veja postura do Flamengo

In partnership with
Yahoo sportsMundoBola
·3 febbraio 2026

Os clubes que integram a Libra, bloco do qual o Flamengo faz parte na negociação dos direitos de transmissão do Brasileirão, têm uma nova proposta financeira na mesa. O Banco Daycoval, através do executivo Silvio Matos, ofereceu uma antecipação de receitas aos times, e a decisão agora está nas mãos dos dirigentes. A informação é do jornalista Rodrigo Capelo, do "Estadão".
A oferta consiste na opção de antecipar 5% das receitas vinculadas à televisão pelo período de 15 anos. O clube pega o dinheiro à vista agora e o banco recebe de volta ao longo dos anos, com base nos pagamentos da Globo e outras emissoras.
Segundo as informações, o Flamengo faz parte do grupo dos "difíceis de convencer".
A diretoria rubro-negra, assim como a do Palmeiras, que divergem em outras questões na Libra, não demonstra interesse na antecipação. O motivo é que o clube não está desesperado por verba. Graças à boa condição financeira construída nos últimos anos, o Flamengo não vê necessidade de comprometer receitas futuras (e pagar os juros embutidos na operação) apenas para ter liquidez imediata.
Além de Flamengo e Palmeiras, Bahia e Red Bull Bragantino também devem recusar a oferta, pois contam com o suporte financeiro de grupos econômicos poderosos (City Football Group e Red Bull, respectivamente).
Enquanto o Flamengo se dá ao luxo de analisar friamente e provavelmente recusar, outros clubes da Libra veem a oferta do Daycoval como uma oportunidade.
Clubes como Santos e São Paulo, que vivem situações financeiras delicadas e precisam de fluxo de caixa para pagar dívidas e despesas correntes, tendem a aceitar a proposta. O Grêmio, cuja economia piorou nos últimos anos, também balança e pode assinar o acordo.
Uma vantagem desta oferta em relação à antiga proposta do fundo Mubadala é a autonomia. A antecipação do Daycoval não requer aprovação unânime do bloco. Ou seja, Santos e São Paulo podem pegar o empréstimo, enquanto o Flamengo recusa, sem que um atrapalhe o negócio do outro.
Vale lembrar que a operação é diferente do modelo do Futebol Forte União (antiga LFU), onde os investidores compram um percentual da liga por 50 anos e participam da gestão. Na proposta atual da Libra, trata-se apenas de uma operação de crédito, sem interferência na administração do futebol ou dos direitos comerciais.
Live










































