Jogada10
·7 aprile 2026
Como chega a Áustria para a Copa do Mundo

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Depois de chamar a atenção no continente com suas campanhas nas competições europeias, a Áustria está de volta à Copa do Mundo! Depois de 28 anos, os austríacos encerraram o seu jejum de participações no torneio, indo para a sua oitava participação na história da competição.
O ciclo austríaco começou com uma boa campanha nas Eliminatórias da Euro. Com oito vitórias, um empate e apenas uma derrota, se classificando de forma tranquila para o torneio. Na competição, a seleção teve boas atuações e, assim como em 2020, avançou para o mata-mata. Porém, mais uma vez, caiu nas oitavas de final, perdendo um jogo dramático para a Turquia.

Áustria teve um bom desempenho na Eurocopa de 2024 – Foto: Divulgação/@David_Alaba
Na sequência, veio a decepção do ciclo. Em uma chave muito equilibrada, a Áustria perdeu o acesso na Liga das Nações para a Noruega, depois de empatar em casa com a Eslovênia. Nos playoffs, teve uma segunda chance contra a Sérvia, mas acabou sendo superada.
Já nas Eliminatórias da Copa, os austríacos entraram depois e tiveram uma disputa ferrenha com a Bósnia. A vitória fora de casa contra o adversário direto deu uma vantagem para os Burchens. Entretanto, a derrota para a Romênia deixou a decisão para a última rodada. Depois de sair atrás no placar, a Áustria buscou o empate contra os bósnios e garantiu sua vaga na Copa após 28 anos.
Nos últimos amistosos preparatórios, boas atuações. A seleção goleou Gana por 5 a 1 e depois venceu a Coreia do Sul pelo placar mínimo. No momento, os austríacos ocupam a 24ª colocação no ranking da Fifa.
Com grandes nomes no cenário europeu, como Arnautovic e Sabitzer, a Áustria possui boas peças para fazer uma boa campanha na Copa. Porém, nenhum deles tem tem tanto destaque quanto o capitão David Alaba. Além de ser um pilar de experiência, com 33 anos e 112 jogos pela seleção, o jogador apresenta muita versatilidade para a equipe. Afinal, o defensor atuou por boa parte da carreira como lateral-esquerdo, no Bayern de Munique, e joga como zagueiro, atualmente no Real Madrid. Porém, na seleção, já atuou pelo meio de campo, como volante ou até como construtor.

Alaba disputará sua primeira Copa – Foto: Divulgação/@David_Alaba
Entretanto, Alaba passou por um ciclo bastante complicado, colocando em risco sua tão aguardada estreia em Copas. No final de 2023, o jogador rompeu o ligamento cruzado do joelho esquerdo. O defensor teve problemas na sua recuperação e ficou de fora dos gramados durante todo o ano de 2024. Em 2025, teve um problema muscula, que atrasou ainda mais o seu retorno. Apenas no segundo semestre daquele ano, o atleta pôde voltar a atuar, disputando quatro dos seis jogos austríacos nas Eliminatórias.
Ralf Rangnick chegou à seleção da Áustria com a meta de fazer com que o país retornasse ao Mundial. Afinal, ficou a frustração da eliminação para o País de Gales na repescagem de 2022. Pelos Burschens, mostrou um bom desempenho, com um estilo de jogo agressivo, que sabe se defender. Além da missão cumprida nas Eliminatórias, destaque para a campanha na Eurocopa, que chamou a atenção, apesar da eliminação nas oitavas de final.

Treinador está na seleção desde 2022 – Foto: Divulgação/Twitter
Em sua carreira, o alemão passou por diversos clubes do futebol de seu país, com destaque para a passagem pelo Schalke 04, em 2011, quando chegou até as semifinais da Champions League. Antes de assumir a seleção austríaca, Rangnick estava no Manchester United, onde assumiu de forma interina após a saída de Ole Gunnar Solskjær, em um momento delicado dos Red Devils.
Ausente dos Mundiais desde 1998, a Áustria tenta ter um bom desempenho na era moderna do torneio. Suas melhores participações aconteceram nas primeiras vezes que o país disputou a competição. Em 1934, os austríacos chegaram até as semifinais, sendo eliminados pela Itália e perdendo na disputa de terceiro lugar para a Alemanha. 20 anos depois, o feito se repetiu, com goleada sofrida para os alemães na semi, mas vitória contra o Uruguai, que eram os atuais campeões, garantindo a terceira posição.

Áustria não disputa a Copa desde 1998 – Foto: Reprodução
Depois disso, os austríacos só avançaram dos grupos em 1978 e 1982, mas não tiveram sucesso na segunda fase. A última participação, em 1998, repetiu as marcas de 1958 e 1990. Naquela Copa, a Áustria empatou com Camarões e Chile, mas acabou sendo eliminada ao perder para a Itália.
Pentz; Laimer, Lienhart, Alaba e Mwene; Wanner e Schlager; Wimmer, Baumgartner e Sabitzer; Arnautovic.
A Áustria é um país que fica localizado no meio da Cordilheira dos Alpes, com uma região muito montanhosa. Apenas 32% do seu território fica inferior a 500 metros de altitude. O país tem uma área de 83.879 km², com uma população de 9.027.999 habitantes. Sua capital é Viena e Alexander van der Bellen é o seu atual presidente.
O país é o 12º mais rico do mundo no PIB per capita, com uma economia social bem desenvolvida e um alto padrão de vida. O grande setor que se destaca na Áustria é o de serviços, que ocupa mais de 70% do PIB do país, com o forte segmento de turismo nos Alpes.
O país é berço de vários nomes que ficaram marcados como grandes mestres em sua área, como o músico Wolfgang Amadeus Mozart e o pai da psicanálise, Sigmund Freud. Nos esportes, se destaca o piloto Niki Lauda, tricampeão da Fórmula 1.

Arnold Schwarzenegger se destacou no fisiculturismo antes de brilhar no cinema – Foto: Reprodução
Porém, existe uma grande celebridade do país que muita gente não sabe que é austríaca. Arnold Schwarzenegger nasceu em Thal, na Styria. Ele começou no fisiculturismo e em 1975 venceu o prêmio “Mr Olympia”. Nesta caminhada, cineastas convenceram-o a filmar seus treinos, o que gerou o documentário “Puping Iron”. Ainda nos anos 70, começou sua trajetória como ator, ganhando papéis de destaque nos anos 80, como em “O Exterminador do Futuro”. Depois, se mudou para os Estados Unidos e e tornou governador da Califórnia, em 2003.

Áustria esperar repetir bom desempenho que apresentou na Eurocopa – Foto: Divulgação/oefb.at
Sem dúvidas, os austríacos demonstraram um bom rendimento quando apareceram em alto nível nas competições europeias. Entretanto, resta agora ver se a pressão por tantos anos de ausência na Copa fará diferença na competição. Caso não faça, a tendência é que a seleção brigue pela segunda colocação em sua chave, que conta com Argentina, Argélia e Jordânia, e possa ser um adversário complicado na fase de mata-mata.
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