Central do Timão
·3 giugno 2026
Conselheiros e associados protocolam novo pedido de impeachment contra Osmar Stabile no Corinthians

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·3 giugno 2026

Por Larissa Beppler | Redação da Central do Timão
Um grupo formado por conselheiros e associados do Corinthians protocolou nesta quarta-feira (3) um novo pedido de impeachment contra o presidente do clube, Osmar Stabile. O requerimento foi encaminhado ao presidente do Conselho Deliberativo e sustenta que o dirigente teria cometido uma série de violações estatutárias, administrativas e legais relacionadas à contratação de empresas de segurança privada durante sua gestão.
No documento, os signatários afirmam que as supostas irregularidades comprometem a transparência, a governança e a saúde financeira do Corinthians, além de configurarem descumprimento do estatuto do clube e da Lei Geral do Esporte.

Foto: Agência Corinthians
O pedido concentra parte de seus argumentos na contratação da empresa Mega Assessoria Operacional Ltda., responsável por serviços de segurança ao Corinthians. Segundo os autores da representação, a empresa foi contratada sem a formalização de contrato e sem a observância dos procedimentos previstos no estatuto para dispensas de cotação obrigatória. O texto afirma ainda que não houve autorização formal do Conselho de Orientação (Cori), órgão que deveria analisar esse tipo de contratação.
Os signatários destacam que a empresa foi constituída em julho de 2025 e tem como único sócio Fernando José da Silva, conhecido como “Nandão”, gerente operacional do Corinthians e colaborador próximo da atual gestão.
O requerimento também menciona declarações públicas de Stabile sobre o caso. Os autores alegam que o presidente apenas comunicou a contratação aos órgãos internos de fiscalização, sem submetê-la previamente à aprovação exigida pelas normas do clube.
Outro ponto levantado diz respeito aos pagamentos realizados à empresa. Conforme o documento, a Mega teria emitido três notas fiscais que, somadas, alcançam aproximadamente R$ 676 mil. Os conselheiros alegam que os pagamentos foram efetuados sem a existência de contrato formal entre as partes e apontam supostas inconsistências na emissão das notas fiscais, mencionando inclusive a substituição de documentos posteriormente.
O requerimento cita ainda investigações já instauradas pelo Ministério Público de São Paulo relacionadas à contratação e às notas fiscais emitidas pela empresa.
Nova contratação também é questionada
O documento também faz referência à contratação da Bear Security Ltda., revelada recentemente pela jornalista Livia Camilo, do Sport Insider. Segundo os autores do pedido, a empresa foi contratada em circunstâncias semelhantes às atribuídas à Mega.
A reportagem revelou que a empresa, sediada no Rio de Janeiro, tem apenas o Corinthians como cliente conhecido e não possui regularização junto à Polícia Federal para a prestação de serviços de segurança privada. Apesar disso, segundo as informações divulgadas, a diretoria alvinegra já teria efetuado pagamentos superiores a R$ 586 mil à Bear Security. De acordo com o clube, a contratação seguiu os trâmites internos de governança e compliance e foi motivada pela credibilidade e pela relação de confiança construída com os profissionais envolvidos.
Os autores do pedido de impeachment argumentam que as contratações descritas configuram gestão temerária, pela ausência de concorrência, contratos formais, transparência administrativa e observância dos mecanismos internos de controle. O texto sustenta que tais condutas podem caracterizar violação ao estatuto do Corinthians, à Lei Geral do Esporte, ao Código Civil e aos princípios de governança aplicáveis às entidades esportivas.
Os conselheiros também apontam possível conflito de interesses em razão da relação entre integrantes da gestão e os responsáveis pelas empresas contratadas.
Pedidos apresentados ao Conselho
Ao final, os signatários requerem:
O documento é assinado pelos conselheiros Marcelo Mandel, Antonio Roque Citadini, Fernando Perino, Yun Ki Lee, Peterson Ruan, Miriam Athie, Suzy Miranda, André Moreno, Romero Avila, José Augusto Cardoso Mendes, além de associados do Corinthians, e solicita a abertura de um procedimento para apuração das denúncias e eventual afastamento do presidente, caso as acusações sejam confirmadas.
Antecedente recente
Este não é o primeiro movimento de conselheiros e associados contra a gestão de Osmar Stabile. Em abril, um grupo de membros do Corinthians apresentou um pedido de impeachment do presidente, alegando supostas infrações ao Estatuto Social do clube e a normas legais aplicáveis à administração da entidade.
Na ocasião, o foco da contestação foi o acordo firmado entre o Corinthians e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para o equacionamento de uma dívida tributária estimada em R$ 1,2 bilhão. Os autores do requerimento questionaram especialmente a utilização do Parque São Jorge como garantia da negociação.
Segundo os signatários, a diretoria ofereceu como garantia o conjunto de imóveis que compõe a sede social do clube, patrimônio avaliado em aproximadamente R$ 602,2 milhões. Para o grupo, a medida teria sido adotada sem a observância dos procedimentos e autorizações previstos nas normas internas do Corinthians.







































