Gazeta Esportiva.com
·15 aprile 2026
Conselheiros e sócios do Corinthians formalizam pedido de impeachment de Stabile

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Por Tiago Salazar
Um grupo de associados e conselheiros do Corinthians protocolou no Conselho Deliberativo, nesta quarta-feira, um requerimento solicitando o impeachment do presidente Osmar Stabile. A iniciativa pede, ainda, que o dirigente seja afastado preventivamente enquanto os fatos apontados no documento são analisados pelas instâncias internas.
A informação foi divulgada inicialmente pelo UOL e confirmada pela Gazeta Esportiva. A reportagem ainda apurou que Leonardo Pantaleão, que assumiu oficialmente a presidência do Conselho Deliberativo do clube após o afastamento de Romeu Tuma Júnior, deve analisar o caso ainda nesta quarta-feira.
De acordo com os autores do pedido, a diretoria teria cometido infrações ao Estatuto Social do Corinthians e à legislação esportiva vigente. O texto protocolado no CD sustenta que decisões tomadas pela cúpula alvinegra colocariam em risco o patrimônio e a credibilidade institucional do clube.
O ponto central do questionamento envolve um acordo formalizado no início de 2026 entre o Corinthians e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). A negociação pretendia reorganizar uma dívida tributária do clube com a União, estimada em cerca de R$ 1,2 bilhão.
Ainda segundo o documento, a diretoria teria oferecido o conjunto de imóveis da sede social do clube, o Parque São Jorge, como garantia no acordo com a PGFN. O local é avaliado em aproximadamente R$ 602 milhões.
Os conselheiros que assinam o pedido afirmam que essa decisão teria sido tomada sem seguir o rito exigido pelo Estatuto Social do Corinthians, que prevê aprovação por maioria qualificada do Conselho em reunião convocada especificamente para esse fim. Na avaliação do grupo, o procedimento adotado caracterizaria uma violação grave das normas internas.
Além da transação com a PGFN, os signatários também apontam o que classificam como falta de transparência da atual administração. O pedido de impeachment cita a ausência de respostas a requerimentos formais relacionados a temas como manutenção da Neo Química Arena, mudanças na gestão do fundo do estádio e critérios de distribuição de ingressos e credenciais.
Esses pontos, segundo os conselheiros, indicariam descumprimento de obrigações básicas de gestão e comunicação institucional.
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