Portal dos Dragões
·23 marzo 2026
Convocado pela Polónia, Pietuszewski diz que o FC Porto foi “a melhor decisão”

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Recentemente chamado à seleção principal da Polónia, Oskar Pietuszewski vê essa convocatória como a concretização de um «sonho de infância». Nascido em 2008, o jogador admite que, há uns anos, dificilmente imaginaria que a estreia pela equipa nacional estivesse tão perto, mas agora que «está a tornar-se realidade» espera que aconteça em breve, disse em entrevista ao programa Foot Truck.
Com apenas 17 anos, a sua primeira grande recordação da seleção polaca remete para o Euro-2016, prova que guarda «com mais consciência e emoção». Naquela equipa, para além da «escolha óbvia» de Robert Lewandowski, Pietuszewski afirma que também admirava Michal Pazdan, descrevendo-o como «uma grande figura na equipa na altura, uma personalidade incrível».
A mudança para o FC Porto foi, segundo explica, uma decisão pensada ao pormenor e não um gesto impulsivo. O jogador refere que a escolha não surgiu de imediato, mas foi o resultado de um processo de eliminação entre várias opções apresentadas pelo seu empresário. «Tínhamos uma lista de opções […] e fomos fazendo um processo de eliminação para ver onde nos queríamos focar. Tinha de ser a melhor decisão para o meu desenvolvimento e um sítio onde me sentisse seguro. O FC Porto preenchia esses requisitos», afirmou, satisfeito por não se ter tratado de uma «decisão precipitada».
Sempre ligado ao ataque, com capacidade para jogar no centro, na ala ou como ponta de lança, o polaco destaca a coragem no drible como uma das suas principais armas, algo que atribui aos treinadores que o acompanharam. «Sempre fui alguém que não teve medo de driblar, e foi fundamental que os treinadores não bloqueassem isso em mim. Não mataram a minha criatividade e fantasia de jogo», explicou, acrescentando que, embora o drible nem sempre seja a solução, nunca foi desencorajado a assumir riscos.
Questionado sobre a forma como lida com o stress em jogos de grande dimensão, como a estreia pelo Jagiellonia frente ao Ajax ou o clássico diante do Benfica no Estádio da Luz, o avançado admite ter sentido nervosismo no início. Conta que, no encontro com o Ajax, o técnico de equipamentos, Victor, lhe disse que estava «pálido». «Estava em choque, parecia um conto de fadas estar ali a correr ao lado do Jordan Henderson», confessou. Ainda assim, garante que, após o apito inicial, consegue concentrar-se totalmente no jogo.
Sobre o golo apontado ao Benfica, depois de deixar Otamendi para trás, Pietuszewski mantém os pés bem assentes na terra. «É algo marcante marcar num estádio daqueles contra um adversário tão forte. Mas, ao mesmo tempo, tento manter os pés no chão. É mais um golo, um momento muito fixe, mas […] eu só quero continuar a trabalhar para ter mais números e continuar a evoluir».
Por fim, o jogador deixou rasgados elogios ao seu treinador, Francesco Farioli, que já o acompanhava desde os tempos em que atuava na Polónia. «Apesar de ser muito jovem para treinador, tem uma bagagem de experiência enorme. Ele é não só um excelente treinador, mas também uma excelente pessoa», garantiu, falando também do compatriota Bednarek.
Segundo o extremo, Bednarek integrou-se de forma muito rápida no grupo e junto do staff, assumindo desde cedo um papel de liderança positiva. «É enorme. O Jan chegou e integrou-se muito rapidamente no grupo e com o staff. Tornou-se logo um líder, mas um líder positivo», afirmou, acrescentando que o defesa polaco «apoia toda a gente quando as coisas correm mal e diz o que tem a dizer quando é preciso dar um puxão de orelhas».
Oskar Pietuszewski recordou ainda um episódio marcante dentro das quatro linhas, quando sofreu uma pancada forte nas costelas contra o poste, momento que deixou a Polónia curiosa em relação às palavras de Bednarek. O defesa tratou de o tranquilizar de imediato. «Ele estava a tentar acalmar-me. Eu estava em choque porque a pancada foi muito forte», explicou. As palavras de Bednarek foram de puro incentivo: «Ele dizia: ‘Calma, vamos, não está nada partido. Tu estás a conseguir andar, por isso não está partido’. Deu-me aquele apoio para eu me recompor e voltar ao jogo o mais rápido possível».


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