Copa do Mundo de 2026 triplica número e terá recorde de técnicos estrangeiros | OneFootball

Copa do Mundo de 2026 triplica número e terá recorde de técnicos estrangeiros | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Jogada10

Jogada10

·11 giugno 2026

Copa do Mundo de 2026 triplica número e terá recorde de técnicos estrangeiros

Immagine dell'articolo:Copa do Mundo de 2026 triplica número e terá recorde de técnicos estrangeiros

A Copa do Mundo de 2026 marcará um novo capítulo na globalização do futebol. Afinal, das 48 seleções classificadas para o Mundial, 27 delas serão comandadas por técnicos estrangeiros, mais da metade dos participantes. O número triplicou em relação à edição de 2022, disputada no Catar, quando apenas nove seleções tinham treinadores de outra nacionalidade.

A Argentina é o país que mais exporta treinadores para o Mundial, com seis representantes. Itália, França, Espanha, Alemanha e Portugal também estarão representadas por profissionais trabalhando fora de seus países de origem. Entre os 48 técnicos da competição, 45 tiveram carreira como jogador profissional e sete comandarão seleções diferentes de seus países de nascimento.


OneFootball Video


A tendência acompanha as transformações vividas pelo próprio futebol nos últimos anos, cada vez mais conectado e multicultural.

Immagine dell'articolo:Copa do Mundo de 2026 triplica número e terá recorde de técnicos estrangeiros

Scaloni pode manter a tradição de técnico da mesma nacionalidade de sua seleção – Foto: Divulgação/AFA

“Elementos da globalização atingem também o futebol. As tendências atuais fizeram com que muitos países buscassem soluções externas, imaginando estar mais próximos daquilo que há de mais avançado no cenário internacional. A Copa do Mundo é um campeonato de tendências. As seleções que vencem ou se destacam acabam influenciando metodologias, conceitos e até a procura por profissionais de determinadas nacionalidades”, analisa Roger Machado, treinador e professor da CBF Academy.

Brasil terá pela primeira vez um técnico estrangeiro em uma Copa

A crescente circulação de atletas ao redor do mundo também tem influenciado esse movimento. Hoje, é comum que as principais seleções contem com jogadores espalhados por diferentes ligas e continentes, exigindo dos treinadores habilidades que vão além da parte tática.

“O deslocamento migratório dos atletas gerou uma mistura muito grande de culturas e maneiras de jogar. Administrar grupos cada vez mais internacionais exige outras capacidades de liderança e gestão. Nesse contexto, treinadores que já vivenciaram ambientes multiculturais podem estar mais adaptados a esse cenário”, explica.

A edição de 2026 também será histórica para o futebol brasileiro. Pela primeira vez desde a primeira Copa do Mundo, em 1930, nenhum treinador brasileiro comandará uma seleção participante. Ao mesmo tempo, a Seleção Brasileira será dirigida por Carlo Ancelotti, um dos quatro técnicos italianos presentes no torneio.

“O intercâmbio global de comissões técnicas é uma tendência no futebol contemporâneo. A contratação de Carlo Ancelotti pela Seleção Brasileira exemplifica essa nova era, na qual o foco está na qualificação e não na nacionalidade. Trata-se de um movimento estratégico natural e normalmente acontece quando o mercado interno não oferece o perfil ou as competências específicas exigidas pelo planejamento da instituição, ou até mesmo quando existe esse profissional, mas ele já está empregado em outro clube ou seleção. Nessas condições, a expansão das buscas para o cenário internacional torna-se um caminho lógico para garantir a competitividade”, pontua Veridiano Pinheiro, Diretor Executivo da FutPro Expo, evento anual que reúne os principais gestores do futebol brasileiro.

Nenhum técnico estrangeiro ganhou um Mundial até hoje

Apesar da valorização crescente dos profissionais estrangeiros, um dado chama a atenção: nenhum técnico de outra nacionalidade conquistou uma Copa do Mundo até hoje. O melhor desempenho pertence ao austríaco Ernst Happel, que levou a Holanda ao vice-campeonato em 1978.

Immagine dell'articolo:Copa do Mundo de 2026 triplica número e terá recorde de técnicos estrangeiros

Italiano Cannavaro comanda a seleção do Uzbequistão – Foto: Divulgação / UFA

Para Roger Machado, a explicação passa pela necessidade de equilibrar inovação e identidade cultural dentro das seleções.

“Quando um treinador chega de fora, ele traz novas metodologias e ideias, mas não pode perder de vista a cultura futebolística do país que representa. O desenvolvimento do futebol passa por absorver conhecimento, mas também por preservar características que fazem parte da identidade daquela seleção”, afirmou.

O treinador também vê a busca por profissionais estrangeiros como um fenômeno cíclico, impulsionado por resultados esportivos e mudanças de percepção sobre determinados mercados.

“Muitas vezes existe uma ânsia pelo que é contemporâneo e uma sensação de que aquilo que é produzido internamente está ultrapassado. Em alguns momentos, as federações passam a olhar para fora em busca de respostas. Mas isso não significa necessariamente que as soluções estejam apenas no exterior”, concluiu.

Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, ThreadsTwitter, Instagram e Facebook.

Visualizza l' imprint del creator