Copa do Mundo feminina no Brasil é um ‘prêmio’ após anos de ‘discriminação’, diz Arthur Elias | OneFootball

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·26 gennaio 2026

Copa do Mundo feminina no Brasil é um ‘prêmio’ após anos de ‘discriminação’, diz Arthur Elias

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O Brasil, onde o futebol feminino foi proibido por lei entre 1941 e 1979, será o primeiro país sul-americano a receber o torneio. Em entrevista concedida neste domingo, no lançamento da marca do Mundial feminino no Rio de Janeiro, o técnico da Seleção Brasileira, Arthur Elias, mostrou confiança no nível do time brasileiro.

“Acho que é um prêmio para um continente que é apaixonado por futebol. A América do Sul é um povo que ama o futebol e que, por muito tempo, discriminou e afastou as mulheres do futebol. E há um tempo, há uns anos para cá, tem um investimento maior. Aqui no Brasil, muitas ações foram feitas, os clubes investindo, a CBF, os campeonatos em um nível cada vez maior. Tenho certeza de que a gente vai fazer uma grande Copa dentro e fora de campo”, disse.


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O ex-treinador do Corinthians também comentou a diferença no nível do time brasileiro e das potências do futebol feminino, como Estados Unidos e Alemanha.

“Em termos de competições de um bom nível, a gente se aproximou dos principais centros. Agora, quando a gente fala de desenvolvimento do futebol feminino, um processo todo com mais acesso, mais meninas tendo oportunidade de ter treinos bem orientados nos seus clubes desde cedo, ainda falta. Eu acredito que a Copa pode acelerar esse desenvolvimento”, analisou.

“Nós não queremos copiar ninguém. O que a gente quer é fazer futebol do nosso jeito, o Brasil sabe muito bem como fazer futebol. Hoje a Seleção tem uma identidade de jogo e a gente quer buscar isso também dentro de campo”, completou.

Campeãs do mundo?

Arthur Elias ainda destacou a oportunidade de conquistar a Copa do Mundo Feminina pela primeira vez na história da Amarelinha jogando em casa.

“Temos uma ótima possibilidade, porque a Seleção vive um grande momento, tem jogadoras jovens que até a Copa do Mundo vão melhorar ainda mais. A gente tem um número grande de jogadoras que eu observei nesse período e a maioria delas correspondeu muito bem. Claro que só vence um, só um é o campeão e é muito difícil, mas também dentro de casa, com essa atmosfera, acho que a gente aumenta as nossas chances e eu estou bastante otimista”, afirmou.

“A margem é muito grande de evolução. Acho que o Brasil poderia ter jogado melhor na maioria das partidas da Copa América e já melhoramos antes, inclusive depois. A gente fez grandes amistosos esse ano, vencendo os Estados Unidos, Japão, Austrália, Inglaterra. Enfrentamos grandes seleções e acho que a equipe evoluiu com consistência”, acrescentou.

Apesar de não participar por já estar com a vaga na Copa garantida, o treinador vê a nova Liga das Nações da Conmebol com bons olhos para o crescimento do futebol sul-americano.

“Para o desenvolvimento do futebol sul-americano, é uma competição fundamental. A gente precisava disso. Muitos países da América do Sul ainda precisam investir mais no futebol feminino, precisam dar melhores condições e, claro, quando você tem uma competição que traz visibilidade, vai dando mais oportunidades de crescimento”, avaliou.

Marta na Copa? Só o tempo vai dizer

Sobre a presença de Marta, referência e ídola do futebol feminino, na Copa, Arthur Elias afirmou contar com a jogadora.

“Conto com ela, conto com todas as jogadoras que estão em um bom momento, como a Marta está, mas isso nem ela sabe, nem eu. É só com o tempo que a gente vai saber lá na frente”, projetou.

*Com conteúdo da AFP

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