Jogada10
·21 luglio 2026
Corinthians tem maratona de dez jogos e duas decisões com desafio defensivo para Diniz

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Após a longa pausa para a Copa do Mundo, o Corinthians dará início na próxima quinta-feira (23) a uma sequência de dez jogos em um mês. E não se trata de uma maratona banal. No período, serão seis rodadas do Brasileirão entremeadas pelas oitavas de final das Copas do Brasil e Libertadores. Por isso, não é exagero dizer que entre 23 de julho e 23 de agosto a equipe tornará explícitas as suas reais pretensões na temporada.
A caminhada sem respiro começa contra o Remo, na Neo Química Arena, pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro, e termina diante do Coritiba, dia 23 de agosto, pela 24ª rodada. Entre esses dois confrontos, o Corinthians terá duelos de mata-mata contra o Internacional e Rosário Central pelas oitavas de final de Copa do Brasil e Libertadores, respectivamente. Em ambos, o Timão decidirá a vaga diante da sua torcida, em Itaquera.
Com o Corinthians em grave crise financeira e sem poder registrar novos jogadores na atual janela de transferências, a maratona decisiva trará enormes desafios a Fernando Diniz. Em 12º lugar no Brasileirão, com 24 pontos, a equipe não tem “gordura” o suficiente para se dar ao luxo de poupar o elenco e focar totalmente nas copas. Por isso, para sobreviver nos dois torneios de mata-mata sem flertar com o Z4 do Brasileirão, o treinador tem como uma das metas principais reencontrar a solidez defensiva que marcou o início de seu trabalho.

Nas primeiras sete partidas com Diniz, Corinthians não sofreu gols, igualando recorde do clube – Foto: Divulgação / Independiente Santa Fe
Fernando Diniz fez sua estreia como técnico do Corinthians no dia 9 de abril com vitória por 2 a 0 sobre o Platense, na Argentina, pela Libertadores. Na sequência, venceu quatro partidas e empatou duas, chegando a sete jogos de invencibilidade. Ademais, o time não sofreu nenhum gol nesse período, feito que que igualou recorde da história do clube no quesito (em 1978 e 2014).
No entanto, a partir da derrota para o Mirassol por 2 a 1, pelo Brasileirão, o Corinthians entrou em campo oito vezes e só não foi vazado em duas – contra o Barra, pela Copa do Brasil, e diante do Atlético-MG, pelo Brasileirão. Nesse segundo recorte, a equipe levou dez gols (média de 1.25 por partida).
Além disso, o Corinthians vem de uma inédita derrota na Neo Química Arena desde a troca no comando. Em 27 de maio, a equipe perdeu por 2 a 0 para o Platense, justamente o rival da celebrada estreia de Diniz. Assim, viu cair por terra a invencibilidade na Libertadores. Além disso, foi apenas a segunda vez que o time levou gols em casa sob o comando de Diniz. Antes, havia sido vazado apenas em clássico contra o São Paulo, pelo Brasileirão. Após o confronto pelo torneio continental, Diniz não amenizou nas palavras:
“Decepcionado. O time jogou mal. O treinador quando o time joga mal assim, é o principal responsável. Jogou de uma maneira acelerada, com muita pressa. Era para cadenciar e acelerar na hora certa. Errou muito passe. A bem da verdade é que eles não criaram nada. Me preocuparia se fosse uma rotina do time”, afirmou o técnico na entrevista coletiva após o jogo.
Três dias depois da derrota para o Platense, o Corinthians venceu o Grêmio por 3 a 1, de virada, em Porto Alegre. O triunfo no último confronto antes da parada para a Copa do Mundo foi um alívio não só por apagar a imagem ruim da derrota para os argentinos. Afinal, ele impediu que a equipe fosse para a pausa encostado na zona do rebaixamento.
Dessa forma, no Corinthians Diniz tem números acima da média de sua carreira, com 64,6% de aproveitamento dos pontos. Ao todo, são nove vitórias, quatro empates e três derrotas. Embora o time esteja atualmente na segunda parte da tabela do Brasileirão, os números com o treinador são de G6 (quatro vitórias, quatro empates e duas derrotas).
“A gente vai evoluir em todas as frentes. Mas a parte mais importante foi instalada rapidamente. O futebol, do jeito que vejo o jogo, tem um tripé que define o que penso: futebol é viver, vida em movimento. Vontade, fome, solidariedade e coragem para fazer as coisas. Essas características são imprescindíveis. Por isso as coisas ocorreram de forma rápida”, declarou Diniz, com otimismo, após a partida na Arena do Grêmio.
Com jogos no intervalo de três a quatro dias e algumas viagens longas (Salvador, Porto Alegre e Rosário), Diniz quase não terá tempo para treinos. Assim, a sequência que definirá o futuro da temporada irá colocar à prova ajustes feitos na pausa para a Copa do Mundo.
A tal evolução em todas as frentes que o treinador vislumbra dependerá da capacidade de a equipe de suportar fisicamente a sequência de jogos. E também do desfecho de impasses sobre o elenco. Entre eles estão a renovação do contrato de Memphis Depay, que vence em 31 de julho, e se o clube conseguirá trazer reforços nesta janela de transferências, que vai até 11 de setembro. No momento, o clube está impedido de registrar novos jogadores por CBF e Fifa, já que acumula três transferbans.
O Corinthians convive com essas dificuldades financeiras há algumas temporadas. Apesar disso, vem de dois títulos recentes (Copa do Brasil de 2025 e Supercopa do Brasil de 2026). Porém, as conquistas não foram suficientes para manter Dorival Júnior no cargo. Portanto, demonstram que, por melhor que sejam os números de Fernando Diniz, suportar a maratona e manter as expectativas de ao menos um título serão vitais para o humor da torcida.
Um dos trunfos é que, sob o comando de Diniz a equipe tem 79,2% de aproveitamento em Itaquera. O dado injeta otimismo para a maratona de dez jogos, em especial para os duelos por Copa do Brasil e Libertadores. Afinal, o jogo de volta nos dois torneios ocorrerá na Neo Química Arena. É esse percurso entre 23 de julho e 23 de agosto que ditará os rumos da temporada corintiana em 2026.
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