Portal dos Dragões
·1 maggio 2026
Custódio Castro elogia o FC Porto e aponta à luta pelo resultado: “Queremos muito competir”

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Custódio Castro olha para a ida ao Dragão sem mudar a bússola: o próximo jogo é com o FC Porto, no campeonato, e o foco do Alverca está inteiro na capacidade de competir. Perante um adversário que pode sagrar-se campeão, o treinador afastou o peso do cenário, elogiou a força portista e insistiu na mesma ideia do princípio ao fim: a preparação não foge à regra, nem à identidade. E garantiu: “queremos muito lutar pelo resultado”.
No momento em que a temporada se aproxima de decisões pesadas e o Dragão surge como palco de possível consagração, Custódio Castro apareceu fiel a um discurso de estabilidade. O treinador do Alverca recusou tratar a visita ao FC Porto como um desvio à rotina e fez da ambição competitiva a mensagem central de uma conferência sem floreados, mas cheia de intenção.
Confrontado com a carga especial do encontro, desde logo pelo estádio, pelo adversário e pelo contexto classificativo, Custódio Castro procurou recentrar tudo no essencial. O tom foi de contenção e de método: para o Alverca, a exceção não altera o processo.
“É especial e importante porque é o próximo. É a nossa próxima batalha. Nós queremos muito fazer um bom jogo, queremos muito lutar pelo resultado.”, afirmou. “Nós estamos preparados para tudo o que é ambiente, para tudo o que é equipa adversária, mas não fazemos diferente quando é com o FC Porto, com o Nacional, com o Vitória ou com o Arouca. Não há diferenças. Nós preparamos sempre da mesma forma, com o mesmo acreditar, com o mesmo profissionalismo e com o mesmo rigor. E, espero eu, com a mesma ambição”
Há, nesta resposta, uma recusa clara em romantizar o momento. Mais do que o simbolismo da deslocação, interessa-lhe preservar a consistência do comportamento e da preparação, como se o discurso procurasse blindar a equipa ao ruído exterior antes de entrar no tema seguinte: a dimensão do adversário.
Quando a conversa passou para o crescimento do FC Porto desde a primeira volta, o treinador do Alverca não hesitou no reconhecimento. Fê-lo, no entanto, sem abdicar da confiança na resposta da sua equipa.
” Estamos a falar de uma equipa que, ganhando um dos próximos três jogos, é campeão com todo o mérito. Uma grande equipa, munida de grandes jogadores, com um grande treinador. Uma equipa muito competente em todos os momentos, ofensivo e defensivo, e só por si isso é um jogo difícil.”, analisou. “Nós acreditamos muito naquilo que é a nossa capacidade para competir e é isso que nós tentámos, é isso que nós fazemos. Mas não fazemos com o FC Porto, tentamos fazer em todos os jogos. Os resultados não consigo antecipar. O que eu sei é que nós lutaremos para sermos nós mesmos no Dragão e para que possamos sempre ser competitivos”
O elogio ao FC Porto surge sem reservas, mas nunca como rendição antecipada. Custódio Castro reconhece a densidade do desafio e, ao mesmo tempo, agarra-se àquilo que considera inegociável: ser fiel à própria equipa, à própria forma de competir e ao que o jogo pedir.
Questionado sobre a possibilidade de o FC Porto poder celebrar o título diante do Alverca, o treinador foi seco e pragmático. Não deixou espaço para distrações laterais.
“É uma coisa que não nos diz respeito, não diz respeito ao Alverca. O que diz respeito ao Alverca é competir.”
A frase curta diz muito sobre o enquadramento mental que quer montar. O adversário pode entrar em campo com um cenário de festa ao alcance, mas o Alverca, pelo menos no discurso do seu treinador, não quer ser figurante de nada.
Já perante a pergunta sobre a justiça de um eventual título portista, Custódio Castro voltou a separar o facto consumado da avaliação global da época. E, mais uma vez, deixou um retrato elogioso da campanha do FC Porto.
“O FC Porto ainda não foi campeão, mas acho que está muito bem posicionado. Ganhando um dos próximos três jogos é campeão. Se o for, acho que é, claramente, um campeão com mérito.”, sublinhou. “Todos os vencedores de campeonatos têm um mérito acrescido porque estamos a falar de uma regularidade necessária para ao fim de 34 jornadas ser-se campeão. É porque essa equipa é forte em todos os aspetos daquilo que é o jogo e o futebol.”
Sem antecipar o desfecho, o treinador reconheceu no FC Porto a consistência que costuma sustentar campanhas vencedoras. E foi dessa combinação entre respeito pelo líder e fidelidade ao próprio plano que se fez a antevisão do Alverca para a ida ao Dragão.
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