Jogada10
·17 giugno 2026
Danilo admite falta de maturidade do Brasil e fala sobre Endrick: ”Queremos ele aqui”

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A poucos dias da segunda partida do Brasil na Copa do Mundo, Danilo fez uma análise franca sobre o momento vivido pela Seleção Brasileira. Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (17/6), o lateral-direito reconheceu que a equipe ainda busca uma identidade sob o comando de Carlo Ancelotti. Além disso, apontou uma diferença de maturidade em relação a seleções como França e Argentina e saiu em defesa de Endrick, tratado internamente como um dos protagonistas do futuro do futebol brasileiro.
O jogador destacou que as três semanas de convivência com Ancelotti têm sido fundamentais para alinhar conceitos e amenizar a influência das diferentes ideias trazidas pelos atletas de seus respectivos clubes.
“São três semanas de trabalho. Isso faz com que a gente abandone as convicções dos nossos clubes e entre numa filosofia que queremos na Seleção. Cada um trabalha de uma forma no seu clube, pressiona de um jeito, marca do outro… Quando junta tudo isso não é muito fácil chegar em um produto final que tenha coerência. O dia a dia, proximidade, estar falando sobre os objetivos… Essas semanas também serviram para isso”, disse o lateral.
Danilo admitiu que a falta de continuidade nos últimos ciclos contribuiu para o cenário atual da equipe. Aliás, segundo ele, o primeiro tempo diante do Marrocos ficou muito abaixo do potencial do elenco e evidenciou uma dificuldade da Seleção em se apoiar em mecanismos coletivos nos momentos de adversidade.
“A melhor forma de crescer é encarar tudo com clareza. Temos que ter certeza que aquele primeiro tempo foi totalmente aquém das nossas capacidades. A não criação de uma identidade e trocas constantes têm influência na ansiedade. Quando se tem algo coeso, você se agarra naquilo quando tudo fica difícil. Isso é uma coisa que não conseguimos construir”, falou o jogador.
O lateral lembrou conversas internas após o amistoso contra a França. Além disso, afirmou que o Brasil ainda não apresenta o mesmo grau de maturidade competitiva de alguns dos principais rivais.
“Depois do jogo contra a França, falei a todos que não tínhamos a mesma maturidade deles, da Argentina. O que não quer dizer que não podemos chegar longe. Temos que usar outros mecanismos. Talvez não pressionar tão alto, abrir mão da posse de bola e o comando do jogo seja do adversário. Isso é maturidade. Temos Raphinha, Vini, Endrick, Rayan… Na hora da brecha, temos gente para fazer gol. Vamos sofrer, sim, mas na hora de fazer vamos colocar a bola para dentro e segurar o resultado com a vida”, completou.
Outro assunto abordado pelo experiente jogador foi a expectativa criada em torno de Endrick após a estreia do Brasil na Copa. Danilo afirmou que o grupo tenta proteger o atacante e ressaltou que o jovem será peça importante não apenas neste Mundial, mas também nos próximos ciclos da Seleção.
” Esse é um outro tema que a gente fantasia muito. Teve a entrevista do Casemiro que ele falou de alguma forma para margem de interpretação, então cabe a nós comunicar da melhor maneira possível. Endrick é uma joia rara do futebol brasileiro, jogador de potência, poder de decisão, estrela, você não sabe porque as coisas acontecem. Queremos tê-lo perto, hoje no treino ele fez gol. Ontem ele deu um chute no Nannetti e quase tirou o moleque do treino. É tudo que queremos ter, e queremos que ele tenha o maior protagonismo”, disse o defensor.
Além disso, Danilo também destacou que a responsabilidade dos atletas mais experientes é preparar o caminho para a nova geração.
“Tudo o que acontece não é para mim, Casemiro, Neymar… É a nossa última chance, a Seleção vai continuar com essa galera. Mas o que pudermos fazer com que eles se sintam importantes, nós faremos. No último jogo ele não entrou por decisão do Mister, é um jogador que vai ser importante. Eu digo que ele será muito importante para a gente”, analisou.

Danilo defende Endrick e diz que atacante será “muito importante” para o Brasil – Foto: Rafael Ribeiro / CBF
Por fim, Danilo rejeitou a ideia de que a Seleção perdeu espaço entre as principais potências do futebol mundial. Para ele, o cenário internacional ficou mais equilibrado, mas o Brasil continua pertencendo à elite do esporte.
“As outras seleções melhoraram muito. A maneira de formar jogadores e formar equipes evoluiu de uma maneira que todos ficaram iguais, seja em seleções ou clubes. A diferença entre ganhar, empatar e perder é curta. Mas o Brasil sempre estará na primeira fileira, só se a gente for muito amador na maneira de conduzir jogadores, é muita gente nascendo todos os dias com qualidade. O Brasil não mudou de patamar. Isso não foi construído por mim, tem uma galera atrás que precisa ser respeitada. Temos que honrar isso. Temos que ter espírito de sacrifício para colocar mais uma estrela no peito”, finalizou.







































