Glorioso 1904
·29 gennaio 2026
De Schjelderup a 'matar ou morrer em pé': o que disse Mourinho no final do Benfica - Real Madrid

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O Benfica está no playoff de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões, depois de uma vitória histórica frente ao Real Madrid (4-2). No rescaldo da partida, José Mourinho marcou presença na conferência de imprensa, onde partilhou as suas impressões e análises a respeito do encontro inesquecível no Estádio da Luz. Confira tudo o que foi dito pelo Special One.
O que sentiu quando viu Trubin cabecear e a bola entra? "Já ganhei e perdi jogos e eliminatórias no último minuto, mas nunca com o guarda-redes a fazer um golo que os melhores atacantes gostavam de fazer. Pensava eu que já tinha passado por tudo. O momento em que faço a substituição do António e Ivanovic é para fechar a porta. Mas depois deve ter havido um golo em qualquer lado e já não chega. O próprio Trubin também não percebeu bem o que estava a acontecer. Quando há falta lateral, temos que ir com tudo. Ou matamos ou morremos de pé. O grandão faz um golo fantástico e para o Benfica é uma noite fantástica. Já sei da sorte incrível que nos calhou o Real Madrid ou o Inter, mas estou super feliz pelos jogadores. Fizeram um jogo extraordinário. Não quero acreditar que amanhã não vai haver respeito para com eles. Se não houver é porque as coisas passaram uma barreira indescritível".
O que disse a Arbeloa? "Pedi desculpa pela forma como festejei. Ele é um homem do futebol e sabe que naquele momento nos esquecemos de tudo".
No final vi todos os jogadores irem para o campo... o que ganha com esta vitória? "A equipa é a mesma. Desde que comecei a trabalhar com eles, a equipa é a mesma, é unida, é gente que quer trabalhar, que sofre com resultados negativos, que não desiste, é gente que vai até ao fim. Recordo que à quinta jornada tínhamos 0 pontos e faltava-nos jogar com Nápoles, Real e Juventus e eles foram até ao fim. Fizeram o que pedi: ou matamos ou morremos. Se hoje tivesse perdido, morria de pé. Ganhámos a possibilidade de mais uma noite importante na Luz, contra um gigante europeu. Economicamente não tem impacto, mas prestígio sim. Gostaria que os jogadores tivessem ganho um bocadinho de respeito, só um bocadinho".
Nível do Real Madrid... Achas que pode competir assim até ao final? "Vi um grande Benfica. Entendo que vocês de Madrid analisem o Real, mas o meu foco é no Benfica e nos meus. Fizemos um jogo incrível. Eu disse aos jogadores que estes jogadores matam e o Mbappé matou-nos. Jogámos muito bem contra Leverkusen e perdemos. Jogámos bem com o Nápoles e ganhamos. Hoje foi o melhor jogo".
Schjelderup garantiu a continuidade? Esta vitória também é uma resposta sua? "Eu não sou importante. Há coisas que por muito que tentes, há coisas que não se apagam. A minha carreira não tem solução. Por muito que queiram apagá-la, não se apaga. Falo do Benfica. Não são os melhores jogadores do mundo, mas também não são os piores. Schjelderup? Fala-se, fala-se, mas nos últimos 4 jogos jogou todos. Eu acredito que este Schjelderup é melhor do que aquele que encontrei. Faz coisas que não fazia. Não podem jogar todos. Há jogadores que têm um limite, mas este é um miúdo que tem um caminho a percorrer. Uma coisa é estar à venda outra é ter propostas. Se o objetivo dele é ir ao Mundial é com estes jogos que vai ao Mundial. Não é ir para uma liga mais fraca. Mas estou muito contente com todos".
Agora Inter ou Real Madrid. Acho que nunca esteve no Bernabéu desde que saiu de lá... se assim for, como vai ser a sensação? "Real e Inter são dos candidatos mais importantes a ganharem a competição. Nós não somos, mas competimos. Perdemos com o Chelsea, mas competimos. Perdemos com a Juventus, mas competimos. Ganhámos ao Real a fazer um grande jogo. Em dois jogos é mais difícil, mas futebol é futebol. Estamos a construir uma equipa. Individualmente não temos possibilidades, mas estamos a construir uma equipa. Veremos. Continuar a fazer o que estamos a fazer, ganhar jogos. No campeonato, se os que estão à frente não perdem, não podemos fazer nada. Na próxima eliminatória há Rafa e Lopes Cabral. São mais duas opções. Quando estava para ir ao Bernabéu pela primeira vez, ligou-me o Benfica. Agora posso ir como adversário".
Estratégia: "Não temos referência. Defendemos zonal. Quando salta Sudakov a pressionar, os alas têm que fechar dentro. Quando a bola circula por um lado, o ala do lado contrário tem fechar o espaço interior. É assim que estamos a trabalhar".
O que significa esta vitória para si? "Estou a pensar mais nos jogadores. Obviamente que ganhar ao Real e estar nas eliminatórias é um prestígio, mas estou numa fase em que penso menos em mim e mais nos jogadores e clube. Não estou à procura de fazer algo que nunca fiz. Só desfrutar. Esta gente jogar uma eliminatória contra Inter ou Real, alguns já o fizeram, mas é uma oportunidade fantástica".
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