Esporte News Mundo
·18 marzo 2026
Denúncias de assédio no Corinthians expõem crise interna e levam clube a avaliar afastamentos

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·18 marzo 2026

Duas denúncias de assédio envolvendo funcionárias ligadas ao Corinthians colocaram o clube no centro de uma crise interna e devem resultar no afastamento de funcionários suspeitos nos próximos dias. A informação foi divulgada inicialmente pelo Meu Timão.
Os casos ocorreram em ambientes diferentes (Neo Química Arena e Parque São Jorge) e incluem acusações de assédio sexual, moral e falhas na condução das denúncias.
Segundo apuração, o clube abriu sindicâncias internas e discute medidas administrativas, incluindo o afastamento dos envolvidos, com decisão prevista para os próximos dias.
Uma das denúncias veio à tona por meio de um processo trabalhista movido por uma bombeira que prestava serviços no estádio em Itaquera.
Contratada por uma empresa terceirizada em maio de 2024, a profissional afirma ter sofrido assédio sexual e moral por parte de um funcionário do Corinthians que atuava como coordenador.
A vítima afirma que era frequentemente chamada para reuniões sob pretextos profissionais, nas quais o funcionário tentava contato físico forçado, incluindo uma situação em que teria sido trancada em um banheiro. Ela relata ter recusado todas as investidas.
A ação também descreve condições de trabalho consideradas irregulares, como vínculo informal por cerca de dez meses, jornadas que chegavam a 80 horas semanais e turnos de até 16 horas em dias de jogos, sem pagamento de horas extras ou compensação.
Ainda segundo a denúncia, superiores teriam minimizado o caso ao serem informados, orientando a funcionária a “levar na brincadeira”.
O cenário teria se agravado com ameaças de demissão e pressão psicológica, pois após um período de afastamento do acusado, ele teria retornado ao ambiente de trabalho, o que, conforme a vítima, resultou na retomada dos abusos.
O quadro teria impactado diretamente a saúde da bombeira, que recebeu diagnóstico de Síndrome de Burnout e transtornos de ansiedade e depressão.
O processo, iniciado em outubro de 2025, pede rescisão indireta do contrato e indenização superior a R$ 326 mil.
Outro caso, mais recente, foi registrado no Parque São Jorge por uma funcionária do setor de controle de acesso.
Em denúncia interna e boletim de ocorrência feito em fevereiro deste ano, ela acusa um funcionário do Corinthians de forçar contato físico e beijos sem consentimento em duas ocasiões.
Após rejeitar as investidas, a vítima afirma ter passado a sofrer perseguições e ofensas no ambiente de trabalho. Segundo o relato, o acusado teria dito que eventuais denúncias “não dariam em nada”, por contar com proteção interna.
Inicialmente, a funcionária buscou o setor de Recursos Humanos, que teria se recusado a formalizar a denúncia sem um boletim de ocorrência. Após registrar o caso na polícia, ela formalizou a queixa junto ao clube, que instaurou sindicância para apuração.
Em entrevista ao Sport Insider, a advogada da vítima, Camila Gonsalez, afirmou que o caso vai além do assédio sexual e inclui um cenário de intimidação contínua no ambiente de trabalho.
Segundo ela, a funcionária também foi alvo de perseguições profissionais e ataques à sua reputação, o que configuraria assédio moral. A advogada ainda acusa dirigentes de omissão diante das denúncias apresentadas internamente.
“Disseram abertamente que o canal de denúncia é meramente institucional e que a queixa dela seria apenas ‘mais uma em um milhão’, sem qualquer garantia de apuração” — afirmou Gonsalez, em entrevista ao Sport Insider.
Em nota, o Corinthians afirma que mantém canais de denúncia e que trata casos desse tipo com seriedade, e confirmou a abertura de procedimentos internos para apuração rigorosa das denúncias.
Apesar disso, até o momento, um funcionário do Corinthians citado nas acusações seguiu em atividade durante parte das investigações, o que gerou questionamentos internos.
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