Dia 16: um selecionador tornou-se o <i>Spider Man</i> e é por isto que gostamos de futebol | OneFootball

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·26 giugno 2026

Dia 16: um selecionador tornou-se o <i>Spider Man</i> e é por isto que gostamos de futebol

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A finta desconcertante. O remate ao ângulo. A defesa elástica no último minuto a impedir um golo certo.

Não nos interprete mal, caro leitor: é por lances como estes que nos apaixonamos quase diariamente pelo futebol. No entanto, os Campeonatos do Mundo, pela sua exclusividade e efemeridade, têm a capacidade de tornar momentos 'extra-campo' tão ou mais especiais do que os supramencionados.


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Afinal de contas, quantos de nós temos a dança de Tshabalala e companhia como primeira memória quando se faz referência ao Mundial de 2010?

Sendo certo que não temos qualquer tipo de capacidade medium que nos permita prever o futebol, temos plena convicção de que o torneio que se disputa no Canadá, Estados Unidos da América e México já produziu momentos que irão perdurar no tempo.

Acreditamos que este resultado, só por si, já é especial para quem aprecia futebol em toda a sua dimensão social. Ainda assim, permita-nos destacar dois momentos em específico da partida. Logo após o segundo tento equatoriano (77'), o selecionador dos sul-americanos, Sebastián Beccacece, alheou-se por completo da partida e dirigiu-se de forma enérgica para a bancada.

Com uma flexibilidade que certamente fez roer de inveja Tom Holland, Andrew Garfield e Tobey Maguire, este 'Spider-Man argentino' subiu a bancada e agarrou-se à esposa com a força de quem tinha total noção do que tinha acabado de alcançar.

No final do encontro, o processo de 'escalada' voltou a repetir-se, mas, desta vez, os abraços foram mais demorados e multiplicaram-se por outros membros da família e por amigos. 

Também neste capítulo, outro momento marcante foi o apaixonado beijo entre Stale Solbakken, selecionador da Noruega, e a esposa Anniken - também na bancada -, logo após o triunfo sobre o Senegal. 

O técnico, atualmente com 58 anos, sofreu um ataque cardíaco em 2001, altura em que jogava ao serviço do FC Kobenhavn. O coração do norueguês esteve parado durante sete minutos, mas, milagrosamente, sobreviveu e enveredou pela área do treino.

25 anos depois, Solbakken já conduziu o seu país aos 16 avos de final do Mundial. Agradecido pela 'segunda vida' que lhe foi concedida, o técnico faz questão de celebrar as conquistas com quem sempre o acompanhou.

É (também) por isto que gostamos tanto de futebol.

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