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·28 aprile 2026

Diretor do Record pede investigação e não cita ex-árbitro internacional

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O expert no digital, como gosta de se vender aos mais próximos, esqueceu-se de uma coisa essencial, o jornalismo não se mede aos berros, nem a lançar suspeitas em cima da mesa sempre que o Sporting perde pontos. Mede-se pela seriedade, pela coerência e pela honestidade intelectual. E foi precisamente isso que faltou depois do último jogo.

Em vez de citar a opinião de Iturralde González, ex-árbitro internacional espanhol, que foi claro ao dizer que há contacto, sim, mas que este tipo de lances não devia ter intervenção do VAR por não se tratar de um erro claro, óbvio e manifesto, preferiu lançar suspeitas sobre os árbitros. Preferiu alimentar a narrativa do escândalo. Preferiu incendiar, quando tinha à sua frente uma leitura técnica que não encaixava na cartilha que queria vender.


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É sempre a mesma lógica. Quando o lance favorece a indignação verde e branca, entra tudo em modo revolta. Quando o Sporting foi beneficiado diante do Santa Clara por mais do que uma vez, frente ao Nacional, ao Estrela, ao Famalicão, ao Alverca e ao Estoril, não houve esta fúria toda. Aí já não havia suspeitas sobre árbitros, aí já não se pedia investigação, aí já não havia editoriais inflamados nem crises de consciência. Aí estava tudo bem, tudo normal, tudo dentro do espírito do jogo.

O mesmo diretor que agora anda tão indignado com este lance foi o mesmo que escreveu que “A águia perdeu a cabeça” quando Matheus Reis não foi expulso por pisar a cabeça de Belotti e levou a Taça para casa. Nessa altura, o Benfica queixou-se com razão. Mas o tom usado foi outro, quase de gozo, quase de ajuste de contas, quase a saborear o dano. Agora, como o prejudicado foi o Sporting, já se passa da opinião para a suspeita, da crítica para a pressão, da análise para o condicionamento.

E é aqui que a pergunta se impõe. O que é que a Federação tem previsto para os órgãos de comunicação social que fazem de direções de comunicação de clubes? É muito bonito ameaçar com castigos e perdas de pontos quem critica a arbitragem, mas quem usa a imprensa como arma de pressão e ataque ao setor vai continuar impune? Vai continuar a fazer campanhas, a intoxicar o debate e a empurrar cartilhas sem qualquer consequência?

No fundo, o problema é esse. Já nem tentam disfarçar. Não querem informar, querem influenciar. Não querem esclarecer, querem condicionar. E quando um diretor de jornal prefere esconder a opinião de um ex-árbitro internacional só porque ela não serve a narrativa que quer vender, fica claro que o problema já não é o lance. O problema é o papel que decidiram assumir. E isso está cada vez mais longe do jornalismo.

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