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Jornal do Fla

·27 aprile 2026

Em toda guerra alguém vai ter que entrar de Paraguai pros outros saírem de Tríplice Aliança

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Uma das cenas mais emblemáticas da primeira adaptação do videogame “Street Fighter”, lançada em 1994, é aquela onde Chun-Li, interpretada pela atriz Ming-Na Wen, confronta o vilão Mr. Bison, interpretado por Raul Julia.

Nela a lutadora conta, com detalhes, o dia em que ditador invadiu sua vila, atacou seus vizinhos e matou seu pai, se mostrando profundamente confusa quando ele alega não se lembrar de tais eventos. A explicação de Bison? Para Chun-Li aquele pode ter sido o dia mais importante e memorável de sua vida, mas pra ele, Bison, foi apenas mais uma terça-feira.


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E essa parece ser uma boa alegoria para a relação entre o Flamengo e o seu adversário deste domingo (26), o Atlético Mineiro, um clube onde boa parte dos torcedores parece dar ao time rubro-negro um grau de protagonismo e rivalidade que, apesar de todo o óbvio respeito que um dos maiores times de Minas Gerais merece, não é exatamente recíproco.

Isso ficou claro, por exemplo, diante dos gritos da torcida mineira, ainda na partida passada, informando que neste domingo teríamos “uma guerra”, sem talvez levar em conta que numa guerra você pode sim vencer, dar muitos tirinhos, lançar várias bombinhas, mas também pode acontecer de você pisar numa mina terrestre, explodirem sua casa e você perder muito da sua infraestrutura. Em suma, devemos evitar guerras, guerras são ruins.

Mas a equipe de Leonardo Jardim, como o placar de 4×0 atesta, não entrou em campo pensando em guerra, e sim em amor. Mais exatamente em fazer amor com a bola, em proporcionar um futebol sensual e sedutor, em garantir ao torcedor rubro-negro momentos de prazer e regozijo esportivo. Se o Atlético-MG entrou em campo querendo ter como trilha sonora explosões e disparos, acabou tendo que ouvir uma releitura acústica de “Sexual Healing”, do artista Marvin Gaye, executada com precisão pelo ataque rubro-negro.

Primeiro foi Pedro, após cruzamento do verdadeiro Samuel Lino, que após sua estreia em 2025 havia sido substituído por seu gêmeo malvado, Linoel Simo, e só recentemente retornou aos treinos. Depois foi a vez de Plata, que decidiu substituir o cheiro de bebida pelo cheiro de gol e nos lembrar que realmente se sente destaca atuando em Belo Horizonte, talvez porque não sabe o quão bons são os bares de lá.

Depois Arrascaeta, num lance que lembrou um pouco o desenho Super Campeões, exibido na extinta TV Manchete, cabeceou a bola praticamente junto com Pedro, para ampliar o placar, ainda no primeiro tempo. E então, aos 38 da etapa complementar, foi a vez de Pedro dar números finais ao placar, com um daqueles gols que são raros no futebol profissional mas muito comuns quando seu adversário do FIFA larga o controle e você consegue entrar tabelando dentro da pequena área. 4×0, goleada fora de casa, Mr. Bison novamente prejudicou a vila alheia.

Mas por mais que tenha sido abordada por alguns como guerra, a partida deste fim de semana foi, se muito, uma batalha, dentro desse longo conflito esportivo que é o Brasileirão, onde seguimos seis pontos atrás e com um jogo a menos que o líder do torneio. E com a eficiência, qualidade e organização que apresentamos neste fim de semana, fica a convicção de que sim, dá pra chegar lá. E fazer muito amor pelo caminho.

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