Emily Lima projeta duelo decisivo pela Copa do Brasil, comenta gramado da Fazendinha e fala sobre sequência de clássicos | OneFootball

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·20 luglio 2026

Emily Lima projeta duelo decisivo pela Copa do Brasil, comenta gramado da Fazendinha e fala sobre sequência de clássicos

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  1. Por Mirella Ramos / Redação da Central do Timão

O Corinthians venceu a Ferroviária por 1 x 0 na noite da última sexta-feira (17), na Fazendinha, pela quarta rodada do Campeonato Paulista Feminino. Após o apito final, a técnica Emily Lima concedeu entrevista coletiva e analisou a atuação da equipe, projetou o reencontro com a Ferroviária pela quarta fase da Copa do Brasil Feminina e comentou outros assuntos envolvendo o elenco alvinegro.

Questionada sobre o novo confronto diante da Ferroviária, marcado para essa segunda-feira (20), pela Copa do Brasil, Emily afirmou que, apesar de esperar características semelhantes da equipe adversária, o contexto será completamente diferente por se tratar de um mata-mata.


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Foto: Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians

“Um jogo totalmente diferente, um contexto totalmente diferente. A gente entende os comportamentos da Ferroviária, ou acreditamos que segunda-feira a gente vai enfrentar algo muito parecido.

Eu acho que nós temos que ajustar coisas muito mais ofensivamente, porque hoje defensivamente nós conseguimos não ser atraídos, porque é um jogo totalmente de atração, o jogo da Ferroviária. É muito bacana, é uma tendência muito grande que vem acontecendo no futebol. E a gente, estrategicamente, não caiu nesse jogo de atração e deixou elas com a bola, até o momento que a gente tem uns gatilhos já determinados por jogadoras. E a gente fez o nosso jogo, poderíamos, acredito, ter ampliado o placar. Não sofremos muito hoje, conseguimos controlar bastante o jogo. E segunda-feira, repito, é um outro contexto, é um outro jogo, é um peso muito maior. É ir para lá e buscar a classificação.”

Na sequência, a treinadora falou sobre as condições do gramado da Fazendinha, destacando que o elenco precisou adaptar até mesmo o aquecimento antes da partida. Emily também comentou que o planejamento para a temporada de 2027 e as situações contratuais do elenco já são debatidos internamente entre comissão técnica e diretoria.

“O gramado é complicado. A gente vem jogar um jogo como esse, onde vale muito também, encontrar um gramado nessa situação não é algo confortável para nós. Mas era o que nós tínhamos hoje, foi o que eu falei no vestiário.

O gramado está ruim para nós, para elas. E aqui dentro vai ser um gramado bom, um gramado ruim. A gente tem que buscar força de onde seja para a gente ganhar o jogo. Já no aquecimento, a gente viu uma certa dificuldade, nós tivemos que adaptar o nosso aquecimento. Então, eu acho que é olhar em busca do resultado. Dificuldades a gente vai ter em qualquer lugar, em qualquer momento. E a gente saber sair dessa situação. É importante hoje sair com a vitória, com todas essas dificuldades.

Claro que sentamos. Assim que eu cheguei, eu busquei informação sobre o contrato de todas. Já está muito bem conversado. Isso é algo muito interno nosso. A única coisa que eu posso te dizer é que, sim, está conversado, bem orientado. Já pensamos em elenco para o ano que vem. A gente conversa sobre tudo, na verdade. E os contratos, sendo a Robledo agora no meio do ano e alguns no final do ano, a gente sempre está atento ao mercado, a gente sempre está atento às nossas jogadoras. E acho que é um processo natural dentro de uma comissão técnica e diretoria de estar sempre ativo nessa conversa. Como já disse, é uma conversa muito interna. E a única coisa que eu posso te dizer é que essa conversa existe entre nós desde quando eu cheguei.”

Outro assunto abordado foi a ausência de Tamires decorrente a Copa do Mundo Masculina de 2026. Emily preferiu não entrar em detalhes sobre o tema e afirmou apenas que seguiu as determinações do clube.

“É um tema que eu não vou comentar. Eu chego no clube já com condições, como a Tamires, para a Copa do Mundo, de diretoria e da antiga comissão. Eu só segui as ordens. Eu sou uma funcionária do clube, segui as ordens e estamos seguindo trabalhando.”

A comandante alvinegra também comentou a participação da filha do meia inglês Jesse Lingard nas atividades do Corinthians Feminino durante a semana. Para Emily, a experiência representa a força e o alcance do futebol feminino brasileiro.

“Eu acho que foi legal para nós, mas eu acho que muito mais para ela. Conhecer uma outra cultura, estar no meio de jogadoras brasileiras, que é falada no mundo inteiro. Foi uma ação muito bacana que o Corinthians teve em trazê-la para o treinamento das meninas, para o jogo hoje. Ela sentiu essa sensação que é o futebol feminino no nosso país, e para a gente é um prazer.

Você via nos olhos dela a felicidade de estar ali, e não queria sair do treinamento. Ela queria ficar ali até o final, mas o pai queria que ela fosse lá ver o treino dele. É uma paixão que passa fronteiras, passa oceanos, e a gente aqui tem a responsabilidade de recebê-la bem e mostrar o que é um pouquinho do nosso futebol.

Se não, a gente tem reposição, a gente teve aí 20, 25 dias de muito treinamento, com muitas variações. Eu acho que vai nos tranquilizar, sim, uma atualização médica positiva, claro, mas não podemos ficar focados nisso. Eu acho que a gente tem que focar muito no jogo, e se elas não estiverem, infelizmente, a gente tem que buscar os nossos planos, porque a gente não pode ter 11 só.

Então, é um trabalho que a gente vem fazendo desde quando chegou. Hoje foi um momento interessante de fazer algumas substituições, dentro do que a gente vem pensando também. Enfim, eu acho que é focar no jogo de segunda-feira e torcer para que nada tenha acontecido de grave com nenhuma das duas.”

Por fim, Emily analisou a sequência de clássicos que o Corinthians terá no retorno das competições e ressaltou o alto nível de exigência do calendário da equipe na segunda metade da temporada.

“No nosso país, e ainda mais no estado de São Paulo, a gente entende que joga dois campeonatos brasileiros o tempo inteiro. Então, assim, é se preparar para isso.

Então, o que eu enxergo é preparar a equipe da melhor forma possível, porque não tem mais jogos fáceis. Então, cada jogo é um contexto diferente, mas o grau de dificuldade é muito grande. E a gente tem que se preparar e prepará-las para que tudo dê certo.

Não existe equipe imbatível, mas a gente vai se fazer forte para que isso aconteça esse ano. É um segundo semestre muito pegado, muito intenso, bateria de jogos fortíssimos, com Libertadores no meio do caminho. E a gente tem o dever e o compromisso de fazer com que elas possam suportar toda essa carga”, finalizou

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