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·19 luglio 2026
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·19 luglio 2026
Neste domingo (19), a Espanha venceu a Argentina por 1 x 0, na prorrogação, e conquistou a Copa do Mundo Fifa 2026.
O gol de Ferran Torres, no início do segundo tempo da prorrogação, garantiu o segundo título mundial dos espanhóis, que voltaram a levantar a taça após a histórica conquista de 2010, na África do Sul.
O primeiro tempo teve poucos momentos de emoção.
Os europeus dominaram completamente a posse de bola, e Lamine Yamal deu muito trabalho pelo lado direito do ataque.
Os sul-americanos se limitaram a se defender bem.
O "excesso de vigor" dos argentinos, que contou com a benevolência do árbitro, movimentou as redes sociais no primeiro tempo.
Lionel Messi, que escreveu seu nome mais uma vez na história do futebol mundial ao se tornar o único jogador a disputar três finais como titular (Cafu era reserva em 1994 e entrou no decorrer do jogo no lugar de Jorginho), quase não tocou na bola.
O "show do intervalo" com duração inédita de 30 minutos teve estrelas do pop mundial, além das participações especiais de Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo Fenômeno.
O cenário não foi diferente após o intervalo, mesmo com o sol inclemente em Nova Jersey.
Menos que isso só a Arábia Saudita contra a França, na Copa de 1998, que não tocou nenhuma vez na bola na área francesa.
A situação da Argentina ficou mais dramática nos acréscimos, quando Enzo Fernández foi expulso pelo segundo cartão amarelo após falta duríssima.
Esta foi a terceira expulsão de um argentino em final de Copa do Mundo - um recorde entre todos os países.
Enzo Fernández, do Chelsea, mas que está em negociações com o Real Madrid, se juntou aos compatriotas Pedro Monzón e Gustavo Dezotti, que foram expulsos na Copa de 1990, na final contra a Alemanha Ocidental (campeã).
Os franceses Marcel Desailly (1998) e Zinedine Zidane (2006) e o holandês Johnny Heitinha (2010) também foram expulsos em final de Copa do Mundo.
A Argentina, inclusive, se tornou a primeira seleção a terminar os 90 minutos regulamentares sem chutar uma vezinha ao gol em final de Copa do Mundo.
Nos 900 jogos de Copa do Mundo (desde 1966), somente duas seleções terminaram o tempo regulamentar sem chutar ao gol.
A Argentina se junta a Costa Rica, que não finalizou contra o Brasil, em 1990, e contra a Espanha, em 2022.
Por outro lado, o goleiro Dibu Martínez estabeleceu o recorde de 10 defesas em 10 finalizações em uma final de Copa do Mundo.
A média de 30 anos e 101 dias do elenco argentino na final (a segunda maior desde o Brasil de 1962, com média de 30 anos e 216 dias) ajudou os "hermanos" a se segurarem como podiam.
No primeiro tempo da prorrogação, a Espanha chegou a vazar Dibu Martínez, mas o árbitro assinalou pisão em Otamendi no lance para anular o gol.
Porém, com menos de um minuto da etapa final da prorrogação, Nico Williams deu a assistência de cabeça, e Ferran Torres, na VIGÉSIMA FINALIZAÇÃO AO GOL, abriu o placar para a Espanha.
No fim, o roteiro do segundo vice-campeonato mundial da Argentina em 12 anos teve muitas semelhanças.
Em 2014, no Maracanã, Mario Götze entrou no decorrer do jogo e garantiu o título da Alemanha.
Em Nova Jersey, Ferran Torres também não foi titular e garantiu o bicampeonato mundial da Espanha, que, em 2010, também foi campeã na prorrogação, contra a Holanda.
Ferran Torres, um dos oito jogadores do Barcelona na Fúria, ainda chegou a fazer o que seria o segundo gol, mas o lance foi anulado por um impedimento milimétrico.
O título espanhol em 2026 é a "cereja do bolo" de um trabalho uniforme, que busca o mesmo modelo de jogo em todas as categorias de base - inclusive, no feminino.
A Espanha, inclusive, chegou a 38 jogos de invencibilidade, em todas as competições e amistosos oficiais. Um recorde absoluto entre sul-americanos e europeus.
A última derrota da Fúria foi em março de 2024, contra a Colômbia, em um amistoso de Data Fifa.
📸 David Ramos - 2026 Getty Images







































