Estudioso da bola, Roger Machado diz que assistiu a todos os jogos do São Paulo e explica como tirar ‘raiva’ da torcida | OneFootball

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·10 marzo 2026

Estudioso da bola, Roger Machado diz que assistiu a todos os jogos do São Paulo e explica como tirar ‘raiva’ da torcida

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O técnico Roger Machado deu sua primeira entrevista coletiva como contratado do São Paulo, na noite desta terça-feira (10), no CT da Barra Funda. Ele acertou contrato com o Tricolor até dezembro de 2026.

Se o novo treinador chega com rejeição absurda da torcida, tentou no seu bom diálogo se apresentar aos são-paulinos receosos. Se mostrou um grande estudioso do futebol, citando que assistiu a todos os jogos da equipe ainda sob o comando de seu antecessor Hernán Crespo.


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Eu vi todos os jogos. Mesmo estando fora do mercado, não é prospectar a vaga de alguém, mas analisar modelos, atletas, para seguir constantemente evoluindo. O que vi do jogo do São Paulo e do elenco que o clube tem é que é equilibrado, com características que permitem diferentes sistemas. Foi assim que o Crespo usou, com três zagueiros, linha de dois, tripé na frente, enganche, pontas com amplitude. São variações que permitem um leque maior e trabalhar com diferentes sistemas”, avaliou o comandante gaúcho.

“A partir desse momento vou me aproveitar de muita coisa que já estava posto e começo a implantar questões importantes do meu jogo. Gosto de ter uma equipe equilibrada, mas que tenha uma vocação ofensiva. Isso foi um dos fatores determinantes para aceitar prontamente estar aqui. Eu me identifico com a forma historicamente que o São Paulo sempre jogou, procurando o gol, com jogo vistoso”.

“Uma das primeiras coisas que falei com os atletas é que temos o dever de manter a chama sempre acesa da conquista de títulos. Um clube grande precisa sempre olhar para o primeiro lugar. Encontrei atletas muito disponíveis e sedentos de aprendizado que os leve a grandes vitórias. A gente percebe no olhar do atleta. Vamos construir algo que nos leve à história desse clube. Você vê o olhar, o aceno de cabeça desses jogadores que querem fazer parte da história do São Paulo”, completou Roger.

Os torcedores do Tricolor foram em absurda maioria contra a vinda do treinador, em muitas manifestações nas redes sociais. O tema foi abordado na coletiva de apresentação do treinador, que respondeu como pretende mudar o panorama.

“Com muito trabalho. Na vida toda, uns chegam mais prestigiados, outros menos, mas todos conquistam a confiança do torcedor com trabalho e resultado. A avaliação do trabalho é o jogo. Eu gosto do prestígio interno, externamente a validação vem com os resultados, que às vezes acontecem mais ou menos, de uma forma que o torcedor se identifique dentro de campo, com a forma que o treinador propõe o jogo”.

“Eu enxergo uma forma desse time jogar e quero que o torcedor se identifique e queira ir ao campo ver seu time jogar. Não há outra forma, é trabalho. Eu sei que tenho que conquistar a confiança do torcedor, nunca foi diferente. Tenho certeza que ele vai me abraçar”, falou ele.

“Infelizmente ou não, nós vivemos da vitória. Já cheguei em lugares prestigiado e saí desprestigiado, já aconteceu o oposto, faz parte da nossa vida. Isso não assusta”.

PRESSÃO ASSUSTA?

Eu não me assusto com isso, confio no meu trabalho. A minha vida foi assim. Fui fazer teste para virar jogador aos 17 anos, diziam que era tarde. Eu fiz minha primeira partida como profissional, cheguei em casa e minha mãe estava com o jornal lendo que a avaliação do meu jogo dizia que o Grêmio poderia procurar outro lateral, pois aquele não poderia jogar, e fiz 505 jogos pelo clube”.

Quando quis virar treinador disseram que tem poucos treinadores negros no futebol, você não seria a exceção, e eu sou a exceção. A vida é feita de provações e é uma grande oportunidade. Eu não posso me permitir passar pelo São Paulo sem essa experiência e querendo construir essa história. Eu preciso fazer algo aqui que me faça voltar, e isso é conquista. Somos testados todos os dias. O que todos os jogadores precisam construir é uma autoestima para lidar com as pressões do dia a dia”, concluiu Roger Machado em sua apresentação no Tricolor.

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