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·12 giugno 2026

Eustáquio lidera Canadá na estreia no Mundial: “Por muito que sinta o português…”

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Stephen Eustáquio, emprestado pelo FC Porto aos Los Angeles FC até 30 de junho, esteve ao lado do selecionador Jesse Marsch na conferência de imprensa de antevisão da estreia do país anfitrião, o Canadá, no Mundial de 2026, frente à Bósnia e Herzegovina, esta sexta-feira, às 20h00, em Toronto.

Com Alphonso Davies a estar indisponível devido a lesão, tudo aponta para que seja o luso-canadiano a usar a braçadeira de capitão nesta estreia. Eustáquio, que vai disputar o seu segundo Mundial, depois de 2022, sublinhou que “este primeiro jogo é super importante” para as ambições canadianas, num Grupo B que também integra a Suíça e o Catar.


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“Se não ganharmos este primeiro jogo, cria-se pressão para o segundo jogo, o que pode ser muito difícil. Queremos começar o jogo muito bem e conseguir a vitória. Sabemos que a Bósnia quer o mesmo, é uma equipa muito forte. Já mostraram no passado que, quando as coisas se tornam mais difíceis, é aí que realmente lutam pelo resultado, por isso, mesmo que fiquemos na frente [do marcador], sabemos que o trabalho ainda não está terminado”, apontou.

Questionado sobre os principais favoritos à conquista do Mundial, o médio respondeu: “Canadá e obviamente Portugal, mas o Canadá vem primeiro”, provocando um sorriso ao seu selecionador, que comentou: “Essa é uma ótima resposta canadiana”.

Por sua vez, Jesse Marsch frisou que Eustáquio, após vários anos de experiência em competições como a Liga dos Campeões e ao serviço do Canadá em grandes torneios, não deverá sentir a pressão de um Mundial como um peso, mas antes como estímulo.

“Alguém acabou de dizer: ‘É o jogo mais importante da carreira do Steph’. Ele provavelmente já ouviu isso 40 vezes, eu provavelmente já ouvi isso 40 vezes, mas percebemos o que isto é e, aliás, se fazes disto a tua profissão, é aqui que queres estar, certo? O Steph queria ser o capitão – que sonho. É um sonho ser o capitão de uma nação anfitriã num Mundial. Ninguém aqui tem medo disso. Na verdade, é por isso que estamos a fazer isto. Sim, é responsabilidade, sim, é pressão, mas é isso que queremos, é algo que faz sentido. Adoro estar no banco quando o estádio está cheio, a pressão está ao rubro e toda a gente pensa que és um idiota. E o Steph adora o mesmo. Ele adora estar no meio do campo em todos esses momentos também”, enalteceu.

Na reta final, o técnico norte-americano voltou a destacar a entrega e o orgulho de Eustáquio, e dos restantes jogadores, em representar o Canadá: “O que sempre me impressionou é que, por muito que ele sinta o português no coração, ele é canadiano. Cada um destes rapazes é incrivelmente canadiano e o orgulho que têm em vestir a camisola, representar o país, ouvir o hino nacional… Nos EUA, por vezes tínhamos de implorar aos jogadores para cantarem o hino nacional – estes rapazes cantam-no a plenos pulmões porque querem mostrar ao país o quão orgulhosos estão de estarem aqui, de serem canadianos e de representarem o que o Canadá é. São impecáveis no caráter, na ética de trabalho e no compromisso uns com os outros e isso é o que queremos mostrar contra a Bósnia e neste torneio”.

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