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·14 luglio 2026
Ex-diretor social é expulso do São Paulo em meio a investigação por suposta corrupção

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O Conselho Deliberativo do São Paulo decidiu, nesta terça-feira (14), expulsar Antonio Donizeti Gonçalves, conhecido como Dedé, do quadro associativo do clube. Ex-diretor social do Tricolor, ele é investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público por supostas irregularidades envolvendo a empresa FGoal, responsável pela operação de alimentação e bebidas no Morumbis durante eventos.
A decisão representa uma reviravolta em relação ao parecer da Comissão de Ética, que havia recomendado apenas uma suspensão de 120 dias. Em votação, os conselheiros optaram pela pena máxima, alegando possíveis atos de gestão temerária, prejuízo financeiro e danos à imagem institucional do São Paulo.
A Comissão de Ética havia enquadrado Dedé por suposto dano à imagem do clube, sugerindo uma suspensão de 90 dias, acrescida de mais um terço por ele integrar a diretoria na época dos fatos, totalizando 120 dias.
No entanto, durante a sessão do Conselho Deliberativo, prevaleceu o entendimento de que a gravidade das acusações justificava a expulsão definitiva do ex-dirigente.
Dedé é alvo de um inquérito conduzido pela Polícia Civil e pelo Ministério Público que investiga possíveis crimes cometidos durante sua gestão no departamento social do clube.
A investigação está relacionada ao contrato firmado entre o São Paulo e a FGoal, empresa responsável pelos serviços de alimentação e bebidas em dias de jogos e eventos no Morumbis.
Segundo o clube, a empresa teria realizado movimentações financeiras consideradas irregulares por meio do sistema de pagamentos utilizado na sede social. Em fevereiro deste ano, o São Paulo rescindiu unilateralmente o contrato, que era válido até 2029, substituindo a FGoal pela empresa GSH.
A FGoal nega qualquer irregularidade e afirma que todas as operações foram autorizadas pelo então diretor social.
Em uma das ações movidas contra o São Paulo, a empresa anexou uma carta escrita e assinada por Dedé. No documento, o ex-dirigente afirma que autorizou verbalmente, juntamente com integrantes do departamento financeiro, a implementação da operação da empresa na sede social.
Segundo a carta, a FGoal assumiu custos operacionais estimados em cerca de R$ 395 mil, que poderiam ser descontados diretamente das movimentações financeiras da plataforma utilizada pelo clube.
Dedé também afirma que a diretoria financeira tinha acesso aos relatórios e acompanhava o fluxo financeiro, sustentando que os valores recebidos eram destinados ao pagamento de fornecedores e prestadores de serviço.
O caso integra uma série de investigações que têm o São Paulo como parte interessada e vítima, segundo o próprio clube. A apuração das autoridades segue em andamento para verificar se houve crimes ou prejuízos ao patrimônio tricolor.
Enquanto isso, a expulsão de Dedé reforça a postura adotada pela atual administração em relação às investigações internas e aos episódios que envolvem a gestão anterior. A decisão do Conselho Deliberativo encerra o vínculo associativo do ex-diretor com o clube, independentemente do andamento dos processos judiciais e das investigações criminais.







































