Central do Timão
·25 maggio 2026
Fernando Diniz analisa vitória do Corinthians, elogia Zakaria e comenta permanência de Memphis

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·25 maggio 2026

Após a vitória por 1 x 0 sobre o Atlético-MG, na Neo Química Arena, o técnico Fernando Diniz concedeu entrevista coletiva e avaliou o desempenho da equipe, o crescimento de Zakaria Labyad, a situação de Memphis Depay e a adaptação dos jogadores estrangeiros no elenco alvinegro. O treinador reconheceu dificuldades do Corinthians no primeiro tempo, mas destacou a evolução da equipe na etapa final e valorizou a insistência ofensiva até o gol da vitória.
“No jogo, eu achei que no primeiro tempo a gente jogou um pouco para o errado. Mais do que jogar mal, a gente jogou errado. Não estávamos achando muito os tempos de pressionar e a gente estava com muita pressa. Então, a gente errou muito o passe, sem necessidade. No segundo tempo, a gente corrigiu e jogou certo. E jogando certo, passou a jogar melhor do que jogou no primeiro tempo. E com isso, a gente empurrou muito o Atlético Mineiro para trás. Eles foram muito dedicados e se defenderam muito bem, baixaram muito o time e a gente soube ter paciência. Fomos modificando um pouco o jeito de jogar, as trocas também surtiram efeito. E provavelmente a gente ia fazer o gol do jeito que fez, com cruzamento e com bastante gente na área. Então, foi um mérito coletivo, além, obviamente, da qualidade individual do Zakaria, do cruzamento do Matheus e da finalização do Zakaria”, disse.

Foto: Agência Corinthians
Diniz também comentou o momento vivido por Zakaria Labyad e explicou que o meia vinha recebendo poucos minutos por conta da necessidade de adaptação e conhecimento do elenco.
“É um jogador que, sinceramente, eu conhecia pouco. E aqui no Corinthians, ele era muito bem avaliado pelo pessoal internamente. E eu fui conhecendo ele, eu mesmo, nos treinamentos e nos jogos. Nessa loucura de calendário, com muitos jogos um em cima do outro e, principalmente no primeiro momento, eu resolvi modificar pouco a equipe para dar um pouco de conjunto das coisas táticas que a gente estava trabalhando. Ele estava com a minutagem baixa por dois motivos. O principal, eu tinha muito pouco conhecimento do que ele era capaz de fazer. E conforme os jogos foram acontecendo e os treinamentos, eu fui me inteirando da real capacidade dele. E ele é um jogador extremamente técnico, que dá muito volume no jogo, inteligente para jogar e um grande profissional. E acredito também que foi muito mérito ele ter feito o gol hoje. Muito dedicado esse rapaz.”
Ao ser questionado sobre o trabalho com atletas estrangeiros no elenco, Fernando Diniz destacou a relação humana construída com Memphis Depay, Zakaria Labyad e Jesse Lingard.
“Eu acho que o ser humano é universal. Todo mundo tem um coração, um cérebro, tem medo, tem alegria. E isso eu encontro com muita facilidade em todos os três que você disse. O Memphis de pai ganês e mãe holandesa. O Labyad marroquino, de origem árabe. E o Jesse, eu acho que ele é de origem inglesa mesmo, britânica. Mas todos são muito parecidos conosco no sentido de que precisam de ajuda, que estão em uma terra estranha, que você precisa se aproximar. Acho que a vontade e o desejo de se aproximar e de ajudar superam muito as fronteiras do próprio idioma. Eu acho que eles se sentiram acolhidos. Eu gosto muito de fazer, de fato, essa aproximação. O Labyad é até um pouco mais fácil, porque ele fala português bem, porque jogou em Portugal, acho, duas temporadas. E o mais importante, eu acho que os três são pessoas que têm um coração, nesse sentido, muito parecido com o nosso latino. Não são pessoas minimamente frias, como a gente poderia imaginar. São pessoas que têm um coração aquecido e estão cada vez mais à vontade dentro do Corinthians”, completou.
O treinador ainda falou sobre a possibilidade de permanência de Memphis Depay após a Copa do Mundo e revelou otimismo em relação à continuidade do atacante no clube.
“A sinalização é positiva. Existe um desejo do clube, do Marcelo, do presidente, do Thiago, que está aqui, do Júlio. Todo mundo tem o desejo que o Memphis fique. Então, a sinalização é positiva. Eu espero que isso se concretize. Acho que é um jogador que pode ajudar muito o Corinthians ainda. É um jogador que tem uma qualidade muito diferente. Foi muito bom ele voltar hoje, depois de dois meses. Ele se preparou, se dedicou. Não foi o último jogo em casa, a gente tem o Platense agora na quarta-feira e depois o Memphis tem que se apresentar na seleção da Holanda. Mas eu espero que, quando a gente voltar, que ele volte conosco para nos ajudar na sequência, não só dessa temporada mas no devir dos próximos anos.”
Diniz também respondeu sobre a análise tática da partida e valorizou o comportamento defensivo da equipe, além de destacar a construção coletiva do gol marcado no segundo tempo.
“Então, sobre essa sua pergunta, o teu final contradiz a tua primeira questão, a sua afirmação de que o time, taticamente, foi mal. A parte tática do jogo, ela é a parte ofensiva e a parte defensiva. Então, defensivamente, pela sua análise, o time foi muito bem e foi muito bem de fato mesmo. Então, por aí, a gente já tinha 50% do trabalho resolvido, dividindo defesa e ataque. E acho que, no primeiro tempo, a gente, taticamente, foi mal e apressado, como eu disse na minha primeira análise. Mas, eu acho que, no segundo tempo, taticamente, a gente jogou muito bem. A gente ofereceu pouco contra-ataque para eles, eles não chegaram no gol, a gente ficou com a bola a maior parte do tempo e eles dificultaram muito por conta deles terem baixado muito a marcação. Eu acho que, no primeiro tempo, taticamente, eles jogaram melhor que a gente. Na questão do jogo, da proposta que eles tinham e do que eles tentaram fazer, eles foram mais felizes. No segundo tempo, eu acho que não. Então, assim, eu discordo um pouco da tua análise tática.
Tecnicamente, a gente teve alguns momentos em que tivemos dificuldade. O campo hoje estava diferente também, por conta das chuvas, ele estava mais escorregadio, a gente errou mais passes e domínios do que normalmente erra.
E, em relação a gente não tomar gol, é uma coisa importante, eu acho que é mérito muito dos jogadores em compreender que a gente precisa se dedicar muito para defender bem. Se a gente defende mal, a gente não teria vencido o jogo. Podia ter empatado, podia ter perdido, porque a gente só ganhou o jogo porque precisou fazer um gol só, pela insistência que o time teve no final da partida. Foi um gol, já que você falou da parte tática, um gol que teve muito conteúdo tático. A gente teve paciência para circular a bola de um lado para o outro, triangulou pelo lado, preencheu a área e estava com o rebote preenchido. Esse lance tem muita coisa importante, taticamente, para a gente conseguir fazer aquele gol, além da primazia do arremate do Zakaria”, finalizou.







































