Papo na Colina
·5 febbraio 2026
Fernando Diniz melhora todo mundo? Veja quem evoluiu e quem ainda deve no Vasco

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·5 febbraio 2026

“Eu cobro os jogadores como cobro meus próprios filhos”. Foi dessa forma que Fernando Diniz justificou a bronca dada ao elenco do Vasco durante a partida contra o Mirassol, na estreia do Campeonato Brasileiro. A cena viralizou nas redes sociais e reacendeu o debate sobre o impacto do treinador no desempenho individual dos atletas.
Após o empate com o Madureira, Diniz voltou a abordar o tema e defendeu sua postura, ressaltando que a cobrança faz parte de uma relação de respeito e entrega.
— Respeito com o jogador eu tenho no nível máximo. Trato os jogadores como se fossem meus filhos. Cobro como cobro meus próprios filhos e me entrego para que eles tenham uma vida melhor. É por isso que eles respondem bem. Se você pegar do ano passado pra cá, esses jogadores que vieram, todos melhoraram — afirmou o treinador.
Internamente, a postura do técnico é vista de forma positiva. Apesar do perfil intenso e das broncas públicas, Fernando Diniz mantém boa relação com o elenco, fator que pesou diretamente na chegada de reforços como Brenner, Alan Saldivia e Marino Hinestroza, todos com aval do treinador.
Mas, afinal, todos evoluíram sob o comando de Diniz? A resposta passa por casos distintos.
Talvez o exemplo mais emblemático do trabalho de Diniz no Vasco. Revelado em 2023 em um cenário de luta contra o rebaixamento, Rayan demorou a se firmar e chegou a ser alvo de críticas em 2024 por atuações irregulares. Com Fernando Diniz, encontrou regularidade e viveu a melhor fase da carreira: 20 gols na última temporada. O desempenho culminou na venda para o Bournemouth, na maior transação da história do clube.

Rayan comemora com Fernando Diniz — Foto: Marcos Ribolli
De nome pouco conhecido no futebol brasileiro a peça importante do elenco. O atacante chegou ao Vasco após boa passagem pelo Casa Pia, de Portugal, mas superou os próprios números no primeiro ano no clube carioca. Foram 11 gols e sete assistências, a melhor temporada da carreira — anteriormente, havia registrado nove gols e cinco assistências.

Madureira x Vasco – Nuno Moreira — Foto: Alexandre Durão
Caso de ascensão rápida. Contratado inicialmente para compor elenco, o lateral-direito ganhou espaço ao longo de 2025, tornou-se destaque e chegou até a ser convocado para a Seleção Brasileira. No entanto, o desempenho oscilou no fim da temporada passada, com atuação ruim na final da Copa do Brasil e perda de espaço em 2026.

Paulo Henrique comemora primeiro gol pela seleção brasileira — Foto: Ricardo Nogueira/Sports Press Photo/Getty Images
Apesar dos casos positivos, nem todos conseguiram evoluir sob o comando de Fernando Diniz — algo considerado natural dentro de um elenco em reformulação.
Contratado no meio de 2025 por empréstimo junto ao Crystal Palace, o meia ainda não conseguiu se firmar. Após mais de 20 jogos, não participou diretamente de gols e chegou a não sair do banco mesmo em partidas do Campeonato Carioca nas quais o elenco foi bastante rodado. A diretoria aguarda uma resposta até julho, quando se encerra o contrato.

Matheus França Vasco x Boavista — Foto: André Durão
Uma das principais contratações da era SAF, o lateral-esquerdo era referência ofensiva, especialmente pelos cruzamentos. Desde o segundo semestre de 2025, porém, caiu muito de produção. Em alguns momentos, Puma Rodríguez, lateral-direito de origem, apresentou desempenho mais consistente no setor. Em 2026, Piton atua abaixo da média esperada.

Lucas Piton sai abalado de campo após ser expulso contra o Maricá — Foto: André Durão
A declaração de Fernando Diniz escancara sua filosofia de trabalho: cobrança intensa aliada a proximidade pessoal. Os números mostram que alguns jogadores de fato evoluíram, enquanto outros ainda buscam espaço e rendimento.
Com a temporada em andamento e reforços recém-chegados, o impacto do treinador seguirá em análise constante — tanto pela diretoria quanto, principalmente, pela torcida.
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