SPFC 24 Horas
·5 marzo 2026
Fio Tricolor: Novas Polêmicas, Investigações e Disputas Judiciais!

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(Foto: Marcos Ribolli )
O ambiente político do São Paulo Futebol Clube voltou a ficar tenso nos últimos dias. O Conselho de Ética do clube decidiu abrir uma investigação para apurar a suposta compra dos áudios que deram origem ao chamado escândalo do camarote no MorumBIS, episódio que movimentou os bastidores do clube.
Inicialmente, o colegiado ouviu Douglas Schwartzmann e Mara Casares, personagens citados no caso. Em seguida, os conselheiros planejam discutir a possível participação de outros membros do clube na obtenção do material, entre eles Vinicius Pinotti e Fábio Mariz.
Contudo, a investigação sobre a compra dos áudios ainda não entrou formalmente na pauta. Antes disso, o Conselho pretende concluir as recomendações relacionadas aos depoimentos iniciais. As informações foram divulgadas pelo jornalista Valentin Furlan, do portal UOL.
Enquanto isso, o atual presidente do clube, Harry Massis, anunciou algumas medidas simbólicas e administrativas. Ele abriu mão do cartão corporativo e do plano de saúde oferecidos ao cargo e informou internamente que pretende ampliar o espaço de atuação do setor de compliance dentro do clube.
Além disso, Massis tem repetido nos bastidores que administra o São Paulo com a mesma lógica que utiliza em suas empresas. Dessa forma, ele afirma que não tolerará práticas que contrariem padrões modernos de governança e gestão.
Por outro lado, o presidente identificou falhas na integração entre executivos do clube. Por isso, ele reuniu diferentes departamentos para reforçar a importância do Programa Identidade Tricolor (PIT), iniciativa criada para prevenir e tratar desvios de conduta entre funcionários. As informações foram publicadas pelo jornalista Gabriel Sá, do canal Arquibancada Tricolor.

(Victor Monteiro/W9 PRESS/Gazeta Press)
Paralelamente às movimentações administrativas, um novo fato chamou atenção nos bastidores do clube. A Polícia Federal realizou uma operação de busca e apreensão no apartamento de André Luiz de Oliveira, conhecido como Dedé, ex-diretor social do São Paulo.
Os agentes recolheram documentos, celulares e computadores durante a diligência. Entretanto, até o momento, a operação não envolve ordem de prisão. A informação circulou inicialmente nas redes sociais por meio do perfil Tricolor na Web, na plataforma X.
Consequentemente, o episódio amplia o clima de tensão institucional que envolve o clube. Além disso, a investigação pode trazer novos elementos para compreender decisões administrativas tomadas nos últimos anos dentro da estrutura tricolor.
Outro capítulo que mantém o nome do clube no centro do debate envolve decisões tomadas durante a gestão de Julio Casares. Segundo o jornalista Pedro Lopes, também do UOL, documentos internos indicam que o departamento jurídico alertou diversas vezes contra a contratação da empresa FGoal Marketing e Eventos.
Mesmo assim, a diretoria aprovou o acordo que concedia à empresa exclusividade para explorar o setor de alimentos e bebidas do MorumBIS. Posteriormente, já sob a presidência de Harry Massis, o clube rescindiu o contrato por justa causa após identificar movimentações financeiras consideradas não autorizadas.
De acordo com o clube, essas retiradas poderiam somar aproximadamente R$ 200 mil. Contudo, a empresa contesta essa versão e afirma que recebeu autorização verbal para realizar determinadas operações durante a gestão anterior.

(Foto: Protesto da torcida do São Paulo contra a diretoria do clube – Divulgação | X)
Ainda em novembro de 2022, o departamento jurídico apontou fragilidades relevantes na empresa contratada. Primeiramente, o relatório indicou ausência de experiência comprovada no setor de operação de alimentos e bebidas em grandes eventos.
Além disso, os documentos mencionaram a falta de lastro patrimonial e capacidade financeira da empresa. Por fim, os advogados alertaram que a manutenção do acordo poderia colocar em risco a reputação institucional do clube.
Apesar desses alertas, o processo avançou internamente. A empresa teria sido apresentada ao clube por intermédio de Mara Casares e de André Luiz de Oliveira. Em seguida, Dedé emitiu parecer favorável à negociação, enquanto o então CEO Márcio Carlomagno aprovou a assinatura do contrato.
Posteriormente, já na atual gestão, o clube rompeu o contrato com a empresa. Em resposta, a FGoal Marketing e Eventos ingressou com ação judicial contra o São Paulo e passou a cobrar cerca de R$ 5 milhões em indenizações, incluindo danos morais, materiais e lucros cessantes.
Segundo informações do portal ge, a empresa afirma que utilizava os valores retirados das contas do clube para pagar três funcionários responsáveis pela manutenção e fiscalização das maquininhas de pagamento, com custo mensal aproximado de R$ 13 mil.
Por fim, a crise administrativa também gerou críticas políticas internas. A Frente Democrática em Defesa do São Paulo Futebol Clube manifestou preocupação com nomeações recentes feitas por Harry Massis. O grupo afirma que algumas escolhas mantêm figuras ligadas à antiga gestão, como apoiadores de Julio Casares, e defende uma reconstrução estrutural mais profunda na governança do clube.
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