Jogada10
·4 febbraio 2026
Flamengo endurece estatuto contra dirigentes de outros clubes

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O Conselho Deliberativo do Flamengo promoveu uma alteração rigorosa nas regras políticas do clube na noite desta terça-feira (3). Em reunião realizada na Gávea, os conselheiros aprovaram, por ampla maioria, uma emenda ao estatuto proposta pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap. A nova diretriz estabelece um bloqueio temporário: dirigentes, investidores ou gestores de outras agremiações terão que cumprir um período obrigatório de 12 meses de afastamento antes de assumirem qualquer cargo ou participarem dos poderes rubro-negros. O placar final apontou 409 votos a favor, 111 contra e 15 abstenções.
Desse modo, a mudança amplia drasticamente o alcance dos artigos 54 e 77 do estatuto. Anteriormente, a restrição focava apenas em sócios que ocupassem cargos de direção em clubes rivais diretos (que disputassem competições oficiais contra o Flamengo no futebol ou remo). Agora, o texto fecha o cerco contra a influência financeira externa. A proibição passa a atingir qualquer pessoa que atue, direta ou indiretamente, como acionista, cotista, consultor ou gestor de Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), sejam elas nacionais ou estrangeiras.

Bap consegue uma vitória nos bastidores rubro-negros – Foto: Reprodução Youtube canal Flamengo TV
A emenda detalha minuciosamente as condições para evitar interpretações dúbias, equiparando a figura do investidor à do gestor. Com isso, o associado do Flamengo que realizar aportes financeiros, empréstimos, oferecer garantias ou der qualquer suporte econômico a outro clube — mesmo que de forma gratuita ou eventual — ficará impedido de atuar na política da Gávea. O objetivo central é eliminar conflitos de interesse, garantindo que tomadores de decisão no Flamengo não tenham vínculos comprometedores com outras instituições esportivas.
Por fim, para recuperar a elegibilidade e os direitos políticos plenos, o associado precisará comprovar o desligamento total da outra entidade. A regra estipula que o prazo de 12 meses só começa a contar a partir da data oficial da saída ou do fim do vínculo econômico. Na prática, essa “trava” de um ano serve como um mecanismo de governança para proteger o clube em um cenário onde a multipropriedade e as SAFs ganham cada vez mais espaço no futebol brasileiro. A aprovação reflete o desejo da gestão Bap de modernizar o estatuto e blindar o Flamengo de interesses cruzados.








































