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·16 luglio 2026

Flamengo entra em conflito com a FIFA por Copa do Mundo e Maracanã

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Uso do Maracanã pela FIFA na Copa do Mundo Feminina do ano que vem agita os bastidores


A preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027 abriu um novo capítulo de discussões envolvendo o Maracanã. Responsável pela administração do estádio, o Consórcio Fla-Flu questiona exigências impostas pela FIFA para a realização do torneio. Especialmente em relação ao período de utilização exclusiva da arena e às responsabilidades sobre obras e preservação do gramado.

Diante do impasse, a entidade máxima do futebol enviou um ofício ao Governo do Estado do Rio de Janeiro solicitando apoio para garantir o cumprimento das obrigações previstas no contrato firmado para a competição. A atitude da FIFA não agradou Flamengo e Fluminense.


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POR QUE O CONSÓRCIO FLA-FLU CONTESTA AS EXIGÊNCIAS DA FIFA?

O principal ponto de divergência envolve o tempo em que o Maracanã ficará reservado exclusivamente para a Copa do Mundo Feminina. Pelo acordo, a FIFA terá posse exclusiva do estádio a partir de 14 dias antes da primeira partida realizada no local.

No entanto, existe também o chamado “Período de Proteção do Gramado”, que prevê 28 dias de preservação antes da estreia no estádio, além de mais cinco dias após o encerramento dos jogos. Atualmente, o Maracanã está confirmado como palco da grande decisão do Mundial e também aparece como candidato para receber a partida de abertura.

O Consórcio Fla-Flu tenta reduzir esse prazo de preservação para minimizar os impactos no calendário de Flamengo e Fluminense antes da paralisação das competições nacionais. A Copa do Mundo Feminina será disputada entre 24 de junho e 25 de julho de 2027.

O QUE A FIFA COBROU DO GOVERNO DO RIO?

Em documento enviado no fim de junho, a FIFA solicitou que o Governo do Estado intervenha para assegurar o cumprimento das cláusulas previstas no Contrato de Estádio. Entre os pontos destacados estão o período de uso exclusivo da arena, a preservação do gramado e a realização das adequações necessárias para receber a competição.

Segundo o diretor de operações da Copa do Mundo Feminina de 2027, Thiago Jannuzzi, após meses de planejamento e desenvolvimento dos projetos, a concessionária passou a alegar que os prazos estabelecidos poderiam afetar indicadores previstos no contrato de concessão firmado com o Estado.

EM RESUMO, QUAIS SÃO AS PREOCUPAÇÕES DO CONSÓRCIO?

Na avaliação da concessionária, atender integralmente às exigências da FIFA pode gerar consequências financeiras e administrativas. Entre os possíveis impactos estão redução nas notas de desempenho da concessão, reajustes na outorga, aplicação de penalidades contratuais e outros mecanismos previstos no acordo com o Governo do Estado.

COMO FICARÃO AS OBRAS NO MARACANÃ, PORTANTO?

Outro tema em discussão diz respeito às adaptações necessárias para adequar o Maracanã aos padrões exigidos pela FIFA. A entidade entende que as melhorias precisam ser executadas para garantir o funcionamento da arena durante a Copa.

Por outro lado, o Consórcio Fla-Flu argumenta que não é responsável por todos os investimentos solicitados. A expectativa é que as intervenções sejam divididas entre o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Prefeitura da capital. A informação é do portal GE.

QUAL É A POSIÇÃO DAS PARTES, ENTÃO?

Em resumo, o Governo do Estado informou que ainda não há definição sobre os temas debatidos entre a concessionária e a FIFA. A entidade, por sua vez, afirmou que não comenta negociações em andamento, destacando apenas que segue trabalhando em conjunto com os parceiros para viabilizar a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027.

O Consórcio Fla-Flu não se manifestou sobre o caso até o momento, também de acordo com o site GE. Enquanto isso, as conversas continuam para definir os termos da utilização do Maracanã durante o principal torneio do futebol feminino mundial.

QUAL É A OPINIÃO DO AUTOR, AFINAL?

— Em relação ao período da Copa do Mundo, ok, o prejuízo é pequeno, pois o Brasileirão vai parar. Mas esse prazo de quase um mês de preservação do gramado é muito preocupante. Em maio do próximo ano, o Flamengo terá partidas decisivas da primeira fase da Libertadores, além de rodadas do Brasileirão. Imagina tudo isso sem o Maracanã? Que essa questão seja resolvida o mais rápido possível, sem prejudicar o Flamengo —, opinou Pedro Paulo Catonho, jornalista do Coluna do Fla.

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