Gazeta Esportiva.com
·2 febbraio 2026
Flamengo x Corinthians: CBF divulga áudio do VAR e justifica expulsão em volta do intervalo

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A final da Supercopa do Brasil entre Flamengo e Corinthians, disputada neste domingo e conquistada pelo Timão, teve uma polêmica de arbitragem que gerou debate. O árbitro Rafael Rodrigo Klein expulsou Carrascal, do Rubro-Negro, após o intervalo por conta de um lance que aconteceu pouco antes do fim da primeira etapa. O jogador acertou o resto de Bidon com uma cotovelada.
O árbitro foi chamado à cabine do VAR para rever o lance no retorno para o segundo tempo e interpretou como cartão vermelho, deixando o Flamengo com um a menos. No áudio divulgado pela CBF na noite deste domingo, Klein mostra dúvida quanto ao protocolo de checagem por ser logo após o intervalo, quando os times haviam retornado há pouco ao gramado.
“Eu preciso comunicar alguma coisa aqui fora ou não? Alguém me avisa se preciso fazer alguma coisa aqui fora”, questionou o juiz. Ele foi instruído pela equipe do VAR de que não era necessário, mas decidiu chamar os capitães Arrascaeta e Gustavo Henrique para uma conversa no centro do campo.
“Durante o intervalo, a equipe VAR encontrou evidências de uma conduta violenta nesse último lance. Eu vou ser chamado agora para rever o lance, que não foi visto aqui no campo, porque se trata de uma conduta violenta e eu posso fazer isso em qualquer momento da partida. E vou fazer isso agora, ok?”, disse Klein aos jogadores.

(Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)
Árbitro de vídeo, o paranaense Rodolpho Toski Marques explicou o lance que seria para possível cartão vermelho. Após a revisão na cabine à beira de campo, Rafael Klein avaliou que Carrascal fez um “movimento de soco” em direção a uma parte sensível do adversário – o rosto de Bidon.
“Eu vou te mostrar o ponto de contato, Klein, e depois em velocidade em 30%, você vai ver a mão fechada, fora da disputa de bola, uma conduta violenta atingindo o queixo do adversário”, explicou Rodolpho Toski.
“Ok. Eu vejo o jogador fora da disputa da bola fazendo o movimento de soco, com a mão fechada, em direção a uma parte sensível do seu adversário, que é o rosto. A minha decisão é cartão vermelho para o número 15 [Carrascal] por conduta violenta, ok?”, concluiu Klein, que voltou a campo e expulsou Carrascal.
A CBF também publicou uma nota oficial explicando a decisão de chamar Rafael Rodrigo Klein ao monitor apenas após o intervalo da decisão. A entidade esclareceu que, em um primeiro momento, as imagens disponíveis eram inconclusivas. Depois das equipes terem descido aos vestiários, uma nova checagem “permitiu a identificação clara da infração”, o que fundamentou a recomendação de revisão.
“O procedimento adotado está amparado no Livro de Regras 2025/26 e no Protocolo do VAR da FIFA, que autorizam a intervenção do VAR em casos de conduta violenta a qualquer momento da partida, inclusive após o reinício do jogo”, escreveu a CBF em comunicado.
A entidade ainda informa que, no intervalo da partida, houve uma queda de energia elétrica em diversos setores do estádio, inclusive na cabine do VAR. Diante deste cenário e sem a recuperação da energia, a final transcorreu sem o uso do VAR por cerca de 20 minutos. A CBF, porém, garante que a arbitragem seguiu todos os protocolos internacionais.
“A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) esclarece que a expulsão do atleta Jorge Carrascal, na partida entre Flamengo e Corinthians, pela Supercopa Rei, ocorreu após checagem das imagens disponíveis, realizada pela equipe de VAR a partir do momento do lance, e que foi concluída quando os jogadores já haviam descido para o intervalo.
Neste procedimento, foi identificada evidência de conduta violenta envolvendo o jogador nº 15 do Flamengo (Carrascal) contra o jogador nº 7 do Corinthians (Breno Bidon), em lance ocorrido fora da disputa da bola e com o jogo parado.
Inicialmente, as imagens disponíveis não apresentavam evidência conclusiva, razão pela qual o primeiro tempo foi encerrado normalmente. Ainda durante os procedimentos, uma nova checagem permitiu a identificação clara da infração, o que fundamentou a recomendação de revisão para que o árbitro pudesse avaliar e a consequente expulsar o atleta.
O procedimento adotado está amparado no Livro de Regras 2025/26 e no Protocolo do VAR da FIFA, que autorizam a intervenção do VAR em casos de conduta violenta a qualquer momento da partida, inclusive após o reinício do jogo (leia mais ao fim da nota).
A CBF informa ainda que, no intervalo da partida, houve uma queda de energia elétrica em diversos setores do estádio, inclusive na VOR (Vídeo Office Room, a Cabine do VAR).
O sistema de contingência (no-break) manteve a operação do VAR por aproximadamente 15 minutos. Como a energia na região não foi restabelecida prontamente a partida transcorreu sem o uso do VAR entre os 15 e os 34 minutos do segundo tempo.
A arbitragem cumpriu integralmente os protocolos internacionais, com comunicação aos capitães e aos treinadores das duas equipes.
A Comissão de Arbitragem reforça que todas as decisões tomadas em campo seguiram rigorosamente as Regras do Jogo, sem qualquer prejuízo técnico ou esportivo à partida“.








































