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·9 luglio 2026

França prova mais uma vez por que é a principal candidata ao título da Copa do Mundo

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Se ainda existia qualquer dúvida sobre o favoritismo da França nesta Copa do Mundo, ela praticamente desapareceu após a vitória por 2 a 0 sobre o Marrocos, pelas quartas de final. A equipe comandada por Didier Deschamps não apenas garantiu sua vaga entre as quatro melhores seleções do torneio, mas também entregou mais uma atuação que evidencia a força de um elenco capaz de controlar diferentes cenários dentro de uma mesma partida.

O placar poderia até sugerir um confronto equilibrado, mas a realidade em campo foi diferente. Desde o apito inicial, a França tomou conta das ações, pressionou a saída de bola marroquina, ocupou o campo ofensivo durante a maior parte do tempo e criou oportunidades suficientes para construir um resultado ainda mais confortável. Mesmo enfrentando um Marrocos bem organizado defensivamente e um Bono inspirado, os franceses nunca deixaram de acreditar que o gol sairia naturalmente.


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Logo nos primeiros minutos, Kylian Mbappé já obrigou Bono a fazer uma grande defesa em chute de média distância. Pouco depois, Dayot Upamecano apareceu livre em uma bola aérea e também parou no goleiro marroquino. Era apenas o início de uma pressão constante que acompanharia praticamente toda a primeira etapa.

Enquanto o Marrocos buscava sobreviver apostando em contra-ataques e lançamentos longos, a França fazia exatamente o oposto. Com posse de bola, troca rápida de passes e muita movimentação entre os homens de frente, a equipe de Didier Deschamps encontrava espaços pelos lados do campo e empurrava o adversário para perto da própria área.

A participação de Désiré Doué também merece reconhecimento. O jovem atacante foi um dos jogadores mais ativos do setor ofensivo francês durante todo o confronto. Além de criar desequilíbrios pelos lados do campo, participou diretamente das jogadas que mais levaram perigo ao gol defendido por Bono e foi peça importante para manter a intensidade ofensiva da equipe.

Mesmo criando inúmeras oportunidades, a França encontrou um obstáculo chamado Bono. O goleiro marroquino protagonizou uma sequência de grandes intervenções e viveu uma das melhores atuações individuais da partida. O momento mais emblemático aconteceu aos 25 minutos, quando Mbappé sofreu pênalti após uma jogada individual. O próprio atacante foi para a cobrança, mas acabou parando novamente nas mãos do camisa 1 marroquino.

O erro poderia ter abalado qualquer seleção. Não a França.

Talvez esse seja justamente o aspecto que mais impressiona neste time. Em nenhum momento houve desespero, queda de rendimento ou mudanças bruscas de comportamento. Os franceses seguiram controlando a posse, ocupando o campo ofensivo e criando oportunidades, demonstrando uma maturidade típica de equipes acostumadas a disputar grandes decisões.

Essa tranquilidade faz da França uma seleção extremamente difícil de enfrentar. O time não depende exclusivamente de um momento de inspiração de seus principais jogadores. Existe um funcionamento coletivo muito sólido, no qual todos entendem suas funções e conseguem manter o mesmo padrão de desempenho durante os 90 minutos.

MBAPPÉ VOLTA A DECIDIR QUANDO O JOGO MAIS PRECISAVA

É impossível falar da França sem mencionar Kylian Mbappé. Mesmo desperdiçando a cobrança de pênalti, o camisa 10 mostrou novamente por que continua sendo um dos jogadores mais decisivos do futebol mundial.

Ao invés de desaparecer após o erro, Mbappé aumentou sua participação no jogo. Continuou atacando os espaços, chamou a responsabilidade, buscou jogadas individuais e foi constantemente a principal preocupação da defesa marroquina.

A recompensa veio no segundo tempo.

Depois de mais uma boa construção ofensiva, Désiré Doué encontrou Mbappé em boas condições para finalizar. O atacante bateu colocado e abriu o placar, coroando uma atuação que já era dominante antes mesmo do gol.

Poucos minutos depois, voltou a ser protagonista. Demonstrando visão de jogo e muita categoria, deu um toque de calcanhar para Ousmane Dembélé invadir a área e ampliar a vantagem francesa. Mais do que uma assistência, foi uma jogada que simbolizou a confiança e a qualidade técnica de um jogador acostumado a decidir confrontos importantes.

Mbappé terminou a partida com um gol, uma assistência e participação direta nas principais oportunidades criadas pela França, reforçando sua condição de líder técnico da equipe.

MICHAEL OLISE CRESCE SILENCIOSAMENTE E SE TORNA PEÇA INDISPENSÁVEL

Se Mbappé concentra os holofotes, Michael Olise vai conquistando espaço de maneira mais discreta, mas igualmente importante.

O meia fez mais uma partida extremamente inteligente. Sempre bem posicionado entre as linhas de marcação do Marrocos, ofereceu opções de passe durante toda a partida e ajudou a acelerar a circulação da bola, tornando o sistema ofensivo francês ainda mais imprevisível.

Foi dele, inclusive, um dos passes que encontrou Mbappé em excelente condição de finalizar logo no início do segundo tempo, em uma jogada posteriormente anulada por impedimento. O lance mostrou a capacidade de Olise de enxergar espaços antes dos demais jogadores.

Mais do que números, o meia entrega equilíbrio. Ele aproxima o setor de criação do ataque, participa da construção das jogadas e contribui sem a bola, pressionando a saída adversária e recuperando a posse rapidamente.

Talvez ainda não seja o jogador mais lembrado quando se fala da seleção francesa, mas atuações como a desta quinta-feira mostram que Olise deixou de ser apenas uma promessa para se tornar um dos pilares do esquema de Didier Deschamps.

UMA SELEÇÃO CONSTRUÍDA PARA DISPUTAR TÍTULOS

Outro ponto que chama atenção nesta França é a quantidade de soluções disponíveis dentro do elenco.

Quando Mbappé não consegue decidir sozinho, Dembélé aparece. Quando os pontas são marcados, Doué cria alternativas. Se o ataque encontra dificuldades, a defesa transmite segurança com nomes experientes como Upamecano e Lucas Digne. No gol, Mike Maignan praticamente não foi exigido durante boa parte da partida, reflexo da excelente organização defensiva da equipe.

Não existe dependência de um único atleta. Existe um conjunto extremamente competitivo, capaz de controlar o ritmo do jogo, pressionar o adversário, administrar vantagens e acelerar quando necessário.

Essa versatilidade explica por que a França alcança sua terceira semifinal consecutiva em Copas do Mundo. Não é apenas talento individual. É continuidade de trabalho, profundidade de elenco e uma identidade de jogo consolidada há anos.

O FAVORITISMO CRESCE A CADA FASE

A vitória sobre o Marrocos reforça uma sensação que vem acompanhando a seleção francesa durante toda a competição: a de que poucos times conseguem competir no mesmo nível quando a equipe apresenta seu melhor futebol.

Mesmo desperdiçando um pênalti, enfrentando um goleiro inspirado e encarando um adversário que vinha embalado por uma campanha histórica, a França manteve o controle absoluto da partida, não permitiu que o rival crescesse emocionalmente e resolveu a classificação com naturalidade no segundo tempo.

Agora, a seleção aguarda Espanha ou Bélgica para conhecer seu adversário na semifinal. Independentemente de quem avance, a impressão deixada pelas quartas de final é clara: eliminar a França exigirá uma atuação praticamente perfeita.

Pelo futebol apresentado até aqui, pela qualidade de seu elenco e pela maturidade demonstrada nos momentos decisivos, os franceses chegam à reta final da Copa do Mundo transmitindo exatamente a imagem que todo candidato ao título deseja passar: a de um time preparado para levantar mais uma taça mundial.

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