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·9 giugno 2026
Guia da Copa do Mundo: tudo o que você precisa saber sobre o Grupo F

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No Grupo F, equilíbrio parece ser a palavra certa para descrever as seleções que vão competir entre si. Na teoria, a Holanda, pela história que carrega, assim como pela convocação recheada de jogadores de qualidade, pode ser vista com ligeiro favoritismo.
Ainda assim, Suécia e Japão ficam pouco atrás. Serão, certamente, uma dor de cabeça. A Tunísia, por sua vez, pode ser vista como a zebra, mas também não está tão pouco habituada a este tipo de cenário.
Vale destacar que, entre estas quatro nações, nenhuma delas sabe o que é levantar o troféu da Copa do Mundo. Apesar disso, holandeses e suecos sabem o que é disputar uma final. A Laranja Mecânica já esteve em três, sendo a última em 2010, quando acabou derrotada pela Espanha. Os nórdicos, em 1958, quando foram país-sede e perderam para o Brasil.
Não é, de forma alguma, a seleção africana com mais tradição em Mundiais; ainda assim, esta Tunísia já soma três participações consecutivas no maior torneio do mundo. Um claro sinal de consistência, depois de garantir mais uma classificação em um grupo em que era amplamente favorita, com a Namíbia, Libéria Maláui, Guiné Equatorial e São Tomé e Príncipe. Nove vitórias em dez jogos, zero gols sofridos e 22 marcados.
Realisticamente, não vai ser fácil garantir a vaga nas oitavas de final. Curiosamente, na Copa do Mundo de 2022, disputada no Catar, os tunisianos estrearam com uma vitória sobre a França, elevando ligeiramente as expectativas. Tudo isso foi do 8 ao 80. Rapidamente veio uma derrota para a Austrália e, depois, um empate com a Dinamarca, o que selou a eliminação.
No CAN disputado em 2025, a Tunísia ainda conseguiu avançar às oitavas, depois de vencer Uganda, empatar com a Tanzânia e perder para a Nigéria. Na fase seguinte, caiu nos pênaltis diante do Mali. Quando o nível sobe, a equipe norte-africana parece oscilar um pouco. Isso pode, claramente, ser um problema no Mundial.
assumiu pouco depois da eliminação nas oitavas do CAN 2025, quando a federação tunisiana optou por encerrar a passagem de Sami Trabelsi, após o técnico ter regressado em fevereiro de 2025 (já havia comandado a seleção entre 2011 e 2013).
Com isso, Sabri Lamouchi, ex-jogador com mais de 12 convocações pela França, assumiu o comando. O franco-tunisiano vinha de treinar o Al-Diriyah, da segunda divisão saudita, em sua experiência mais recente. Além disso, já dirigiu, por exemplo, Nottingham Forest, Rennes e a Costa do Marfim, inclusive na Copa do Mundo de 2014.
81 vezes em campo pela Tunísia e com participação em duas Copas e quatro CANs. Capitão da equipe. Ellyes Skhiri é a grande referência da seleção tunisiana. O meio-campista do Eintracht Frankfurt é fisicamente forte e apresenta uma excelente capacidade de desarme. O volante permite que a Tunísia seja bastante organizada em campo, reforçando a coesão defensiva, uma das grandes armas deste time.
Ainda não está no mesmo nível de protagonismo de Skhiri, mas o talento pode, claramente, levá-lo a esse patamar. Hannibal Mejbri é um meio-campista de 23 anos que foi formado por Monaco e Manchester United — onde chegou a estrear profissionalmente. A escola foi boa. Além disso, representa o Burnley, já com rodagem na Premier League. É um meio-campista que se destaca pela qualidade de passe e pela capacidade de conectar defesa e ataque. Já soma 44 convocações em uma idade tão jovem. Ainda falta ver para onde a carreira vai nos clubes, mas este é, sem dúvida, um belo nome para ficar de olho.
Foi um drama para chegar até aqui, mas a Suécia garantiu mesmo um lugar nesta Copa do Mundo. Uma vitória sobre a Polônia, no playoff, levou a seleção nórdica à classificação. 3 a 2, com o inevitável Viktor Gyökeres, jogador do Arsenal marcando o gol decisivo.
Superado esse sofrimento, é hora de olhar para a frente. Nessa mesma direção estará um Grupo F cheio de equilíbrio e que vai exigir o máximo da seleção. Vale lembrar que a Suécia ficou fora da Copa do Catar justamente porque, na ocasião, foi eliminada pela seleção polonesa. Robert Lewandowski e companhia não tiveram piedade, mas receberam o troco em 2026.
Neste momento, a geração sueca está um pouco diferente. Surgiram Gyökeres, Gustaf Lagerbielke, Daniel Svensson, Hugo Larsson — que não foi convocado — e até Benjamin Nygren. No meio disso tudo, Alexander Isak e Anthony Elanga assumiram papel de maior destaque e Viktor Lindelof é um dos líderes. Saiu Zlatan Ibrahimovic, provavelmente o maior atacante sueco de todos os tempos. Ainda assim, esta geração tem nomes suficientes para alimentar a esperança dos torcedores suecos.
A grande dúvida será mesmo o estado físico de Isak, após sofrer uma fratura na fíbula. O atacante voltou aos gramados em abril, mas ainda parece fora do ritmo ideal.
Graham Potter é um nome perfeitamente conhecido dos amantes de futebol. Fez enorme sucesso no Brighton & Hove Albion, potencializando vários jogadores, o que o levou ao Chelsea, um patamar em que já não deu certo. Depois, veio ainda uma breve passagem pelo West Ham, que também não trouxe sorte.
O técnico inglês foi uma escolha curiosa para comandar a seleção sueca, mas não chegou às cegas. No início da carreira, o britânico passou pelo Ostersunds FK, da Suécia, onde inclusive conquistou uma taça.
Um dos maiores atacantes do futebol internacional. Após o grande sucesso ao serviço do Sporting, o centroavante teve a oportunidade de rumar ao Arsenal. Começou por não corresponder de imediato às expectativas, mas, ao longo da temporada, conseguiu estabilizar o nível de atuação. É um dos grandes destaques desta seleção, embora, em condições normais, a principal figura seria Alexander Isak, não fosse a lesão.
Ainda não se firmou como titular absoluto, até porque os nórdicos estão bem servidos no meio, mas Lucas Bergvall, atual jogador do Tottenham, promete ser um dos rostos desta equipe. O jovem de 20 anos é peça importante no time inglês, em uma liga de altíssimo nível como a Premier League. Assim como ele, Daniel Svensson e Hugo Larsson, de 24 e 21 anos, também são jogadores empolgantes. O último acabou não fazendo parte da lista de 55 convocados.
Nunca se pode subestimar a Laranja Mecânica. A equipe comandada por Ronald Koeman, que chegou às semifinais do Euro 2024, apresenta uma geração bastante coesa, com uma mistura de juventude que pode render frutos e alguma experiência já testada no futebol de mais alto nível.
A classificação para a Copa do Mundo 2026 foi praticamente impecável. Em um grupo que também tinha Polônia, Finlândia, Malta e Lituânia, os holandeses não sofreram nenhuma derrota e levaram apenas quatro gols em oito jogos. Como dito acima, é possível considerar esta seleção como favorita a terminar em primeiro no grupo.
Depois de cair nas quartas de final da Copa do Mundo, diante da campeã mundial Argentina, a Holanda pode sonhar em ir ainda mais longe. A concorrência é forte, mas a irreverência — junto com gerações de enorme qualidade — já levou o país a três finais, todas terminadas em derrota.
Um nome que dispensa apresentações. Como jogador, soma 78 vezes pela seleção holandesa. Pelo meio, celebrou um Euro 1998, conquistado diante da União Soviética. Foi titular nessa final resolvida por Ruud Gullit e Marco van Basten. No papel de treinador, já passou por Barcelona, Ajax, Benfica, Feyenoord... a lista é extensa. Este será o primeiro Mundial de Ronald Koeman como treinador, mas isso provavelmente não será um problema para um senhor do futebol.
Virgil Van Dijk é o grande pilar desta seleção. O zagueiro do Liverpool, capitão habitual, se apresenta como o chefe da defesa, oferecendo muita segurança ao setor.
Jogador dos Reds há nove temporadas, o zagueiro holandês está acostumado aos grandes palcos. Já venceu duas Ligas dos Campeões e mais duas Premier Leagues. Experiência é o que não falta, assim como talento e voz de comando. É um dos melhores zagueiros de todos os tempos.
À primeira vista, pode não parecer a escolha mais óbvia, mas Hato é um dos atletas que pode, claramente, ganhar destaque ao serviço da Holanda. Teve papel de destaque no Chelsea — em uma temporada difícil para os Blues — e mostrou que tem valor para atuar nos grandes palcos.
Pode jogar tanto como zagueiro pela esquerda quanto na lateral. Junta a velocidade à boa qualidade no passe, sendo útil em uma fase de construção mais recuada. Pode ser um bom protótipo de substituto de Nathan Aké, que tem características parecidas.
Uma seleção sempre capaz de surpreender. Não dá para esquecer as vitórias sobre Alemanha e Espanha na Copa do Mundo de 2022. O problema costuma vir depois, na fase eliminatória. Nas oito participações em Copas do Mundo, os japoneses caíram quatro vezes nas oitavas.
As opções para o ataque trazem motivos para algum otimismo. Daizen Maeda, do Celtic Ayase Ueda, Takefusa Kubo e Keito Nakamura são alguns dos jogadores que podem levar esta seleção a outro nível. No meio-campo, as opções também são interessantes.
Curiosamente, o técnico japonês Hajime Moriyasu também chamou Yuto Nagatomo, histórico lateral de 39 anos. Já em idade avançada e defendendo o FC Tokyo, na capital do seu país, o lateral-esquerdo vai para a quinta Copa do Mundo consecutiva. Uma instituição daquela nação, com mais de 100 jogos pela seleção.
No comando da seleção principal desde 2018, Hajime Moriyasu pode sonhar em fazer o que ainda não foi feito: passar das oitavas de final. O grupo é equilibrado, vai trazer desafios, mas não representa o impossível.
O técnico já teve sucesso em clubes, vencendo três ligas japonesas no comando do Sanfrecce Hiroshima. Pelo caminho, ainda conquistou outras três Supercopas do Japão. Vale lembrar que ele também foi jogador, somando 24 convocações. Fez toda a carreira em solo japonês.
Dono de uma perna esquerda fenomenal, Take Kubo é daqueles atletas capazes de decidir uma partida. Embora tenha lidado com uma lesão muscular nesta temporada, o que acabou tirando seu ritmo de jogo, o ponta está pronto para competir e pode ser o rosto deste Japão.
Há várias temporadas na Real Sociedad, Kubo é um jogador de muita técnica, boa capacidade de drible e útil nas zonas de decisão. Chegou a ser contratado pelo Real Madrid aos 18 anos, mas nunca estreou pela equipe merengue.
Os goleiros dificilmente ganham destaque. O brilho, normalmente, vai para os jogadores de linha, mas, neste caso, a menção precisa ser feita. Zion Suzuki é um goleiro de 23 anos com características muito interessantes. Medindo 1,90m, também tem bom jogo com os pés, embora às vezes possa arriscar demais.
O goleiro do Parma, já com 24 convocações pelo Japão, tomou conta do gol da equipe italiana e, há duas temporadas, foi uma das boas surpresas nessa posição. Pode, perfeitamente, ser um dos nomes que, em caso de bom torneio, saltam para outro patamar.
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