Zerozero
·6 giugno 2026
Guia do Mundial: tudo o que precisa de saber sobre o Grupo C

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·6 giugno 2026

O Campeonato do Mundo está mesmo ao virar da esquina! Com a contagem decrescente cada vez mais próxima do zero, é o zerozero que se chega à frente para apresentar as 48 seleções participantes através de 12 artigos - um para cada grupo da competição. Saiba mais sobre cada uma das nações, incluindo o seu onze tipo e alguns dos principais nomes. Venha connosco!
Seguimos para o Grupo C desta fase de grupos. É um grupo que chama desde logo à atenção por ter um dos eternos candidatos à conquista do troféu - que pertence a um lote restrito dos oito anteriores vencedores -, mas conta também com um nome nada habitual, um regresso esperado e um antigo «carrasco» de Portugal.
O Brasil é um dos membros deste grupo, sempre carregado pelo peso de ser eterno candidato, fruto dos cincos Mundiais que conquistou no passado - 2002, 1994, 1970, 1962 e 1958. Conta com alguns dos nomes mais entusiasmantes do Mundo e, nesta edição, com o acréscimo de ter no comando o histórico Carlo Ancelotti.
De resto, o Grupo C conta com uma seleção de Marrocos que fez furor na última edição do Mundial, em 2022, no Catar, e vai em busca de o repetir, uma Escócia que está de regresso a Campeonatos do Mundo 28 depois e um Haiti nada habituado a estas andanças, mas também de regresso, 52 (!) anos depois.
Número de participações: sete
Melhor prestação: 4º lugar
É uma seleção que tem ganho mais e mais nome e é já considerada presença comum - vai para a sua 3ª edição seguida. Colocou todos os holofotes em si quando, em 2022, eliminou Portugal (1-0), foi às meias finais - perdeu com França, por 2-0 - e acabou em 4º lugar, a melhor classificação da sua história.
Olhamos, por isso, para uma seleção em ascensão, que chega a esta prova como a campeã africana em título - pelo menos oficialmente, depois de toda a polémica que houve na final do CAN 2025, com o Senegal - e, assim, com alguma responsabilidade de representar um continente no palco Mundial.
Contam com um plantel que chama à atenção, até porque o jogador marroquino tem crescido e é já presença comum na elite do futebol europeu. Têm a oportunidade de batalhar com o Brasil pela liderança do grupo, de olhos postos em aproximar-se, igualar ou melhorar o histórico ano de 2022. Querem chegar ao Mundial 2030, que vão organizar com Espanha e Portugal, na mó de cima.
Se lhe é um nome desconhecido, não se preocupe. É relativamente normal. Isto porque Ouahbi tem apenas 49 anos e esta é a sua primeira experiência como treinador principal a este nível. Já passou pela conhecida formação do Anderlecht como técnico, mas esteve os últimos quatro anos ligado à Federação Marroquina de Futebol (FRMF), dos Sub-18 aos sub-23. Tem agora um teste de fogo.
Há largos anos que pensar em futebol marroquino é pensar no lateral direito. É a maior figura do seu país e impulsiona o jogo da sua equipa - clube e seleção - por um pulmão incansável na direita. Chegou, em tempos, a assumir um papel mais adiantado por Marrocos, mas as opções marroquinas têm aumentado nos últimos anos e voltou ao seu habitat natural. Muitas das esperanças do seu país estão naquela ala direita.
É reforço recente. Chegou a ser capitão dos sub-21 franceses, mas escolheu representar Marrocos antes deste Mundial. Tem apenas 18 anos e foi uma das grandes revelações da Ligue 1 dos últimos dois anos, brilhando ao serviço do Lille. É um box-to-box que pode carregar os sonhos marroquinos até bem longe e que promete apresentar-se ao futebol mundial definitivamente.
Outros jogadores importantes: Youssef En-Nesyri (Al-Ittihad), Yassine Bono (Al-Hilal), Noussair Mazraoui (Manchester United), Abde Ezzalzouli (Real Betis) e Brahim Díaz (Real Madrid)
Número de participações: duas
Melhor prestação: fase de grupos
O aumento do número de seleções neste Mundial também permite a alguns países mais «exóticos» e menos experimentados nestas andanças fazerem o gosto da sua nação e o Haiti é claramente um desses casos. Pode parecer estranho, mas esta não será a sua primeira vez em Mundiais, embora seja normal que a maioria dos adeptos não se recorde da primeira, que foi já em 1974, na Alemanha.
Membro da CONCACAF, o Haiti surge numa linha menos destacada que nações como o Canadá, México ou EUA - os anfitriões da prova -, ou até mesmo Costa Rica e Jamaica, mas aproveitou a ausência de algumas dessas potências na qualificação para, via playoff, garantir esta qualificação histórica, após bater Nicarágua (2-0).
Embora o jogador haitiano não seja o mais conhecido - apenas dois dos convocados atuam no top-5 europeu -, a verdade é que é um país que tem vindo a ter alguma ligação a Portugal nos últimos anos e isso está representado neste Mundial. Para a América do Norte levam na bagagem dois atletas que atuaram no Vizela em 2025/26 (Yassin Fortuné e Leverton Pierre) e um que por cá andou largos anos (Josué Duverger).
Longe de ser um nome muito conhecido do futebol mundial, é um nome já com muita experiência a nível de seleções, tendo já servido como selecionador da Guiné Equatorial, Quénia, Congo, Sub-20 da RD Congo e ainda adjunto do Omã. Já disputou uma Gold Cup, um CAN, mas nada se compara à estreia num Mundial. A história já fez, agora vai em busca de um extra.
É, a par de Jean-Ricner Bellegarde (Wolverhampton), a grande figura do seu país, os dois únicos que atuam no top-5 europeu e logo na Premier League. Tem sido uma das boas figuras de um grande Sunderland esta época (seis golos) e é reforço recente para este Haiti. Espera fazer o gosto ao pé.
Foi já aqui destacado, mas merece ser individualizado. É o motor da equipa no meio campo e, muitas vezes, o coração, sendo um dos melhores a nível técnico do seu país, mesmo que com as suas limitações. A sua experiência na Premier League e Ligue 1 servirá de farol para os colegas, todos eles (como ele) em estreia nestes palcos).
Outros jogadores importantes: Ricardo Adé (LDU Quito), (Vizela), Lenny Joseph (Ferencváros)
Número de participações: nove
Melhor prestação: fase de grupos
Em tempos, a seleção da Escócia era quase presença obrigatória no Campeonato do Mundo, com várias presenças entre a década de 50 e o final do século passado, mesmo que com alguns interregnos. Contudo, a viragem do século trouxe uma longa ausência, por fim finalizada este ano.
Têm um plantel com vasta experiência nas melhores ligas europeias, com destaque para a Premier League, fruto da proximidade geográfica, e têm conseguido alargar o seu talento para outros campeonatos. A isto junta-se o crescimento do seu campeonato nacional. O futebol escocês está em crescimento e este regresso a Mundiais foi recebido, naturalmente, com bons olhos.
Tiveram uma qualificação para o Mundial quase exímia, terminando em 1º lugar, isolado, do grupo, à frente da Dinamarca - uma das grandes ausências da prova -, Grécia e Bielorrússia. Além disso, também estiveram perto da manutenção na Liga A da Liga das Nações, perdendo apenas para a Grécia no playoff. Chegam, por isso, motivados e, estando num grupo só com um claro favorito, podem ambicionar fazer a sua melhor performance e ir à fase a eliminar.
Seis vezes internacional A como jogador, Steve Clarke passou uma vida no Chelsea, mas conseguiu ganhar o seu nome também fora das quatro linhas. Depois de largos anos como adjunto, aventurou-se a solo e foi num instante que chegou ao comando do seu país, em 2019. Desde então, conseguiu a qualificação para dois Europeus e, agora, para um tão aguardado Mundial. Tem sido a cara da mudança do futebol escocês.
Depois de ser um «patinho feio» em Old Trafford, aventurou-se para Itália, na mítica, mas difícil de agradar, cidade de Nápoles e transformou-se. Soltou-se da imagem que tinha de médio defensivo, avançou no terreno e as últimas duas épocas foram as melhores da carreira, com larga vantagem. Hoje, é dos melhores box-to-box do Mundo e assume o papel de figura maior do país. Scott McTominator estará no Mundial.
Se McTominay é a grande figura, McGinn não está muito longe. Chega motivadíssimo, depois da melhor época da carreira a nível individual, mas também coletivo, onde ajudou o Aston Villa a conquistar a Liga Europa. Será um complemento muito importante, seja a jogar no miolo ou a partir da ala, dois territórios que conhece bem.
Outros jogadores importantes: Nathan Patterson (Everton), Che Adams (Torino), Billy Gilmour (Napoli) e Lewis Ferguson (Bologna)
Número de participações: 23
Melhor prestação: vencedor (cinco vezes)
Pensar em Campeonato do Mundo é pensar no Brasil. É um dos nomes obrigatórios na prova, sendo o país com maior número de participações (23) e conquistas (cinco) da história. É daqueles países que parece formatado para aparecer nesta prova, mesmo nos anos mais difíceis.
A luta pelo bilhete foi intensa e particularmente difícil, no entanto. Chegou-se a temer uma ausência histórica do Brasil neste Mundial, mas Carlo Ancelotti, novo selecionador brasileiro e em estreia em Mundiais conseguiu uma ponta final de qualificação na CONMEBOL mais segura, aproveitaram o alargamento das vagas sul-americanas e lá estarão, em busca do hexa.
Chegam, no entanto, com mais dúvidas que certezas. Além dessa qualificação tremida, a própria convocatória gerou as suas polémicas. Em alguns setores, o país está longe de possuir a grandeza de nomes de outros anos e terá, ainda, que fazer a habitual gestão de uma grande nação a nível de egos e minutos das estrelas. Neymar tem direito à sua última dança, mas será protagonista neste Brasil?
Este treinador de 74 anos chegou ao cargo no seguimento do despedimento de Ivan Hasek em dezembro. O drama dos playoffs de qualificação para este Mundial, já referido acima, foi mesmo a primeira experiência do técnico ao leme da sua nação. Fez a carreira principalmente na Liga Checa, pelo que viverá nesta competição o seu ponto mais alto enquanto profissional.
Apesar dos números, esteve longe da melhor época da carreira, especialmente no que toca a regularidade exibicional, quiçá fruto do contexto vivido em Madrid ao longo de toda a época, que acabou por afetar várias das estrelas. Agora, vai ser a figura do seu país, no seu segundo Mundial, mas terá de o mostrar dentro de campo.
Bastou meia época na Europa, e na Premier League, para provar que o talento que lhe era apontado tinha fundamento e acabou por merecer a justa chamada para o seu primeiro Mundial. Será difícil ter minutos numa frente de ataque tão lotada, mas, quando os tiver, promete aproveitar e encantar.
Outros jogadores importantes: Raphinha (Barcelona), Neymar (Santos), Matheus Cunha (Manchester United), Bruno Guimarães (Newcastle) e Gabriel Magalhães (Arsenal)







































