Gustavo Correia no Portugal-Nigéria: Os erros compensam em Portugal | OneFootball

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·11 giugno 2026

Gustavo Correia no Portugal-Nigéria: Os erros compensam em Portugal

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Ontem à noite, no Portugal-Nigéria, havia um único árbitro português na equipa de arbitragem. Chamava-se Gustavo Correia. Para quem não se lembra, ou finge não se lembrar, este é o mesmo árbitro que “roubou” quatro pontos ao Benfica em decisões que não resistem a uma segunda visualização, o mesmo que elaborou um relatório falso para prejudicar dirigentes encarnados, e o mesmo que a Liga Portugal e a FPF decidiram… promover. Ou pelo menos manter. O que, neste contexto, é exactamente a mesma coisa.

Não estamos a falar de erros. Os erros acontecem no futebol e fazem parte do jogo. Estamos a falar de algo muito mais grave: um árbitro que mentiu num documento oficial para prejudicar um clube. Isso tem nome. E o nome não é erro de percepção nem má interpretação do lance.


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A questão que ninguém na comunicação social generalista parece querer colocar é simples: que mensagem passa a FPF ao manter este árbitro em funções? Passa a mensagem de que não há consequências. Que podes falhar, podes mentir, podes prejudicar, e no fim de semana seguinte estarás outra vez no centro do relvado, apito na mão, com poder sobre o resultado de mais um jogo.

O Benfica perdeu pontos que podiam ter valido a qualificação direta para a fase de grupos da Liga dos Campeões. Podiam ter valido dezenas de milhões de euros. Podiam ter mudado a temporada, o mercado de transferências, o projeto desportivo. Não é dramatismo, é matemática. E quem causou esse estrago não só não foi punido como continua a ser chamado para jogos de seleção.

A Liga Portugal faz-se de desentendida. A FPF olha para o outro lado. E os árbitros sabem, exatamente, o que podem fazer sem pagar qualquer preço por isso.

Com esta estrutura, os erros compensam. Não é uma opinião inflamatória, é uma conclusão lógica baseada nos factos: errar contra o Benfica, ou pior, mentir contra o Benfica, não tem consequências visíveis. Pelo contrário, parece até abrir portas.

Enquanto a FPF não tornar públicos os processos disciplinares relativos a árbitros e enquanto a Liga Portugal não exigir transparência nos relatórios de jogo, continuaremos nisto. Um sistema opaco, gerido por quem beneficia da opacidade, e onde os prejudicados, os clubes, os adeptos, os jogadores, não têm forma de se defender com eficácia.

Gustavo Correia esteve ontem no Portugal-Nigéria. E hoje de manhã, ninguém pediu explicações a ninguém.

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