AVANTE MEU TRICOLOR
·5 febbraio 2026
INÍCIO ALUCINANTE: São Paulo passa por campeão da América e quatro clássicos abafando maior crise da história fora de campo

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·5 febbraio 2026

Foi um começo de ano alucinante, com janeiro intenso e oito jogos já realizado pelo São Paulo neste início de temporada. E metade deles foram simplesmente clássicos estaduais, com repeteco pelo Santos. Já foram duas competições disputadas, crise absurda fora de campo que refletiu dentro dele, mas o Tricolor mostrou sua giganteza e passou ileso por tudo isso, com alguns bons resultados.
A pré-temporada praticamente não existiu. Foi uma semana mais de recuperação física e treinos na volta das férias, que também já foram mais curtas. No dia 11 do ano, já tinha estreia no Paulistão diante do Mirassol. E uma cacetada de 3 a 0 para a sensação de 2025 fez a crise, que por enquanto afetava apenas dirigentes, chegar aos jogadores. A vitória pelo placar mínimo sobre o São Bernardo acalmou um pouco os ânimos.
Enquanto isso, escândalos e investigações de Polícia e Justiça mantinham o clube nas páginas policiais, com Julio Casares sofrendo enorme pressão para deixar o cargo, o que acabou acontecendo depois, após votação por seu impeachment, que não chegou a ocorrer, com sua pedida de saída para não perder os direitos como dirigente tricolor.
Veio o primeiro clássico do ano, contra o Corinthians, em Itaquera, e empate por 1 a 1, sofrendo gol no fim. Duas derrotas seguidas, para Portuguesa no Morumbi e Palmeiras fora voltaram a colocar o time em xeque. O próximo desafio era já pelo Brasileirão. E simplesmente contra o campeão Flamengo, bicho-papão das Américas.
Em um jogo de muita raça e dedicação, além de extrema precisão nas poucas chances que teve, o São Paulo virou para 2 a 1 em um Morumbi cheio e mostrou para o torcedor qual é o verdadeiro espirito deste grupo. No duelo seguinte, mais um clássico, contra o Santos, e passeio diante de um público recorde de tricolores.
O time de Hernán Crespo embalou mais uma vitória, por 2 a 0, com ampla superioridade sobre o rival praiano. E o confronto se repetiu, desta vez na Vila Belmiro e pelo Brasileirão, já neste começo de fevereiro, na noite de quarta-feira (4).
A maratona não foi fácil. Rivais complicados, os dois melhores do Brasil na última temporada, e um elenco que recebeu poucos reforços. Mas o saldo final é positivo. Nos oito primeiros jogos, três vitorias, dois empates e três derrotas. Considerando todas as turbulências atravessadas, o curtíssimo período de pré-temporada e ainda nomes que se recuperam de lesão, os jogadores mostraram que podem bater de frente contra qualquer rival.
Temos um time titular muito bom, e ainda nomes, como de Lucas, que buscam seu 100% físico para render ainda mais. O camisa 7 tem retornado aos poucos, mas melhorando, especialmente neste último empate contra os santistas. Os reservas, no entanto, estão longe de suprir. Os jovens de Cotia serão de extrema importância, mais uma vez, para o Tricolor.
O novo presidente Harry Massis parece estar apagando bem o incêndio imediato, tomando providências e trazendo nomes de peso, como Rafinha, que veio para tentar deixar o futebol totalmente à parte dos problemas da diretoria. O elenco se sentiu mais seguro e demonstrou em campo.
Agora, nesta sequência de fevereiro, o Tricolor já tem reta decisiva por classificação no Paulistão, com últimos duelos contra Primavera, já neste sábado (7), e Ponte Preta, no domingo de Carnaval (15). Pelo Nacional, recebe o Grêmio na próxima quarta (11) e visita o Coritiba no dia 26.
O futuro no Campeonato Paulista também irá definir o calendário tricolor no final do mês. Se for eliminado, não disputa o mata-mata e terá um intervalo de dez dias entre os duelos contra a Ponte e o Coritiba. Se avançar às quartas de final, jogo no final de semana dos dias 21 e 22.








































