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·24 aprile 2026

Inspetores da PJ e AT desmontam narrativa contra o Benfica

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Durante dez anos fizeram-se manchetes, programas, insinuações e julgamentos em praça pública sobre o chamado processo Saco Azul. No fim, o que saiu do tribunal foi a absolvição de todos os arguidos, incluindo Luís Filipe Vieira, Domingos Soares de Oliveira, Miguel Moreira, Benfica SAD e Benfica Estádio. E o que ficou da leitura da sentença não foi uma vitória moral de quem andou anos a vender culpa, foi precisamente o contrário, o tribunal apontou dúvidas à acusação e sublinhou que, sem uma perícia técnica forense feita a tempo, era impossível saber com rigor quem fez o quê e que problemas informáticos tinham existido.

É aqui que começa a parte mais miserável desta história. Mal saiu a absolvição, apareceram logo os mesmos do costume, e até alguns benfiquistas demasiado comprometidos com a narrativa dos inimigos do clube, a tentar salvar a tese que lhes morreu no tribunal. Mudou-se o disco, já não se falava tanto em condenação exemplar, passou a falar-se em “crime”, em “faturas falsas”, em “Benfica lesado”, como se o acórdão pudesse ser torcido até dizer o que eles queriam ouvir. O problema deles é que a sentença não serviu a cartilha. E quando a realidade não serve, entra a propaganda. Não por acaso, o diretor do Record escolheu a expressão “vitória na secretaria” para comentar uma decisão judicial absolutória, numa tentativa transparente de manter a suspeita viva mesmo depois de o tribunal falar.


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Convém então voltar ao essencial. O tribunal admitiu dúvidas sérias sobre a acusação e sobre o que realmente foi feito na relação entre a Questão Flexível e o Benfica. O juiz explicou que a grande dúvida era perceber em que enquadramento José Bernardes trabalhou para o Benfica e frisou que, volvidos dez anos, já não era possível chegar a conclusões seguras sobre quem interveio no sistema e em que termos. A Bola resumiu até que o coletivo considerou fundamental uma peritagem técnica para determinar com exatidão o que a empresa fez, e o advogado Magalhães e Silva afirmou que o tribunal entendeu que a investigação não foi bem feita e que “não houve saída de diferenciais para formar o tal saco azul”.

Perante isto, a pergunta é simples e continua sem resposta do lado de quem quis fazer disto uma condenação eterna, onde está afinal a prova do tal benefício ilegítimo do Benfica, ou do tal prejuízo que agora alguns descobriram por desespero? Se durante anos se vendeu a ideia de um circuito de dinheiro que regressava ao clube em numerário, e se o tribunal absolveu todos os arguidos por não considerar a acusação provada para lá da dúvida, então o mínimo exigível era alguma humildade. Mas humildade é coisa que não se pede a quem passou dez anos a tentar sujar um nome e saiu da sala de audiências com as mãos vazias.

O mais revelador nem é a absolvição, é o incómodo que ela causou. Houve quem preferisse atacar o acórdão antes de o ler, quem corresse para as redes sociais e para os estúdios repetir chavões sobre “faturas falsas” para ver se ainda sobrava alguma lama para atirar ao Benfica. Isso diz muito sobre o estado de certa comentadoria e diz ainda mais sobre alguns benfiquistas que, por ressentimento, ambição ou pura miséria moral, escolheram alinhar com a narrativa da Media Livre em vez de alinhar com os factos. E os factos, por muito que lhes custe, são estes, ao fim de dez anos de barulho, o Benfica não foi condenado. Foi absolvido.

No fim de tudo, foi um dia negro, sim, mas não para o Benfica. Foi um dia negro para quem construiu capas, debates e campanhas inteiras em cima de suspeitas que o tribunal não confirmou. E foi um dia especialmente amargo para os que sonhavam ver o clube de joelhos só para poderem dizer “nós tínhamos razão”. Não tinham. Estavam apenas do lado errado da história.

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