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·19 giugno 2026

Instigado por Ronaldo, Kaká é sincerão e diz não ver SAF como solução para o São Paulo

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Os ex-jogadores Ronaldo Fenômeno e Kaká, campeões mundiais com a Seleção Brasileira em 2002, reuniram-se na quinta-feira (18) em uma transmissão ao vivo na rede social do ex-atacante. Durante a conversa, os ídolos do futebol debateram sobre gestão esportiva, o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e os desafios políticos no cenário nacional.

Questionado por Ronaldo sobre a possibilidade de assumir o comando técnico do São Paulo, clube que o revelou, Kaká descartou a transição para a beira do gramado. O ex-meia justificou a decisão apontando o alto desgaste da função.


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“Não estou disposto a ser treinador. Demanda muito tempo para tentar ter sucesso. Hoje, não estou disposto a abrir mão do tempo com a minha família. São escolhas, e hoje não quero pagar esse preço”, explicou.

Ronaldo ponderou que enxerga o colega com um perfil voltado à liderança executiva e sugeriu, em tom de possibilidade, a aquisição da SAF do Tricolor. Kaká, no entanto, demonstrou ceticismo quanto à viabilidade e à real necessidade do modelo para o São Paulo.

“Sobre a SAF do São Paulo, não acho simples. Há estatuto, conselho e uma série de aprovações. Não vejo a SAF como solução única. É um processo interessante para alguns clubes, mas o que o futebol brasileiro precisa é de boa gestão”, afirmou Kaká, citando Flamengo e Palmeiras como exemplos de administrações associativas financeiramente bem-sucedidas.

Ronaldo detalha pressões na SAF e recuo sobre o Corinthians

Com base em suas experiências na administração do Real Valladolid, da Espanha, e do Cruzeiro, Ronaldo compartilhou os desafios de reestruturar clubes endividados e criticou o modelo associativo tradicional. Segundo o ex-atleta, o processo de saneamento financeiro gera severos desgastes políticos.

“O modelo associativo permite que muita gente se beneficie do clube, e isso só se resolve cortando privilégios. Vivi isso no Cruzeiro e ganhei vários inimigos”, relatou Ronaldo.

O Fenômeno também revelou que cogitou investir no Corinthians no passado, mas que desistiu da ideia devido à hostilidade no ambiente do futebol brasileiro e à conivência com a violência.

“O Corinthians é um dos maiores ativos do Brasil. Já tive muita vontade, sou apaixonado pelo clube, mas hoje não sei se faria. Depois da experiência no Cruzeiro, vi que o torcedor confunde as coisas com o desempenho esportivo. O torcedor não tem o direito de atacar ou invadir Centro de Treinamento. A imprensa normalizou isso. É um absurdo que me causa receio”, concluiu o hoje empresário.

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