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·11 marzo 2026

Irã anuncia desistência da Copa do Mundo 2026

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A participação do Irã na Copa do Mundo de 2026 chegou ao fim antes mesmo do início do torneio. Nesta quarta-feira (11), o ministro do Esporte iraniano, Ahmad Donyamali, anunciou que a seleção do país não disputará o Mundial da FIFA, citando motivos políticos e de segurança após a escalada do conflito militar envolvendo Estados Unidos e Israel.

A decisão marca uma reviravolta no planejamento da competição, que será realizada entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, com jogos nos Estados Unidos, México e Canadá.


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Ataque que mudou o cenário político

A crise começou em 28 de fevereiro, quando o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto em um ataque conjunto realizado por Estados Unidos e Israel. A operação desencadeou uma rápida escalada militar na região.

Nos dias seguintes, o conflito evoluiu para uma guerra aberta, com bombardeios e confrontos que, segundo autoridades iranianas, causaram milhares de mortos e ampliaram a instabilidade política e econômica no país.

Além do impacto interno, a crise também gerou preocupação global, principalmente em relação ao fluxo internacional de petróleo, já que o Oriente Médio segue como uma das principais regiões produtoras do mundo.

Com o avanço das hostilidades, o governo iraniano passou a revisar compromissos internacionais — incluindo a participação em grandes eventos esportivos.

Classificação para a Copa e preparação inicial

Antes da crise, a seleção iraniana já estava confirmada na Copa do Mundo de 2026. A equipe garantiu vaga ao terminar na liderança do Grupo A da terceira fase das eliminatórias asiáticas, assegurando presença no torneio pela quarta edição consecutiva.

No sorteio realizado em dezembro, o Irã foi colocado no Grupo G, ao lado de:

  1. Bélgica
  2. Egito
  3. Nova Zelândia

De acordo com o calendário da FIFA, as três partidas da fase de grupos da seleção iraniana aconteceriam nos Estados Unidos:

  1. duas em Los Angeles
  2. uma em Seattle

A definição dos locais já levantava questionamentos devido às tensões diplomáticas entre Teerã e Washington, mas a organização do torneio mantinha o planejamento original.

Ausência em reunião da FIFA aumenta incertezas

As dúvidas sobre a presença iraniana no Mundial cresceram na semana passada. O Irã foi a única seleção classificada que não participou de uma cúpula de planejamento da FIFA, realizada em Atlanta, nos Estados Unidos.

O encontro reuniu representantes das federações participantes para discutir logística, segurança e organização do torneio.

A ausência iraniana reforçou especulações sobre possíveis problemas políticos e diplomáticos que poderiam impedir a equipe de atuar em território americano.

Na ocasião, a FIFA não comentou oficialmente o caso.

Trump e Infantino defendem presença iraniana

Mesmo diante do clima de tensão internacional, dirigentes do futebol tentaram manter o discurso de neutralidade esportiva.

Na manhã desta quarta-feira, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, revelou que se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir o torneio e a situação envolvendo o Irã.

Segundo Infantino, o líder americano demonstrou apoio à presença da seleção iraniana no Mundial.

“Conversamos sobre a situação atual no Irã e também sobre a classificação da seleção para a Copa do Mundo de 2026”, afirmou o dirigente.

De acordo com o presidente da FIFA, Trump teria reiterado que a equipe iraniana seria bem-vinda para competir nos Estados Unidos.

“Todos precisamos de um evento como a Copa do Mundo para unir as pessoas. O futebol tem a capacidade de aproximar o mundo”, declarou Infantino.

Em declarações anteriores ao site Politico, Trump também afirmou que não estava preocupado com a participação do Irã, dizendo que o país havia sido “duramente derrotado” no conflito recente.

Federação iraniana já demonstrava preocupação

Mesmo antes da decisão oficial, dirigentes do futebol iraniano já demonstravam preocupação com o cenário político.

Mehdi Taj, presidente da Football Federation of the Islamic Republic of Iran, afirmou recentemente que a intensidade dos ataques envolvendo Estados Unidos e Israel não era um bom sinal para a realização do torneio com a presença da seleção.

A escalada militar e o ambiente de instabilidade aumentaram a pressão interna para que o governo tomasse uma posição definitiva.

Governo confirma desistência do Mundial

A confirmação veio nesta quarta-feira (11). Em entrevista à televisão estatal, o ministro do Esporte Ahmad Donyamali anunciou que o Irã não disputará a Copa do Mundo de 2026.

Segundo ele, o contexto político e militar torna impossível a participação da equipe no torneio.

“Considerando que este regime corrupto assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo”, afirmou o ministro.

Donyamali também citou os impactos humanitários do conflito.

“Eles nos impuseram guerras nos últimos meses e milhares de pessoas foram mortas. Nossas crianças não estão seguras e não existem condições para participação.”

Com a decisão, o Irã se torna a primeira seleção classificada a desistir oficialmente do Mundial de 2026.

Até o momento, a FIFA não divulgou qual será o procedimento para substituir a vaga iraniana no torneio.

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